quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Coluna Claquete – 17 de agosto de 2012


Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.com – www.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

O que está em cartaz

Se alguém estava reclamando da pouca variedade nas estreias, é bom se preparar, pois nesta semana teremos uma verdadeira overdose nos cinemas. Enquanto o Festival Varilux de Cinema Francês traz nada menos que dezessete títulos inéditos em nossos cinemas, estreiam também a ficção “O Vingador do Futuro”, a comédia “Um Divã Para Dois”, o drama “360”, o infantil “Outback – Uma Galera Animal”, e a produção iraniana “A Separação”, na Sessão Cine Cult do Cinemark. Continuam em cartaz o drama nacional “À Beira do Caminho”, “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, “Valente”, e “E Aí, Comeu?”. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe a comédia romântica “Lola”, “A Era do Gelo 4”, e “Agamenon, o Repórter”.

 

Estreia 1: “O Vingador do Futuro”


Doug Quaid (Colin Farrell) é um mero trabalhador de uma fábrica que não pensa em outra coisa a não ser tirar as férias dos seus sonhos. Sem tempo ou dinheiro para isso, procura a companhia Recall, que oferece o serviço de inserir memórias na mente das pessoas. A experiência, no entanto, acaba dando errado e ele começa a suspeitar que é um espião. Sem saber de que lado está, Quaid se vê no meio do conflito entre os estados de Euromerica e New Shanghai. A direção é de Len Wiseman. “O Vingador do Futuro” estreia nesta sexta-feira, na Sala 2 do Cinemark (dublado), e na Sala 4 do Moviecom (legendado). Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Total Recall”)

Estreia 2: “Um Divã Para Dois”


Kay (Meryl Streep) e Arnold Soames (Tommy Lee Jones) estão casados há 30 anos. O relacionamento entre eles caiu na rotina e há tempos não tem algum tipo de romantismo. Querendo mudar a situação, Kay agenda para ambos um fim de semana de aconselhamento com o Dr. Feld (Steve Carell), que passa a lhes dar conselhos sobre como reavivar a chama da paixão. A direção é de David Frankel. “Um Divã Para Dois” estreia nesta sexta-feira, na Sala 3 do Cinemark, e na Sala 6 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Hope Springs”)

Estreia 3: “360”


Inspirado em “La Ronde”, clássica peça de Arthur Schnitzler, “360” é uma reunião de histórias dinâmicas e modernas, passadas em diversas partes do mundo. Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles, o filme começa em Veneza e passa por Paris, Londres, Rio de Janeiro, Bratislava, Denver e Phoenix. O elenco conta com as presenças de Rachel Weisz, Anthony Hopkins, Maria Flor, Jude Law e Ben Foster. “360” estreia nesta sexta-feira, na Sala 7 do Moviecom. Classificação indicativa 16 anos. (T. O.: “360”)

Estreia 4: “Outback – Uma Galera Animal”


Johnny é um raro coala branco que está acostumado à sua vida de atração turística. Mas, a rotina dele vira de cabeça pra baixo quando ele decide trocar a tranquilidade pela vida selvagem e, nessa empreitada, conta com um macaco chamado Higgens e um demônio da Tasmânia chamado Hamish. Dos mesmos animadores de “Garfield - O Filme” e “O Mar Não Está Pra Peixe”. “Outback – Uma Galera Animal” estreia nesta sexta-feira, na Sala 7 do Cinemark, e na Sala 6 do Moviecom. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas, exibição em 3D (T. O.: “The Outback”)

Sessão Cine Cult: “A Separação”


Nader e Simin divergem sobre a possibilidade de deixar o Irã. Simin quer deixar o país para dar melhores oportunidades a sua filha, Termeh. Nader, no entanto, quer continuar no Irã para cuidar de seu pai, que sofre do Mal de Alzheimer. Chegam à conclusão de que devem se separar, mesmo ainda estando apaixonados. Sem uma esposa para cuidar da casa, Nader contrata uma empregada para ser responsável pelos afazeres domésticos e por tratar da rotina de seu pai. A empregada, que está grávida, aceita o trabalho sem avisar o seu marido. A direção é de Asghar Farhadi. “A Separação” será exibido na terça-feira e na quinta-feira, na Sala 5 do Cinemark, na sessão de 19h40. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Jodaeiye Nader az Simin”)



Festival Varilux de Cinema Francês

Sucesso em 2011, o Festival Varilux de Cinema Francês traz o melhor do cinema da França da atualidade em mais uma edição no Brasil, de 15 a 23 de agosto. Em 2012 o evento acontece simultaneamente em 32 cidades brasileiras, que poderão assistir às exibições de filmes franceses inéditos no Brasil, em mais de 45 salas de cinema. A programação é bem variada e conta com uma seleção de longas-metragens que vão da comédia ao thriller. Em Natal, as exibições serão na Sala 3 do Moviecom, e a programação é a seguinte:

Sexta-feira, 17/08/12:

15h00 – “Um Evento Feliz” - "Ela me estimulou, me fez ultrapassar meus limites, me confrontou ao absoluto: do amor, do sacrifício, da ternura, do abandono. Ela me deslocou, me transformou. Por que ninguém me disse nada? Por que não se fala nisso ?". “Un heureux événement”, é a visão íntima de uma maternidade, sincera e sem tabus.

17h15 – “O Barco da Esperança” - Baye Laye é capitão de uma piroga de pesca, ele conhece o mar. Ele não quer partir, mas não tem escolha. Será obrigado a levar 30 homens para a Espanha. Muitos não conseguem se entender, alguns nunca viram o mar e nenhum deles sabe o que os aguarda.



19h10 – “E Agora, Aonde Vamos?” - Num país castigado pela guerra, mulheres de todas as religiões, unidas por uma amizade inalterável, estão prontas para qualquer estratagema para proteger suas famílias. Mas, quando os eventos tomam um caminho trágico, até onde estarão dispostas a ir para evitar perder quem lhes resta?


21h25 – “Adeus Berthe ou o Enterro da Vovó” - Vovó morreu. Berthe não existe mais. Armand tinha esquecido "um pouco" a sua avó... Farmacêutico, ele trabalha com a esposa, Hélène, em Chatou. Numa gaveta de remédios, Armand esconde acessórios de magia, pois ele prepara, em segredo, uma mágica para o aniversário da filha... da sua amante Alix. E a vovó nisso tudo? Será enterrada ou cremada? Quem era Berthe?

Sábado, 18/08/12:

13h10 – “Titeuf” - É uma catástrofe! Nadia festeja seu aniversário e Titeuf não foi convidado! Por quê? Como ela pôde esquecê-lo se ele apura tanto sua atitude sedutora toda vez que a encontra? Mas uma tragédia ainda maior vai fazer a vida de Titeuf mudar e torná-la um caos, porque os adultos são definitivamente, mais uma vez, inúteis...

15h05 – “A Filha do Pai” - 1939, Patricia, a filha de Pascal Amoretti engravida de Jacques Mazel, jovem aviador, rapaz de boa família. Esse último é mobilizado e seus pais se recusam a reconhecer a criança. Amoretti expulsa a filha de casa. Pouco depois, Jacques Mazel desaparece atrás das linhas alemãs. Após o armistício, os Mazel tentam se reconciliar com Amoretti, na esperança de recuperar um pouco do filho na criança que rejeitaram de forma tão desprezível.

17h15 – “Aliyah” - Alex, aos 27 anos de idade, tem a impressão de que não fez nada em sua vida. Está sempre à sombra de seu irmão Isaac, que ganha a vida vendendo maconha. Alex vê uma válvula de escape quando seu primo diz que vai abrir um restaurante em Israel. Determinado, ele começa a juntar dinheiro para acompanhar o parente no novo empreendimento. Mas, para embarcar nessa nova vida ele terá que deixar tudo para trás e encontrar seu próprio caminho.

19h10 – “Polissia” - O cotidiano de policiais que trabalham na Brigada de Proteção a Menores e devem conciliar a difícil realidade que confrontam no seu dia-a-dia com suas vidas privadas. A grafia do título faz referência a um erro ortográfico, associado à escrita infantil, que, na verdade, foi feita pelo filho da diretora.

21h50 – “Intocáveis” - Após um acidente de paraquedas, Philippe, um rico aristocrata, contrata Driss, jovem recém-saído da prisão, para ser seu acompanhante. Mas Driss é a pessoa menos apropriada para o trabalho. Juntos, eles irão misturar Vivaldi e a banda Earth, Wind and Fire, dicção elegante e jazz de rua, ternos e calças de moletom... Dois mundos vão colidir e chegar a um acordo para que nasça uma amizade tão louca, cômica e forte quanto inesperada, uma relação única que irá criar faíscas e torná-los… Intocáveis.

Domingo, 19/08/2012:

13h25 – “Titeuf”

15h20 – “Paris-Manhattan” - Alice é jovem, bonita e entusiasmada com seu trabalho de farmacêutica. Único problema, ainda é solteira. Preferindo se refugiar em sua paixão por Woody Allen, ela resiste com dificuldade à pressão da família, que só pensa em casá-la. Contudo, seu encontro com Victor pode mudar as coisas.


17h05 – “Aqui Embaixo” - No fim de 1943 durante a ocupação, Irmã Luce, religiosa de devoção e dedicação exemplares, é enfermeira no hospital de Périgueux. O encontro com um capelão, Martial, resistente cuja fé é profundamente abalada, perturba sua existência. Do amor do Cristo ao de um homem, Irmã Luce vive uma paixão pela qual termina abandonando o convento e suas irmãs.

19h10 – “My Way, o Mito Além da Música” - A fascinante e verdadeira história de Claude François, um ícone da música popular francesa, que teve uma visão de marketing para a autopromoção muito à frente de seu tempo. Um artista multifacetado, mas também mulherengo e extremamente vaidoso, Cloclo, como era conhecido, é o autor da canção “Comme D'habitude”, cuja versão em inglês, a clássica “My Way”, foi imortalizada na voz de Frank Sinatra.

22h05 - “E Agora, Aonde Vamos?”

Segunda-feira, 20/08/2012:

14h45 – “Uma Garrafa no Mar de Gaza” - Tal é uma jovem francesa de 17 anos que mora em Jerusalém com sua família. Após um atentado suicida num café do seu bairro, ela escreve uma carta a um palestino imaginário, onde exprime suas interrogações e sua recusa em admitir que só o ódio possa reinar entre os dois povos. Ela coloca a carta numa garrafa e entrega a seu irmão para que jogue no mar, perto de Gaza, onde ele faz seu serviço militar. Algumas semanas depois, Tal recebe uma resposta de um misterioso “Gazaman”.

16h50 – “Intocáveis”

19h10 – “A Vida Vai Melhorar” - Yann, um cozinheiro, e Nadia, garçonete e mãe de um garoto de 9 anos, decidem arriscar tudo na compra de um restaurante. Com talento, energia, amor e sonhos em abundância, mas sem dinheiro, veem-se enredados numa selva de financiamentos e empréstimos bancários que rapidamente os oprime. Para socorrê-los, Nadia aceita um emprego no Canadá, enquanto que Yann fica para trás com o garoto. Mas de repente, Nadia some.

21h25 – “Aliyah”

Terça-feira, 21/08/2012:

15h15 – “O Monge” - O irmão Ambrósio é um pregador admirável, de um fervor e de uma intransigência a toda prova, que conduz espiritualmente um convento espanhol de monges capuchinhos em meados do século XVII. Abandonado ao nascer às portas desse mesmo convento, educado pelos monges e dotado de um carisma que chama multidões, Ambrósio pensa estar a salvo das tentações. Mas, a chegada ao convento de um noviço misterioso vai semear a dúvida e conduzi­lo a um destino trágico. 

17h25 – “Paris-Manhattan”


19h10 – “A Arte de Amar” - No exato momento em que nos apaixonamos, produz-se em nós uma música peculiar. Ela é diferente para cada um e pode surgir em momentos inusitados... Cinco histórias sobre a arte de amar, cujos personagens se cruzam ao acaso.


21h00 – “My Way, o Mito Além da Música”

Quarta-feira, 22/08/2012:

15h05 – “Americano” - Após o comunicado da morte da mãe, Martin precisa viajar para os Estados Unidos, onde nasceu, para resolver as questões do enterro e também da herança deixada por ela. É quando ele descobre que sua ausência abriu espaço para que Lola, uma dançarina de boate, entrasse na vida da sua própria mãe.


17h05 – “Adeus Berthe ou o Enterro da Vovó”

19h10 – “A Filha do Pai”

21h20 - “Uma Garrafa no Mar de Gaza”

Quinta-feira, 23/08/2012

15h00 – “A Vida Vai Melhorar”

17h15 – “O Barco da Esperança”

19h10 – “O Monge”

21h20 – “Polissia”


Lançamentos em DVD/Blu-Ray

“A Dama de Ferro”

Margaret Thatcher (Meryl Streep) foi por mais de dez anos a Primeira-Ministra Britânica e teve uma série de importantes decisões em suas mãos. Algumas delas foram feitas durante a Guerra das Malvinas, em 1982, e as greves dos mineiros de carvão, em 1984. O filme mostra, por meio de uma série de flashbacks, a vida da Dama de Ferro, não apenas quando estava no auge da fama, mas, também em seus primeiros passos como política. Disco com formato de tela letterbox e áudio em Dolby Digital 5.1.  (T. O.: “The Iron Lady”)


“Raul - O Início, o Fim e o Meio”


Enquanto o mundo fervilhava nas trepidações das motos de “Easy Rider”, no ritmo frenético de Elvis Presley, nos poetas Beatniks, na explosão da contracultura, um menino da Bahia deu a luz ao Rock no Brasil. Um disco voador desgovernado que abduziu o coração e a mente de milhares de fãs. Raul Seixas, um homem que virou mito. O filme desvenda através de imagens raras de arquivo, encontros com familiares, conversas com artistas, produtores e amigos, a trajetória da lenda do Rock. Raul Seixas morreu jovem porque viveu intensamente. Rock’n roll, amor livre, Sociedade Alternativa, drogas, magia negra, ditadura militar, mulheres e filhas. O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio em Dolby Digital 2.0. (T.O.: “Raul – O Início, o Fim e o Meio”).

“Vidas Compartilhadas”
 
Peter (Stephan Kampwirth) é um experiente hacker obcecado em invadir computadores alheios. Certo dia, enquanto faz uma de suas "visitas" e, como de costume, ignora o resto do mundo, sua namorada passa mal depois de uma overdose e acaba morrendo na banheira da casa deles. Peter só descobre o que houve quando já é tarde demais. Desesperado, o rapaz chama a polícia e foge de Berlim. Peter decide ir para Colônia, mas não quer deixar rastros ficando em hotéis. Ele resolve então que ficará escondido em apartamentos vazios, onde poderá dormir com segurança. Só que o hábito de invadir casas dos outros deixa de ser uma necessidade e passa a ser uma nova obsessão para Peter. O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio Dolby Digital 5.1. (T.O.: “Halbe Miete”).

“A Falta Que Nos Move”

É um filme dentro de um filme. Em cena, o encontro de um grupo de amigos na véspera da noite de Natal. Eles se reúnem com o objetivo de fazer um longa-metragem, enquanto esperam para jantar uma pessoa que não sabem quem é, nem se vai realmente aparecer. A partir desse encontro, alegrias, frustrações, ausências e paixões vêm à tona no limite da tensão, já que, enquanto aguardam eles revelam segredos e fazem um retrospecto de suas vidas. Disco com formato de tela widescreen, e som Dolby Digital 5.1, e, como extras, trailers e cenas avulsas. (T.O.: “A Falta Que Nos Move”).

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Coluna Claquete – 10 de agosto de 2012

Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

Esta semana a coluna Claquete completou dez anos, o que motivou uma parada para refletir como o cinema e home vídeo evoluíram nessa década (vejam no Especial). Enquanto isso, nas salas de cinema, as estreias são a comédia romântica “Lola”, com Miley Cirus e Demi Moore, e o drama nacional “À Beira do Caminho”. Continuam em cartaz o documentário “Katy Perry Part Of Me 3D”, o blockbuster “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, as animações “Valente” e “A Era do Gelo 4”, e a comédia nacional “E Aí, Comeu?”. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe o infantil chileno-brasileiro “31 Minutos”, “O Espetacular Homem-Aranha”, “Agamenon, o Repórter”, e o drama “Deus da Carnificina”, na Sessão Cine Cult.

 

Estreia 1: “Lola”


Lola (Miley Cyrus) vive em um mundo cada vez mais conectado pelas redes sociais. Em meio aos romances e amizades de colégio, ela enfrenta dificuldades em manter uma relação saudável com sua própria mãe, Anne (Demi Moore). Superprotetora, ela tenta se aproximar da filha, que cada vez está mais voltada para as amizades e as novidades da adolescência. “Lola” é uma autêntica e divertida comédia que retrata com bom humor e naturalidade a realidade dos jovens de hoje em dia. Refilmagem da comédia francesa “Rindo á Toa”, da diretora Lisa Azuelos, que também dirige esta versão feita para o público americano. “Lola” estreia nesta sexta-feira, na Sala 5 do Cinemark, e na Sala 2 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “LOL”)

Estreia 2: “À Beira do Caminho”


Para fugir dos traumas do passado, o caminhoneiro João (João Miguel) resolve deixar sua cidade Natal para trás e cruzar o país. João vaga por anos, Brasil afora, até que numa de suas viagens conhece o menino Duda (Vinicius Nascimento), órfão de mãe e que está à procura de seu pai, que vive em São Paulo. Esse encontro faz o caminhoneiro rever seus conceitos sobre a vida e sobre os laços afetivos. A direção é de Breno Silveira. “À Beira do Caminho” estreia nesta sexta-feira, na Sala 4 do Cinemark, e na Sala 3 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos. Nacional. (T. O.: “À Beira do Caminho”)

Sessão Cine Cult: “Deus da Carnificina”


Em Nova York, o casal Nancy e Alan Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) vai até a casa de Penelope (Jodie Foster) e Michael (John C. Reilly). O motivo do encontro: o filho do primeiro casal agrediu o filho do segundo. Eles tentam resolver o assunto dentro das normas da educação e civilidade, mas, aos poucos, cada um perde o controle diante da situação. O quarteto é composto de personalidades muito diferentes: Nancy Cowan é mulher acostumada à elegância e à cordialidade, tendo sempre que se desculpar pelo comportamento inadequado de seu cínico marido, Alan. O outro casal é composto por Michael Longstreet, um homem acostumado à imagem de bondoso, mas, que esconde um temperamento mais forte do que se esperava, enquanto Penélope é uma mulher guiada por rígidos princípios morais. Então a luta psicológica começa...  A direção é de Roman Polanski. “Deus da Carnificina” será exibido na terça-feira e na quinta-feira, na Sala 1 do Cinemark, na sessão de 19h40. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Carnage”)

 
Especial: Dez anos de Coluna Claquete

No dia 8 de agosto de 2002 foi publicada a primeira edição da Coluna Claquete, dando início a uma maravilhosa década de troca de informações sobre cinema com os leitores do Jornal de Hoje. Mais do que uma simples vitrine dos títulos em cartaz, a coluna mostrou-se um registro vivo das espantosas mudanças que ocorreram nestes poucos anos no mundo do cinema e do home vídeo.

Cinema

No ano de 2002, os cinemas em Natal estavam em franca decadência, estando em atividade apenas as duas salas do Rio Verde, que seria o último cinema de rua remanescente, e as duas do Natal Shopping, do Grupo Severiano Ribeiro. Em 2003, foi inaugurado o primeiro multiplex de Natal, no Praia Shopping, da rede Moviecom, que representou uma importante mudança no hábito de ir ao cinema.
Muito diferente do passado, quando o cinema era uma diversão popular e acessível a todos, a chegada do multiplex consolidou a Sétima Arte como um entretenimento restrito à classe média. Isso foi reforçado, posteriormente, com a inauguração de mais sete salas da rede Cinemark, no shopping Midway Mall. As novas salas, se não tinham o gigantismo das antigas, ganharam recursos adicionais, como som multicanal, projeção digital e em 3D.
Espera-se, para os próximos anos, uma mudança que talvez seja tão impactante quanto foi a chegada do som no final da década de 20. Está em discussão a digitalização total das salas, deixando de existir as custosas películas, que serão substituídas por poderosos discos óticos ou magnéticos, ou, quem sabe, pela transmissão dos filmes online. O tempo dirá.

Locadoras

Em 2002, ao se pensar em assistir um filme, era só escolher a locadora, que podia uma grande, como a Yellow Vídeo, que tinha mais de uma filial, ou qualquer uma das inúmeras locadoras de bairro, alguma vizinhas de porta.
Nessa época, o bom e velho videocassete ainda reinava quase absoluto, pois o DVD ainda era restrito a quem podia pagar uma pequena fortuna pela novidade. Aos poucos, porém, não apenas o preço dos DVD players foi baixando, como um novo fenômeno se espalhava com enorme rapidez: o DVD pirata.
Sufocados entre os altos preços cobrados pelas distribuidoras, e pela concorrência desleal dos DVD piratas, as locadoras, aos poucos, foram minguando, estando hoje resumidas a umas poucas lojas que resistem como podem.

Home vídeo

Quando os primeiros videocassetes apareceram, a única preocupação que tínhamos era com a “transcodificação”, uma gambiarra que era feita nos aparelhos importados para compatibilizar com o sistema de cores da televisão brasileira. Mesmo o famoso videocassete estéreo não representou qualquer mudança significativa no home vídeo.
A chegada do DVD mudou radicalmente essa situação. Com áudio em seis canais, e o dobro da resolução do VHS, para se assistir decentemente um filme em DVD era indispensável um equipamento que muitos até hoje tem dificuldade em pronunciar o nome: o home theater.
Enquanto os antigos equipamentos eram ligados com cabos RCA comprados no camelô da esquina, para poder decodificar o som digital já era preciso utilizar um cabo ótico, ou coaxial digital. Esse domínio só foi quebrado com a chegada do Blu-ray e da conexão HDMI.

Televisores

Durante muito tempo, os televisores de tubo imperaram, graças a algumas inovações introduzidas, como tela plana, tamanhos cada vez maiores, e conexões melhores para vídeo, S-VHS ou Componente, que permitiam aproveitar toda a resolução do DVD. Os ricos instalavam projetores em suas salas, transformando-as em pequenos cinemas particulares.
Mas, os televisores de plasma, que no início custavam o equivalente a um apartamento popular, foram ficando com preços cada vez mais acessíveis, ao mesmo tempo em que melhoravam a resolução.
A tecnologia LCD, grande concorrente do plasma, foi se tornando mais popular à medida que aumentava de tamanho e reduzia os preços. Hoje em dia, é a tecnologia mais vendida nas lojas, ficando as TVs de plasma restritas aos cinéfilos, que acham a imagem destas mais parecida com a do cinema.
Uma nova tecnologia vem ganhando muito espaço no mercado, o LED, pois associa a qualidade de imagem do plasma com a versatilidade do LCD, além de serem, efetivamente, os aparelhos de tela mais fina que existem.

Mídia

O VHS, embora dominasse o mercado em 2002, estava com os dias contados. Uma tecnologia que nascera nos anos 70 sobrevivia como podia, mas, os frequentes problemas de desmagnetização, sujeira no cabeçote, fita partida, etc., tornava o VHS cada vez mais obsoleto.
A chegada do DVD mudou radicalmente a mídia doméstica. Agora, além da melhoria do som e da imagem, não havia necessidade de escolher entre a fita dublada ou legendada, podia-se avançar ou recuar rapidamente, escolher os capítulos, e, o melhor: não precisava rebobinar no final.
O DVD chegou para ficar, e como tudo na sociedade pós-moderna, popularizou-se com o barateamento dos aparelhos, principalmente os fabricados na China, e a abundante oferta de discos piratas, vendidos livremente em qualquer lugar da cidade.
Essa sobrevida do DVD ganhou força com a disputa do seu sucessor, uma guerra autofágica entre o HD-DVD e o Blu-ray. Ganhou esse último, mas, a um custo de mercado grande, e um imenso tempo perdido. O Blu-ray tem uma definição de imagem muito melhor que a de um DVD, assim como os novos padrões de som. O problema é que, para perceber isso, é preciso ter um televisor Full HD de um tamanho acima de quarenta polegadas, e um home theater capaz de decodificar esses novos padrões sonoros.
Como a maioria da população está muito satisfeita assistindo seu DVD ligado direto em televisor qualquer, percebe-se que o Blu-ray ficou destinado a um grupo mais restrito, de cinéfilos que gostam de assistir filmes em casa com ótima resolução de imagem e de som.

Internet

Esse é o pesadelo de todo empresário. A internet em 2002 era muito diferente da atual, com baixas velocidades de acesso, altos custos de assinatura, e uma indefinição geral de conteúdo e aplicações.
Aos poucos, a internet se tornou a maior fonte de informações do planeta, deixando de ser um repositório de dados passivo para transformar-se em um universo de comunicação entre as pessoas, principalmente com o advento das chamadas mídias sociais.
Outro fenômeno apareceu, tornando-se o terror das gravadoras e dos estúdios: a troca de arquivos de músicas e de filmes pela internet. Embora ainda continue provocando gritos e ranger de dentes, este é um processo irreversível, que os grandes estúdios deveriam tentar tirar proveito, como o mercado de música fez, ao associar-se com a Apple, e vender as músicas para download pelo iTunes.
Aos poucos, estão surgindo algumas alternativas oficiais para baixar os filmes pela internet, com os VOD (vídeo on demand) e serviços como o Netflix, que permitem escolher e assistir pela internet filmes de um catálogo bem diversificado, ao preço de uma assinatura mensal.

Para onde iremos?

É difícil apostar qual será a tecnologia que vai imperar nos próximos anos, até porque esse “império” será curto, qualquer que seja o escolhido. A evolução tecnológica anda a passos gigantescos, e hipóteses que pareciam ficção-científica alguns anos atrás, hoje são coisas do dia-a-dia.
Não há dúvida de que as telas finas vieram para ficar, e a aposta é que se tornarão cada vez maiores, mais finas, e com melhor resolução. E, espero, mais baratas. É possível que, dentro de pouco tempo, vejamos um técnico chegar com um grande tubo debaixo do braço, desenrolá-lo e colar na parede uma TV de dezenas de polegadas.
O som, por sua vez, esbarra na própria capacidade humana de percebê-lo. Sei que para alguns pode parecer heresia, mas dificilmente consigo distinguir um som em Dolby Digital 5,1 de um dos novos padrões Dolby TrueHD ou DTS HD Master. Mais do que isso, então, só com ouvido de cachorro ou a orelha do Homem Biônico...
A próxima vítima, creio eu, será a mídia física. Nessa última década ocorreu uma convergência absoluta para o formato digital. Hoje, tudo é digital: fotos, músicas, filmes, livros, etc.. E, o melhor, todos esses arquivos podem ser vistos em quase todos os aparelhos, computador, televisão, DVD player, celular, tablet, etc..
É possível que nos próximos anos se concretize a sonhada “computação nas nuvens”, e que toda a forma de entretenimento seja usufruída diretamente nos aparelhos multimídias, sejam eles TVs de cem polegadas, ou as minúsculas telas de celular.
Quaisquer que sejam os caminhos que as novas tecnologias nos levem, a Coluna Claquete estará atenta e cônscia de sua missão de manter o leitor informado. Ao final destes dez anos agradeço ao meu querido professor Barreto, que foi meu grande mentor e incentivador, à direção do Jornal de Hoje, representados por Marco Aurélio, Sylvia Sá e Daniela Pacheco, que sempre me apoiaram, e, principalmente, aos meus leitores, do jornal e do blog, reais e verdadeiros destinatários dessas informações.

Eventos

América Latina no Cinema: “A estratégia do Caracol”
 
O projeto América Latina no Cinema retoma suas exibições, desta vez trazendo a produção colombiana “A Estratégia do Caracol”, de 1993, do cineasta Sergio Cabrera. Moradores de um dos bairros mais pobres de Bogotá lutam para evitar a demolição da casa onde moram, de propriedade de um milionário sem escrúpulos. Defendendo o edifício de juízes e policiais, planejam uma original estratégia, dirigida por D. Jacinto, um velho anarquista espanhol. A exibição será no Auditório da Biblioteca Central Zila Mamede, da UFRN, na terça-feira, dia14/8, às 18.30 h. Depois do filme haverá sorteio de brinde e debate. A entrada livre e gratuita. (T. O.: “La Estrategia del Caracol”)

Lançamentos em DVD/Blu-Ray

“A Outra Terra”
 
Rhoda Williams, uma estudante de astrofísica no MIT, se anima quando vê um planeta e resolve dar uma olhada mais de perto. Ela atinge uma minivan e mata uma família. Ela é presa por quatro anos, e quando é solta, busca o viúvo da família, o compositor John Burroughs. O planeta que ela viu é uma cópia do planeta Terra, e um concurso de dissertações é feito onde o vencedor pode viajar em uma nave espacial para visitá-lo. Williams considera a possibilidade de visitá-lo para ver que tipo de vida sua cópia teria levado. Disco com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital 5.1.  (T. O.: “Another Earth”)

“Medianeras”
 
Mariana, Martin e a cidade. Os dois vivem na mesma quadra, em apartamentos um de frente para o outro, mas nunca conseguem se encontrar. Eles se cruzam sem saber da existência um do outro. Ela sobe as escadas, ele desce as escadas; ela entra no ônibus, ele sai do ônibus. Eles frequentam a mesma videolocadora, sempre com um stand de filmes que os separando. Eles sentam na mesma fileira em um cinema, mas a sala é escura. A cidade que os coloca juntos é a mesma que os separa. O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio em Dolby Digital 2.0. (T.O.: “Medianeras”).

“Trem Mistério”
 
Um casal de jovens orientais (Masatoshi Nagase e Youki Kudoh), obcecados pela cultura norte-americana dos anos de 1950, pegam a estrada em direção a Memphis, cidade de Elvis Presley e Carl Perkins. Dentro dessa história recheada de clássicos do rock como: “Mystery Train” (Elvis Presley), ”Domino”(Roy Orbison), “The Memphis Train” (Rufus Thomas), “Soul Finger” (the Bar-Kays), entre outros, acompanhamos a aventura melancólica e romântica da “geração perdida” . O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio Dolby Digital 5.1. (T.O.: “Mistery Train”).

“Mauvais Sang”
 
Em uma Paris de um futuro não muito distante, uma nova e misteriosa doença chamada STBO está matando os jovens que fazem amor sem envolvimento emocional. Um antídoto foi desenvolvido, mas é trancado a sete chaves em um edifício de escritórios, fora do alcance de quem mais precisa. Uma mulher americana chantageia dois velhos bandidos, Marc e Hans, para roubar o soro STBO. Marc recruta Alex, um adolescente rebelde, cujo pai trabalhava para ele antes de ser morto. Embora Alex tenha uma namorada, ele acaba se apaixonando pela jovem amante de Marc, Anna ... Disco com formato de tela widescreen, e som Dolby Digital, e, como extras, Cenas de bastidores e Stills. (T.O.: “Mauvais Sang”).

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Coluna Claquete – 03 de agosto de 2012


Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

Agosto começa com Mensalão no Supremo e Olimpíadas em Londres, com muita notícia do primeiro e quase nenhuma do segundo. Enquanto isso, nas salas de cinema, as estreias são o documentário “Katy Perry Part Of Me 3D”, o infantil chileno-brasileiro “31 Minutos”, e o drama “Deus da Carnificina”, na Sessão Cine Cult do Cinemark. Continuam em cartaz o blockbuster “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (vejam na Sessão Filme da Semana), a animação “Valente” da Pixar, “O Espetacular Homem-Aranha”, com o reboot do herói, e a animação “A Era do Gelo 4”. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe a comédia nacional “E Aí, Comeu?”.

 

Estreia 1: “Katy Perry Part Of Me 3D”


Quem é fã de Katy Perry não pode perder “Katy Perry Part Of Me 3D”, um documentário sobre a vida da cantora, onde mostra todas as vivências da Katy durante sua turnê mundial, além de exibir suas experiências por de trás das câmeras. O filme traz a magia de The Calirfonia Dreams Tour com um documentário sobre a vida de Katy, e inclui imagens de shows, além de mostrar a história real da cantora desde seu começo até se tornar uma sensação global. O projeto foi realizado em segredo, quando Katy Perry fez sua turnê no final do ano passado, toda filmada com câmeras 3D. A direção é de Dan Cutforth e Jane Lipsitz. “Katy Perry Part Of Me 3D” estreia nesta sexta-feira, na Sala 7 do Cinemark, e na Sala 6 do Moviecom. Classificação indicativa livre. Exibição em 3D. (T. O.: “Katy Perry Part Of Me 3D”)

Estreia 2: “31 Minutos”


Juanín (Daniel Oliveira) atua como produtor no famoso noticiário de TV 31 Minutos. Ele é o último de sua espécie, uma raridade que desperta o interesse de uma malvada colecionadora de animais em extinção conhecida como Cachirula (Mariana Ximenes). Ela só precisa dele para completar sua exótica coleção, com último membro dos juanines. Juanín acaba raptado e levado até o fantástico castelo da vilã, onde são mantidos todos os animais de sua coleção. Tulio (Márcio Garcia) e a atrapalhada equipe do programa irão procurar pelo amigo, sem saber que acabarão enfrentando um verdadeiro exército. A direção é de Alvaro Díaz e Pedro Peirano. “31 Minutos” estreia nesta sexta-feira, na Sala 5 do Cinemark, e na Sala 3 do Moviecom. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas. (T. O.: “31 Minutos”)

Sessão Cine Cult: “Deus da Carnificina”


Em Nova York, o casal Nancy e Alan Cowan (Kate Winslet e Christoph Waltz) vai até a casa de Penelope (Jodie Foster) e Michael (John C. Reilly). O motivo do encontro: o filho do primeiro casal agrediu o filho do segundo. Eles tentam resolver o assunto dentro das normas da educação e civilidade, mas, aos poucos, cada um perde o controle diante da situação. O quarteto é composto de personalidades muito diferentes: Nancy Cowan é mulher acostumada à elegância e à cordialidade, tendo sempre que se desculpar pelo comportamento inadequado de seu cínico marido, Alan. O outro casal é composto por Michael Longstreet, um homem acostumado à imagem de bondoso, mas, que esconde um temperamento mais forte do que se esperava, enquanto Penélope é uma mulher guiada por rígidos princípios morais. Então a luta psicológica começa...  A direção é de Roman Polanski. “Deus da Carnificina” será exibido na terça-feira e na quinta-feira, na Sala 2 do Cinemark, na sessão de 20h20. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Carnage”)


Filme da Semana: “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge”

Desde 1932, quando é creditada a sua primeira aparição na revista em quadrinhos Detective Comics, o herói Batman, o Homem-Morcego, tem amealhado fãs no mundo inteiro, o que propiciou séries, desenhos animados, brinquedos, games, e vários filmes, chegando à trilogia dirigida por Chistopher Nolan, ele próprio capaz de despertar aplausos e vaias com a mesma intensidade.
Respondendo à primeira pergunta que todos me fazem: “Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” é um bom filme, no mesmo estilo sombrio e cheio de ação das partes anteriores. A segunda questão, porém, se dá pra assistir esse sem ter visto os outros, merece um categórico não.
Uma trilogia não é só porque são três filmes. Existe um fio condutor que liga os três episódios, e – obviamente – tem a sua conclusão no filme atual. Portanto, recomendo assistir aos outros filmes antes de se aventurar na sala do cinema.
No filme atual, vamos encontrar uma Gotham City bem diferente do que era no passado. No primeiro episódio, a cidade era tão dominada pelos mafiosos que se tornou alvo de destruição da Liga das Sombras, um grupo de mercenários assassinos comandados por Ra’s Al Gul (Liam Neeson). Bruce Wayne (Christian Bale), o milionário que criara um personagem secreto, o Batman, para lutar contra o crime, uniu forças com o comissário Gordon (Gary Oldman), o único policial íntegro de Gotham, para enfrentar essa nova ameaça.
No segundo filme, Bruce Wayne sonha em encontrar alguém que se torne um símbolo na luta contra o crime, para que possa aposentar o Batman e ter uma vida normal. Mas, uma nova ameaça surge na forma do perigoso Coringa (Heath Ledger). O homem que poderia ser o seu substituto, o promotor público Harvey Dent (Aaron Eckhart) sofre um atentado onde fica deformado, e assume uma identidade assassina como o Duas-Caras, cometendo vários crimes. Para evitar que a imagem do promotor seja manchada, Batman assume a culpa por seus crimes e desaparece, talvez para sempre.
Assim, oito anos após estes acontecimentos, Gotham é uma cidade pacificada, praticamente sem crimes. A morte do promotor Harvey Dent inspirou severas penalidades que encheram as prisões com bandidos perigosos. Batman, por sua vez, sumiu de cena, e mesmo o milionário Bruce Wayne não é mais visto em parte alguma.
Uma noite, porém, durante uma festa, uma garçonete vai à parte reservada da mansão Wayne e arromba o cofre, que era considerado inviolável. Ao ser surpreendida por Bruce Wayne, Selina Kyle (Anne Hathaway) consegue fugir, levando com ela o precioso colar da mãe dele, e também as suas impressões digitais.
Um personagem sombrio, Bane (Tom Hardy), invade a cidade e provoca muito alarido, principalmente por seus métodos brutais. Seu alvo é um reator de fusão nuclear desenvolvido pelas empresas Wayne, mas que nunca foi dado como concluído por medo de que pudesse ser transformado em uma arma.
Ao investigar essa nova ameaça, o comissário Gordon sofre um atentado, sendo salvo da morte por John Blake (Joseph Gordon-Levitt), um policial jovem e questionador, que se torna o braço direito do comissário.
Num plano bem executado, Bane toma conta da cidade, ao se apossar do reator nuclear e isolar a cidade, enquanto os policiais ficam presos nos esgotos subterrâneos. Bane institui a lei do terror, e há uma inversão total de valores, quando os presos são libertos e armados, enquanto os cidadãos são despejados e perseguidos nas ruas.
Apenas Batman, Gordon, Blake e mais um punhado de policiais terão que enfrentar todo o exército de Bane, para evitar que Gotham City seja reduzida a cinzas.
Embora a linguagem seja outra, a trilogia de Nolan foi mais fiel aos quadrinhos originais, fugindo totalmente do ridículo Batman dos anos 60, vivido por Adam West, e mesmo dos quatro filmes da década de 90.
No quesito atuação, todo o elenco principal foi excepcional, não só Christian Bale, Gary Oldman e Michael Caine, que repetiram seus personagens, como também Tom Hardy, que apesar da máscara no rosto ainda conseguiu ser extremamente expressivo, e Anne Hathaway, que foi a melhor Mulher-Gato do cinema, superando muito Michelle Pfeiffer e Hale Berry, suas antecessoras na vilã felina.
Sem ceder ao modismo do 3D, o filme de Nolan impressiona nas cenas de ação, principalmente no clímax, que é praticamente a meia hora final do filme. O diretor tem uma legião de fãs e de detratores, mas, é inegável o seu talento, principalmente em filmes como “A Origem” e “Amnésia”.
“Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge” é um grande filme, um digno final para a trilogia, e merece ser assistido na telona, principalmente pelos fãs do gênero.
(Título original: “The Dark Knight Rises”)


Lançamentos em DVD/Blu-Ray

“Jekyll - O Médico e o Monstro (BBC)”

Cada vez mais fraco, ele não consegue lutar contra seu jovem e forte lado escuro e se desespera ao imaginar que sua mulher e dois filhos estão em perigo. Ele faz um acordo com seu próprio diabo e conta com a ajuda da mais alta tecnologia de vigilância para tentar manter tudo sob controle. O que as duas personalidades não sabem é que uma antiga organização, com riqueza e poder ilimitado, está monitorando seus movimentos em um misterioso plano. Disco com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital 2.0.  (T. O.: “Jeckyll”)

“O Sorgo Vermelho”

Prêmio de melhor filme no Festival de Berlim de 1988, essa produção autobiográfica sobre a China dos anos 20 tem as atrocidades da invasão japonesa como pano de fundo. A ação se passa numa região remota no nordeste da China. Prometida a um próspero dono de destilaria, uma jovem de 18 anos é violentada no percurso de sua cerimônia nupcial. Mesmo assim, o casamento acontece e ela toma a frente da destilaria. Sob seu vigoroso comando será organizada a resistência aos invasores japoneses. O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio em Dolby Digital 5.1, e, como Extras, Bio-Filmografia, Galeria de Pôsteres, e Trailer. (T.O.: “Hong Gao Liang”).

“Tempo de Viver”
 
Polêmico filme chinês que resultou em censura e no afastamento de Zhang Yimou e Gong Li da China por dois anos. Um retrato político da China dos anos 40 à década de 80, através de um casal que passa por diversos problemas e acontecimentos ao longo dos anos, e que acaba vendo seu padrão de vida cair. Do mesmo diretor de Lanternas Vermelhas, Tempo de Viver é um filme que retrata de forma esplêndida o período histórico pelo qual passava a China. O disco traz o filme com formato de tela letterbox e áudio Dolby Digital 5.1, e, como extras, Biografia, Filmografia, Galeria de Pôsteres, e Trailer. (T.O.: “Huozhe”).

“Operação Xangai”

Em 1931, tio Liu traz para Xangai seu sobrinho Shuisheng, um garoto pobre do interior, para trabalhar para Tang um poderoso traficante de ópio e amante da dançarina mais cobiçada da cidade. Shuisheng, um garoto simples do interior, fica deslumbrado com a imensa riqueza em que se vê cercado. Ele deverá servir Jingbao Xiao, a nova amante do "Chefão". Enquanto ele se atrapalha com as tarefas de seu novo posto, muitas intrigas acontecem ao seu redor, bem além de sua confusa percepção. A linda Jingbao está tendo um tumultuado caso, Yu Fat está iniciando uma guerra entre gangues e o "Chefão" começa a suspeitar que um de seus homens de confiança não é leal...Sobrevivendo a um atentado, o traficante isola-se em uma pequena ilha onde o garoto ingenuamente entrega os responsáveis: seu principal guarda-costas e sua amante. Disco com formato de tela standard, e som Dolby Digital 2.0, e, como extras, Biografia, Filmografias, Trailer, e Galeria de pôsteres. (T.O.: “Yao A Yao Yao Dao Waipo Qiao”).