quinta-feira, 5 de julho de 2012

Coluna Claquete – 06 de julho de 2012


  

Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.com – www.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

O que está em cartaz

Chegamos ao mês de julho, de muita comemoração nos Estados Unidos, França e Bahia. A única estreia do final de semana é o aguardadíssimo “O Espetacular Homem-Aranha”, recontando a história do heroi. Continuam em cartaz a animação “A Era do Gelo 4” (vejam na Sessão Filme da Semana), o drama “Para Roma Com Amor”, de Woody Allen, “Sombras da Noite”, nova parceria de Tim Burton com Johnny Depp, a comédia nacional “E Aí, Comeu?”, e a animação “Madagascar 3 – Os Procurados. Nas programações exclusivas, o Cinemark mantém a ficção-científica “Prometheus”, de Ridley Scott, e o romance “As Idades do Amor”, na Sessão Cine Cult.

 

Estreia 1: “O Espetacular Homem-Aranha”


“O Espetacular Homem-Aranha” é a história de Peter Parker (Andrew Garfield), um estudante rejeitado por seus colegas e que foi abandonado por seus pais ainda criança, sendo então criado por seu tio Ben (Martin Sheen) e pela tia May (Sally Field). Como muitos adolescentes, Peter tenta descobrir quem ele é e como ele se tornou a pessoa que é hoje. Peter também está começando uma história com sua primeira paixão, Gwen Stacy (Stone), e juntos eles lidam com amor, compromissos e segredos. Quando Peter descobre uma misteriosa maleta que pertenceu a seu pai, ele começa uma jornada para entender o desaparecimento de seus pais – o que o leva diretamente à OSCORP e ao laboratório do Dr. Curt Connors (Rhys Ifans), antigo sócio de seu pai. Procurando por respostas e uma conexão, Peter comete um erro que o coloca em rota de colisão com o alter-ego do Dr. Connors, O Lagarto. A direção é de Marc Webb. “O Espetacular Homem-Aranha” estreia nesta sexta-feira, nas Salas 1, 2 e 3 do Cinemark, e nas Salas 1, 4, e 6 do Moviecom. Classificação indicativa dez anos. Cópias dubladas e legendadas, em 2D e 3D. (T.O.: “The Amazing Spider-Man”)

Sessão Cine Cult: “As Idades do Amor”


Roberto (Riccardo Scarmacio) é um jovem advogado ambicioso, que está prestes a se casar com Sara (Valeria Solarino). Ao cuidar de uma desapropriação ele conhece a bela Micol (Laura Chiatti), que vem de uma pequena vila da Toscana e balança seu coração. Nos últimos 25 anos Fabio (Carlo Verdone) tem sido o marido perfeito. Ele é um apresentador de TV de sucesso e, numa festa, conhece Eliana (Donatella Finocchiari). Eles passam a noite juntos, mas o problema maior é que, no dia seguinte, ela se recusa a ir embora. Adrian (Robert De Niro) é um professor de história da arte americano que se mudou para Roma logo após se divorciar. Amigo de Augusto (Michele Placido), o porteiro do prédio onde mora, ele passa a ter sua libido novamente despertada graças a Viola (Monica Bellucci), a filha do colega. A direção é de Giovanni Veronesi. “As Idades do Amor” será exibido na terça-feira e na quinta-feira, na Sala 5 do Cinemark, na sessão de 19h40. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Manuale d'Amore 3”)



Filme da Semana: “A Era do Gelo 4”

Como já havia discutido em outras resenhas, os estúdios de cinema sempre querem manter os seus principais produtos gerando dinheiro, mesmo que isto implique em seguidas continuações. Como fazer isso sem que se torne uma simples repetição de situações e personagens é sempre um desafio, que, no caso de “A Era do Gelo 4”, foi muito bem superado.
A grife “A Era do Gelo” é mantida pela Blue Sky Studios, uma terceira força no mundo das animações, competindo com Disney/Pixar e Dreamworks SKG. Assim como a Dreamworks, que surgiu de uma cisão na Disney, com a saída de Katzenberg, que era o presidente executivo, e juntou-se a Spielberg e David Geffen, a Blue Sky também tem raízes no estúdio de Walt Disney.
A Blue Sky Studios foi fundada em 1987 por alguns artistas e técnicos que haviam trabalhado na Disney durante a produção do filme “Tron”. Assim como a Pixar, o estúdio concentrou-se originalmente apenas em comerciais e efeitos visuais para alguns filmes. O desempenho da empresa foi tão notável que a Blue Sky foi adquirida em 1997 pela 20th Century Fox, para fazer de filmes de animação, resultando no tremendo sucesso de “A Era do Gelo”, em 2002.
Neste primeiro filme éramos apresentados aos principais personagens, Manny, um mamute que se julgava o último de sua espécie, Diego, um tigre de dentes de sabre que se desgarra do seu próprio bando, e Sid, uma preguiça abilolada, que vivia criando confusões. Esse estranho grupo se une para salvar um bebê humano e devolvê-lo aos seus. Permeando essas aventuras, sempre aparecia o estressado esquilo Scrat, criação do brasileiro Carlos Saldanha.
O filme seguinte, “A Era do Gelo 2”, mostrava o grupo fugindo de um imenso degelo que ameaçava destruir todos os animais. Neste filme, também, Manny conhece Ellie, uma fêmea de sua espécie, com que tem todo o tipo de discussão até se tornarem um par romântico.
“A Era do Gelo 3”, de 2009, já traz grandes novidades. Ellie está grávida e prestes a ter um bebê-mamute quando Sid encontra três ovos de dinossauro e termina indo parar em um mundo subterrâneo repleto de animais pré-históricos. Seus amigos vão à sua procura, mesmo tendo que enfrentar imensos perigos. O mesmo acontece com Scrat, que encontra o maior desafio de sua vida, ao conhecer uma esquilo fêmea que vai levá-lo à loucura – literalmente.
No filme atual, é o mesmo Scrat quem provoca a situação que afetará todos. Ao tentar enterrar a sua querida noz, ele provoca uma série de rachaduras que irão causar a separação dos continentes.
Nossos personagens principais continuam unidos, e além dos mamutes Manny (Ray Romano/Diego Vilela), e Ellie (Queen Latifah/Carla Pompílio), do tigre Diego (Denis Leary/Márcio Garcia) e da preguiça Sid (John Leguizamo/Tadeu Mello), a pequena Amora (Keke Palmer/Bruna Laynes) já chegou à adolescência, sempre às turras com o seu superprotetor pai.
Com as trapalhadas tectônicas provocadas por Scrat, Manny, Diego, Sid e avó deste (Vanda Sykes) ficam presos em um iceberg, que é arrastado para o alto-mar, enquanto Ellie e Amora permanecem em terra. O problema é que as gigantescas placas continuam avançando, ameaçando todos os animais que estão na costa.
Para completar, os nossos herois são capturados por um bando de piratas, comandados pelo perigoso capitão Entranha (Peter Dinklage/ Jorje Vasconcelo), que é auxiliado pela insinuante tigresa Shira (Jennifer Lopez).
Mas, nada vai impedir Manny de voltar para a sua família, mesmo que ele tenha que – literalmente – por a pique o navio pirata. Com uma determinação equivalente ao seu tamanho, ele e seus amigos conseguem fugir e chegar a uma ilha, onde pequenos animais foram aprisionados por Entranha para construir um novo barco.
Com um plano bem bolado, mas com vários imprevistos, eles conseguem fugir da ilha, mas com os piratas em seu encalço, tendo que enfrentar muitos perigos, o pior deles na forma das terríveis sereias. Conseguirão os nossos heróis se encontrarem novamente, e escapar da sede de vingança do capitão Entranha?
Além dos personagens já conhecidos do público, alguns novos foram acrescidos, como a divertida Vovó, que dá o tom cômico à maioria das cenas que participa, à adolescente Amora, que recria o típico embate entre pai e filha, e um par romântico para o tigre Diego, com a sensual e arrojada Shira.
Além da divertida sequência da divisão dos continentes provocada por Scrat, este também é responsabilizado pelo afundamento de Atlântida, sempre por conta da sua paixão pelas nozes. Falando-se em diversão, antes do filme é exibido um curta dos Simpsons, onde Maggie, a caçula da família, tem que enfrentar o seu pior pesadelo em seu primeiro dia no jardim de infância.
O apuro técnico é cada vez maior, com um nível de realismo impressionante, principalmente nas cenas em alto-mar. O detalhe é que a direção não está mais a cargo de Saldanha, que participou do filme como produtor.
Declaradamente voltado para o público infantil, mas, nem por isso menos interessante para todas as idades, “A Era do Gelo 4” reforça os conceitos e valores de família, que sempre estiveram presentes nos filmes anteriores. Recomendo.
(Título original: “Ice Age: Continental Drift”)


Lançamentos em DVD/Blu-Ray

“O Último Dançarino de Mao”

Baseado na autobiografia de Li Cunxin, Adeus, China - O Último Bailarino de Mao, este drama narra a dura vida de um jovem chinês que desde sua infância lutou por sua paixão pela dança. Li Cunxin foi o bailarino escolhido pelo Partido Comunista para integrar a maior companhia de balé de Pequim. Quando ele tem a chance de fazer parte da academia da Madame Mao e consegue uma bolsa para estudar balé nos EUA, Cunxin se apaixona pela cultura ocidental e isso muda radicalmente sua vida. Disco com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em DTS-HD 5.1, e, como extras, Ficha Técnica e Trailers. (T. O.: “Mao’s Last Dancer”)

“Quando é Preciso Ser Homem”

Uma jovem professora e um soldado sobrevivem ao ataque de índios a um destacamento da cavalaria. Esse fato desencadeará uma brutal vingança militar. As tropas do Coronel John M. Chivington em represália atacarão uma aldeia indefesa de índios Cheyenne e Arapaho, massacrando todos os nativos que encontrarem pela frente. Depois de dirigir Sidney Poitier no clássico “Uma Voz nas Sombras”, Ralph Nelson revisita o Velho Oeste e o cruel tratamento dispensado aos índios neste violento faroeste protagonizado por Candice Bergen, Donald Pleasance e Peter Strauss. O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio em Dolby Digital 5.1, e, como extras, Biografia, Filmografia, Coleção Lume e Trailers. (T.O.: “Soldier Blue”).

“Mulheres Apaixonadas”
 
A história de duas irmãs, que lutam contra seus próprios desejos e paixões, em meio ao impacto da Primeira Guerra Mundial e as transformações do século XX. Ursula, professora em uma cidade provinciana, e Gudrun Brangwen, uma artista que vive na boemia londrina, se envolvem com seus melhores amigos, Rupert Birkin e Gerald Crich. O drama segue, entre a amizade e um amor destrutivo, que, fora do controle, provoca mágoas e desespero. Rosamund Pike e Rachael Stirling estrelam esta poderosa adaptação de D. H. Lawrence, sobre a relação enigmática entre homem e mulher. Romance, arte e poesia em uma produção de grande ousadia.  O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio Dolby Digital 5.1. (T.O.: “Women In Love”).

“Existenz”

EXistenZ é o nome de um brinquedo de realidade virtual. Os participantes têm que colocar uma tomada na base da coluna vertebral. Os efeitos são semelhantes a prazeres sexuais ou qualquer droga forte. Allegra Geler (Jennifer Jason Leigh), criadora do jogo, esta sendo perseguida pelos realistas, grupo de pessoas que são contra a realidade virtual e querem assassina-lá. Em fuga, é forçada a se esconder com um guarda de segurança novato (Jude Law), decidido a protegê-la. Porém, durante a perseguição os dois experimentam um mundo onde os limites entre a fantasia e a realidade não existem e nada é o que parece ser. Disco com formato de tela cheia, e som Dolby Digital. (T.O.: “Existenz”).

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Coluna Claquete – 29 de junho de 2012


  

Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

Chegamos ao dia de São Pedro, o santo dos pescadores, primeiro papa, e padroeiro do Alecrim, dia de reverência para alguns, e de folia para muitos. Na dúvida entre o sacro e o profano, confira as estreias do final de semana, com a animação “A Era do Gelo 4”, o drama “Para Roma Com Amor”, de Woody Allen, e o romance “As Idades do Amor”, na Sessão Cine Cult do Cinemark. Continuam em cartaz “Sombras da Noite” (vejam na Sessão Filme da Semana), nova parceria de Tim Burton com Johnny Depp, a comédia nacional “E Aí, Comeu?”, a ficção-científica “Prometheus”, de Ridley Scott, e a animação “Madagascar 3 – Os Procurados.

 

Estreia 1: “A Era do Gelo 4”


Sempre em busca de sua cobiçada noz, o esquilo Scrat provoca, sem querer, a separação dos continentes. A situação provoca mudanças no terreno de vários locais, entre eles onde os amigos Manny (Ray Romano/Diego Vilela), Diego (Denis Leary/Márcio Garcia) e Sid (John Leguizamo/Tadeu Mello) estão alojados. Um terremoto faz com que o trio fique preso em um iceberg, enquanto que Ellie (Queen Latifah/Carla Pompílio) e a pequena Amora (Keke Palmer/Bruna Laynes) permanecem no continente. Em alto mar, Manny promete que irá encontrá-las a qualquer custo, mas, para tanto, precisará enfrentar perigosos piratas e o canto das sereias. A direção é de Steve Martino e Mike Thurmeier. “A Era do Gelo 4” estreia nesta sexta-feira, nas Salas 1, 2 e 6 do Cinemark, e nas Salas 4, 6 e 7 do Moviecom. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas, em 2D e 3D. (T.O.: “Ice Age: Continental Drift”)

Estreia 2: “Para Roma Com Amor”


“Para Roma Com Amor” é uma comédia romântica, livremente baseada em 'Decamerão', uma saga literária que Giovanni Boccaccio escreveu entre 1348 e 1353. Quatro casais, americanos e italianos, têm suas histórias cruzadas ao longo da trama. Um casal americano (Woody Allen e Judy Davis) viaja para Roma para conhecer a família do noivo de sua filha. Outra história envolve Leopoldo (Roberto Benigni), um homem comum que é confundido com uma estrela de cinema. Um terceiro episódio retrata um arquiteto da Califórnia (Alec Baldwin) que visita a Itália com um grupo de amigos. Por último, temos dois jovens recém-casados que se perdem pelas confusas ruas de Roma. A direção é de Woody Allen. “Para Roma Com Amor” estreia nesta sexta-feira, na Sala 5 do Cinemark, e  na Sala 1 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos.

Sessão Cine Cult: “As Idades do Amor”


Roberto (Riccardo Scarmacio) é um jovem advogado ambicioso, que está prestes a se casar com Sara (Valeria Solarino). Ao cuidar de uma desapropriação ele conhece a bela Micol (Laura Chiatti), que vem de uma pequena vila da Toscana e balança seu coração. Nos últimos 25 anos Fabio (Carlo Verdone) tem sido o marido perfeito. Ele é um apresentador de TV de sucesso e, numa festa, conhece Eliana (Donatella Finocchiari). Eles passam a noite juntos, mas o problema maior é que, no dia seguinte, ela se recusa a ir embora. Adrian (Robert De Niro) é um professor de história da arte americano que se mudou para Roma logo após se divorciar. Amigo de Augusto (Michele Placido), o porteiro do prédio onde mora, ele passa a ter sua libido novamente despertada graças a Viola (Monica Bellucci), a filha do colega. A direção é de Giovanni Veronesi. “As Idades do Amor” será exibido na terça-feira e na quinta-feira, na Sala 4 do Cinemark, na sessão de 21h00. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Manuale d'Amore 3”)

Pré-Estreia: “O Espetacular Homem-Aranha”


Peter Parker (Andrew Garfield) é um rapaz tímido e estudioso, que inicou há pouco tempo um namoro com a bela Gwen Stacy (Emma Stone), sua colega de colégio. Ele vive com os tios, May (Sally Field) e Ben (Martin Sheen), desde que foi deixado pelos pais, Richard (Campbell Scott) e Mary (Embeth Davidtz). Certo dia, o jovem encontra uma misteriosa maleta que pertenceu a seu pai. O artefato faz com que visite o laboratório do dr. Curt Connors (Rhys Ifans) na Oscorp. Parker está em busca de respostas sobre o que aconteceu com os pais, só que acaba entrando em rota de colisão com o perigoso alter-ego de Connors, o vilão Lagarto. A direção é de Marc Webb. “O Espetacular Homem-Aranha” será exibido na próxima quinta-feira, nas Salas 2 (dublado) e 7 (legendado) do Cinemark, na sessão de 23h55. Classificação indicativa dez anos. (T. O.: “The Amazing Spider-Man”)


Filme da Semana: “Sombras da Noite”

Se há um filme que parece ter despertado reações de rejeição tanto de público quanto da crítica, é a mais nova realização de Tim Burton, “Sombras da Noite”, estrelado por seu ator favorito, Johnny Depp. Os argumentos são inúmeros, mas, se analisarmos com calma, veremos que a decepção deve-se mais à expectativa dos espectadores do que do filme em si.
A primeira dificuldade fica por conta da classificação de gênero, já que o filme não pode ser enquadrado como terror, comédia, suspense, policial, ou drama. O que seria, então? “Sombras da Noite”, além de resgatar um obscuro seriado de televisão exibido entre 1966 e 1971, realizou uma divertida transgressão de todos os gêneros, sem se levar muito a sério, o que é ótimo.
Num breve prólogo, vemos a família Collins deixando a Inglaterra para fixar-se nos Estados Unidos, no estado do Maine, onde montam uma próspera indústria pesqueira, e ajudam a criar uma cidade, que leva o seu nome. O jovem Barnabas (Johnny Depp) cresce usufruindo da fortuna e do poder do pai, mas, uma sombra o persegue desde a infância, na forma da sensual Angelique (Eva Green).
Quando ele a rejeita de vez, Angelique usa poderes de magia negra para matar os pais dele. E, quando ele se apaixona pela jovem Josette Dupres (Bella Heathcote), Angélica fica possessa e enfeitiça a moça, para que ela se jogue de um penhasco. Para completar a vingança, ela transforma Barnabas em vampiro, e o aprisiona em um caixão, no qual ficará confinado por quase dois séculos.
Nessa época, 1972, o mundo está bem diferente do que Barnabas conhecera. Sua belíssima mansão está praticamente em ruínas, o negócio de pesca está falido, e a família Collins hoje resume-se à matriarca, Elizabeth (Michelle Pffeifer), a filha adolescente Carolyn (Chloë Moretz), o cunhado Roger (Jonny Lee Miller), e o filho deste, David (Gulliver McGrath).
A população da mansão é completada com o faz-tudo Willie (Jackie Earle Haley), a esclerosada Sra Johnson, a pinguça psiquiatra que cuida de David, Dra Julia Hoffman (Helena Bonham Carter), e a recém chegada preceptora do menino, Victoria (Bella Heathcote).
Esse grupo de pessoas tão díspares mal se suportam debaixo do mesmo teto. Quando Barnabas chega, pronto para retomar o controle de sua família, é confundido por Elizabeth como mais um charlatão. Quando, porém, ele lhe revela o tesouro oculto que estava o tempo todo na casa, ela começa a acreditar que ele é quem diz ser.
Mas, a vida de Barnabas não será nada fácil. A cidade é dominada pela poderosa Angie, que domina com mão de ferro toda a indústria pesqueira da Costa Leste. Na verdade, Angie é a própria Angelique, que utiliza os seus poderes de bruxa para manter-se sempre jovem e bonita.
Se Angelique ainda exerce uma poderosa atração sobre Barnabas, ele reconhece em Victoria a sua amada Josette, e devota a ela todo o seu amor. Mais uma vez, ele entrará em confronto com Angelique, nessa alucinante relação de amor e ódio, e que não terminará sem que um dos dois sobreviva.
Como disse anteriormente, o filme não se leva a sério, e se o espectador fizer o mesmo, vai se divertir bastante. Se num filme de vampiros tradicionais eles não podem sair à luz do dia, na série Crepúsculo eles brilham mais do destaque de escola de samba. Aqui, Barnabas chega a incendiar-se numa réstia de sol, mas, participa de eventos diurnos, embora pareça a personificação do Michael Jackson.
É pena que algumas piadas se percam na tradução, como na cena em que a personagem de Chloë Moretz pergunta a Barnabas se ele está sob efeito de drogas (“stoned”), e ele diz que muitas pessoas atiraram pedras nele (também “stoned”).
Algumas referências mais clássicas também estão presentes, como a levantada do caixão de “Nosferatu”, ou a mão do vampiro empurrando a laje sobre a tumba, remetendo aos filmes de terror da Hammer. Aliás, uma belíssima homenagem aos filmes clássicos de vampiros foi a participação de Christopher Lee, que já viveu Drácula mais de uma vez.
Outra coisa curiosa foi a escolha da data “futura” para 1972, já que a maioria dos espectadores que irão aos cinemas nem era nascida neste ano. Mas, essa data representa não só uma ruptura com o passado para Barnabas, como também para a maioria das pessoas daquela época, já que foi um momento de grandes transformações no mundo.
Tim Burton é famoso por seus filmes extravagantes, com personagens estranhos, e talvez por isso mesmo tenha se dado tão bem com Johnny Depp, com quem já fez oito filmes, e a sua própria mulher, Helena Bonham Carter, a inesquecível Bellatrix de Harry Potter.
O resto do elenco está muito bem, principalmente Michelle Pffeifer, em um dos mais contidos papéis de sua carreira. Destaque também para Chloë Moretz, que despontou em “A Invenção de Hugo Cabret”, e faz uma divertida versão da jovem rebelde dos anos 70.
“Sombras da Noite” não é indicado para todos os públicos, principalmente o infantil, mas, é um filme divertido, para quem gosta de coisa um pouco fora do padrão da normalidade.
(Título original: “Dark Shadows”)


Lançamentos em DVD/Blu-Ray

“A Invenção de Hugo Cabret”

Hugo Cabret (Asa Butterfield) é um menino de 12 anos que vive escondido em uma estação de trem na Paris dos anos 30, onde cuida da manutenção de gigantescos relógios, função anteriormente exercida por seu tio desaparecido. À noite, usando peças de brinquedos que ele furta de uma loja da estação, o menino tenta consertar um autômato, única lembrança que herdou do pai, para desvendar um enigma. Seus planos, porém, correm perigo quando ele é descoberto pelo dono da loja e pela curiosa Isabelle (Chloë Moretz). Disco com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em DD 5.1. (T. O.: Hugo)

“Entre Segredos e Mentiras”

1971. David Marks (Ryan Gosling) é filho de um influente empresário, Sanford Marks (Frank Langella), mas nada quer com as empresas da família. Ele conhece e posteriormente se casa com Katie Mars (Kirsten Dunst), com quem abre uma loja de produtos orgânicos em uma cidade no interior dos Estados Unidos. O problema é que David não se sustenta e ainda depende da mesada da família. Um dia, ao receber a visita do pai, David recebe uma nova proposta para trabalhar em Nova York. Desta vez acompanhada com uma ameaça velada, de que Katie pode abandoná-lo caso mantenha o atual nível de vida. Temendo perdê-la, ele aceita o emprego e ambos se mudam mais uma vez. É o início dos problemas de relacionamento entre David e Katie, já que ele passa a querer agradá-la de todas as formas, mesmo que isto o torne infeliz. O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital 5.1. (T.O.: “All Good Things”).

“Um Método Perigoso”
 
Dirigido pelo cultuado David Cronenberg, o longa é uma mostra de como a relação entre Carl Jung (Michael Fassbender) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen) faz nascer a psicanálise. A história se baseia na peça The Talking Cure, de Christopher Hampton, que romanceia fatos e acompanha a relação dos pais da psicanálise, Jung e Freud, com a russa Sabina Spielrein (Keira Knightley), uma das primeiras mulheres psicanalistas da história, que foi paciente no hospital onde Jung trabalhava, em Zurique. O filme foi exibido em primeira mão no Festival de Veneza de 2011 e conquistou uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante para Mortensen.  O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio Dolby Digital 5.1. (T.O.: “A Dangerous Method”).

“A Festa de Babette”

Duas adolescentes vivem com o pai, um rigoroso pastor luterano, em um pequeno vilarejo da costa dinamarquesa. Em uma noite de 1871, bate à sua porta uma parisiense pedindo refúgio - Babette, que foge da repressão à Comuna de Paris e se oferece para ser a cozinheira e faxineira da família. Muitos anos depois, ainda trabalhando na casa, ela recebe a notícia de que ganhara uma fortuna numa loteria em Paris. Em vez de voltar à terra natal, resolve ficar e gastar o dinheiro em um autêntico jantar francês que oferece à comunidade, aproveitando para comemorar o centésimo aniversário do pastor.  Disco com formato de tela cheia, e som Dolby Digital 2.0. (T.O.: “Babettes Gæstebud”).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Coluna Claquete – 22 de junho de 2012


Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

São João, pamonha, milho assado, canjica, milho cozido, quadrilha, rojão... Ufa! Entre uma pulada de fogueira e outra, confira as estreias do final de semana, “Sombras da Noite”, com Johnny Depp, a comédia nacional “E Aí, Comeu?”, e a ópera “Madame Butterfly 3D”. Continuam em cartaz a ficção-científica “Prometheus” (vejam na Sessão Filme da Semana), de Ridley Scott, a animação “Madagascar 3 – Os Procurados”, e a aventura “Branca de Neve e o Caçador”, com Kristen Stewart. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe o drama “Precisamos Falar Sobre o Kevin”, na Sessão Cine Cult, enquanto o Moviecom mantém “Homens de Preto 3”, e “Os Vingadores – The Avengers”.

 

Estreia 1: “Sombras da Noite”


1752. Joshua (Ivan Kaye) e Naomi Collins (Susanna Cappellaro) deixam a cidade inglesa de Liverpool juntamente com o filho, Barnabas, rumo aos Estados Unidos. A intenção deles era escapar de uma terrível maldição que atingiu a família. Vinte anos depois, Barnabas (Johnny Depp) é um playboy inveterado que tem a cidade de Collinsport aos seus pés. Após seduzir e partir o coração de Angelique Bouchard (Eva Green), sem saber que era uma bruxa, ele é transformado em vampiro e preso numa tumba por dois séculos. Quando enfim desperta, dois séculos depois, encontra sua propriedade em ruínas e os poucos familiares ainda vivos escondem segredos uns dos outros. A direção é de Tim Burton. “Sombras da Noite” estreia nesta sexta-feira, na Sala 4 do Cinemark, e na Sala 7 do Moviecom. Classificação indicativa 14 anos.
(T.O.: “Dark Shadows”)

Estreia 2: “E Aí, Comeu?”


Recém separado, Fernando (Bruno Mazzeo) passa boa parte do seu tempo tentando compreender os motivos do fracasso de seu casamento com Vitória (Tainá Muller), enquanto que Honório (Marcos Palmeira) é um jornalista machão casado com Leila (Dira Paes). Já Fonsinho (Emilio Orciollo Netto) é um escritor solteiro metido à intelectual. Juntos, eles buscam entender o papel do homem neste mundo atual povoado por mulheres de ideias modernas. A direção é de Felipe Joffily. “E Aí, Comeu?” estreia nesta sexta-feira, nas Salas 1 e 2 do Cinemark, e nas Salas 3 e 4 do Moviecom. Classificação indicativa 14 anos.

Estreia 3: “Madame Butterfly 3D”


Considerada uma das óperas mais populares do repertório, ‘Madame Butterfly’ chega aos cinemas em tecnologia 3D, por meio de uma parceria entre a Royal Opera House (ROH) de Londres e a produtora RealD. A ópera conta a história de uma gueixa japonesa, Cio-Cio-San (interpretada pela soprano chinesa Liping Zhang), que se casa com um oficial da marinha americana, Pinkerton (papel do tenor americano James Valenti). Com texto escrito pelos italianos Giuseppe Giacosa e Luigi Illica, ‘Madame Butterfly’ estreou em fevereiro de 1904, no Teatro alla Scala, de Milão. “Madame Butterfly 3D” será apresentada nos dias 23 (11h), 24 (21h), 26 (16h) e 28 (19h), sempre na Sala 7 do Cinemark. Classificação indicativa livre. Exibição em 3D.


Filme da Semana: “Prometheus”

A maioria das pessoas sabe bem o que é uma sequência. O próprio “Alien – O Oitavo Passageiro” teve três sequências, em 1986, 1992, e 1997, além de dois filmes “Alien Versus Predador”. Mas, um prequel é quando se conta uma história que teria acontecido antes do primeiro filme. De prequel, o que eu considero casos bem sucedidos são “X-Men: Primeira Classe”, e “Anjos da Noite 3: A Rebelião”.
A saga Alien tem uma verdadeira legião de fãs, muitos deles que não eram nem nascidos no lançamento do filme original. Certamente, todos estes fãs – eu, inclusive – esperavam reconhecer detalhes do filme de 1979, e os eventos que teriam levado a isso.
Embora não possa explicar o quê sem estragar a surpresa dos espectadores, já adianto que essa expectativa reduz-se a uma ínfima cena no final do filme. No mais, “Prometheus” traz uma nova história, com grandes promessas e poucos resultados.
No início do filme, deparamos com um gigante com forma humanoide, que é deixado por uma espaçonave em nosso planeta, em uma missão de sacrifício. Ao ingerir uma substância, seu corpo se desfaz, caindo em uma feérica catarata, onde o seu DNA se desfaz, para se transformar na vida na Terra.
Milhões de anos depois, encontramos uma expedição científica comandada por Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green), que faz uma descoberta arqueológica em uma caverna da Escócia, onde encontram uma inscrição que obedece a um padrão observado em outras partes do mundo.
Na fase seguinte, o casal de cientistas e mais um grupo de pessoas está nas profundezas do espaço, em uma gigantesca espaçonave comandada pelo capitão Janek (Idris Elba), mas, sob o rígido controle de Meredith Vickers (Charlize Theron), uma alta executiva da Weyland, a corporação que financia a expedição.
Quando a tripulação é acordada da hibernação pelo androide David (Michael Fassbender), é informada do objetivo da expedição. Baseado no padrão das inscrições arqueológicas, foi localizado um sistema no espaço onde se acredita que tenham vindo os criadores da vida na Terra. A missão é encontrá-los.
Embora Elizabeth esteja altamente empolgada pelo que acredita ser a maior realização da Humanidade, seu sentimento não é comum ao resto do grupo, principalmente por Vickers, que parece ter os seus próprios objetivos ocultos.
Eles pousam no planeta em um lugar onde há alguma evidência de ação artificial. Tudo leva a uma estranha estrutura na forma de uma montanha, mas, que eles descobrem ser um imenso artefato, que faz a mudança da atmosfera, tornando-a respirável.
O problema é que os antigos criadores daquele lugar parecem estar todos mortos, por algum fator desconhecido, milhares de anos antes da chegada dos terráqueos. Em uma sala muito protegida, os cientistas recolhem a cabeça preservada de um dos antigos seres, e para sua surpresa, descobrem não apenas uma notável semelhança com os humanos, como também um DNA idêntico!
Mas, nem tudo é positivo nessa jornada. Seres misteriosos atacam os viajantes, alguns microscópicos, outros nem tanto. Tudo isso deixa os terráqueos preocupados e temerosos por suas vidas, mas, nada parece demover Vickers e David de prosseguir a missão.
A descoberta de que um dos antigos criadores ainda está vivo precipita tudo, e o verdadeiro objetivo da missão é revelado. O problema é que nem sempre o que está planejado realmente acontece.
Considerando a era pós “Avatar”, “Prometheus” certamente é um dos filmes de ficção mais bem feitos, tanto pelo aspecto dos efeitos especiais, como pela beleza das imagens do filme. Somando-se a isso um elenco muito afinado e de excelente qualidade, era de se esperar algo excepcional.
O problema maior de “Prometheus” é exatamente a frustração da expectativa criada pelos fãs. Embora o filme homenageie muito o “Alien” original, do qual o fã pode reconhecer várias cenas clássicas, faltou um link mais consistente.
O outro problema noteiro, que indicava uma história mais profunda, como “2001: Uma Odisséia no Espaço”, ou “Contato”, que não se concretizou, procurando compensar com cenas de ação impressionantes, repletas de efeitos digitais, à beira da perfeição.
De resto, vale destacar a espetacular atuação de Noomi Rapace, a sueca que viveu a Lisbeth Salander na versão original, e do alemão Michael Fassbender, que deu um brilho todo especial ao andróide David, praticamente um Pinóquio da era espacial. Destaque também para a sul-africana Charlize Theron, e para o inglês Guy Pierce, que eu só reconheci depois de olhar a lista dos créditos.
“Prometheus” é um filme bem feito, com uma proposição interessante, e que deixará impressionado o espectador, principalmente se assistir em uma sala 3D. Seus problemas maiores ficam por conta da pretensa – ou desejada – ligação com “Alien – O Oitavo Passageiro”, que talvez seja desvendada em uma sequência, por mais estranho que isso possa parecer.
(Título original: “Prometheus”)


Lançamentos em DVD/Blu-Ray

“Capitães da Areia”

Pedro Bala (Jean Luís Amorim), Professor (Robério Lima), Gato (Paulo Abade), Sem Pernas (Israel Gouvêa) e Boa Vida (Jordan Mateus) são adolescentes abandonados por suas famílias, que crescem nas ruas de Salvador e vivem em comunidade no Trapiche junto com outros jovens de idade semelhante. Eles praticam uma série de assaltos, o que faz com que sejam constantemente perseguidos pela polícia. Um dia Professor conhece Dora (Ana Graciela) e seu irmão Zé Fuinha (Felipe Duarte), que também vivem nas ruas. Ele os leva até o Trapiche, o que desencadeia a excitação dos demais garotos, que não estão acostumados à presença de uma mulher no local. Só que, aos poucos, nasce o afeto entre o líder dos Capitães da Areia e a jovem que acabou de integrar o bando. A direção é de Cecilia Amado, neta de Jorge Amado. Disco com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em DD 5.1.

“Carmen”

Antonio é o diretor de uma companhia de dança que está trabalhando na montagem de um bailado baseado na mais famosa de todas as óperas: Carmen, de Georgés Bizet. Insatisfeito com a bailarina que faria o papel de Carmen, Antonio sai à procura de outra, com as características que ele julga ideais para representar a protagonista. Ao visitar uma escola de dança, ele encontra uma jovem e atraente aluna convenientemente chamada Carmen. Durante os ensaios, Antonio e Carmen iniciam uma conturbada relação amorosa, marcada por um ciúme obsessivo. A relação entre o coreógrafo e a bailarina espelha aquela dos protagonistas da ópera, confundindo vida e ficção. A direção é de Carlos Saura. O disco traz o filme com formato de tela cheia e áudio em Dolby Digital 2.0. (T.O.: “Carmen”).

“Poesia”
 
Mija (Yun Jeong-hie) vive com seu neto em uma cidade da Coréia do Sul perto do rio Han. Ela adora se vestir de forma excêntrica, sendo também questionadora e inquieta. Seu novo desejo é aprender a fazer poesia, o que a leva a um curso especializado em um centro cultural perto de sua casa. O curso faz com que apure sua observação do cotidiano, de forma a ter inspiração para seus versos. Paralelamente, ela precisa lidar com uma confusão causada por seu neto, que faz com que tenha que conseguir uma alta quantia em pouco tempo. O disco traz o filme com formato de tela letterbox e áudio Dolby Digital 2.0. (T.O.: “Shi”).

“7 Faces do Dr Lao”

Um misterioso circo chega numa pacata cidade do oeste americano para apresentar atrações exóticas, que irá despertar curiosidade e constrangimento nos habitantes e problemas para um rico fazendeiro local. Entre as criaturas do circo do Dr. Lao estão: Merlin o mágico, Apollonius, Deus Pan, a serpente gigante, o abominável homem das neves e a mitológica Medusa. Clássico do Cine Fantástico infanto-juvenil, que com o passar do tempo deixa o filme mais sensacional de rever, tornando-o atemporal pelos temas que ele aborda de forma lúdica. Disco com formato de tela widescreen, e som Dolby Digital. (T.O.: “7 Faces of Dr Lao”).