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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Coluna Claquete – 17 de maio de 2013


Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.com – www.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

 

O que está em cartaz

Maio continua muito emocionante, seja nos cinemas, seja no quebra-pau das manifestações populares.  As estreias da semana são a animação “Reino Escondido”, a comédia nacional “Giovanni Improtta”, o drama “Terapia de Risco”, o besteirol “Finalmente 18!”, e a produção francesa “A Vida de Outra Mulher”, na Sessão Cine Cult. Continuam em cartaz a comédia “Uma Ladra Sem Limites”, o terror “O Último Exorcismo: Parte 2”, o drama nacional “Somos Tão Jovens”, e a ficção-científica “Homem de Ferro 3”. Na Sessão Filme da Semana, resenha da produção francesa “Adeus, Minha Rainha”, e na Sessão Cine Solar, exibição do premiado “O Homem Que Não Vendeu Sua Alma”.

 

Estreia 1: “Reino Escondido”


O professor Bomba (Jason Sudeikis) dedicou boa parte de sua vida às pesquisas por um povo de tamanho diminuto, que vive na floresta e cujos movimentos são rápidos demais para serem registrados pelo olho humano. Agora, após o falecimento de sua ex-esposa, sua filha Maria Catarina (Amanda Seyfried), ou M.K., como prefere ser chamada, vai morar com ele. A adolescente não gosta nem um pouco de morar perto da floresta e das loucuras do pai e, quando está prestes a ir embora, acaba acidentalmente sendo envolvida no confronto entre os Homens-Folha e os Boggans, os tais seres que seu pai tanto procura. A direção é de Chris Wedge. “Reino Escondido” estreia nesta sexta-feira, nas Salas 2 e 4 do Cinemark, e na Sala 5 do Moviecom. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas, exibição em 2D e 3D. (T. O.: “Epic”)

 

Estreia 2: “Giovanni Improtta”


Giovanni Improtta (José Wilker) é um contraventor que sonha com a ascensão social e vive há anos com Marilene (Andrea Beltrão), sua ex-amante. Após a morte de um colega de trabalho, Giovanni tem a grande chance de entrar para a cúpula, um grupo formado apenas por grandes contraventores que está negociando nos bastidores a liberação dos cassinos no Brasil. Animado com o negócio, ele almeja também entrar para um badalado e exclusivo clube, que não o deseja por perto devido ao seu histórico como bicheiro. Para tanto conta com a ajuda de Patrícia (Julia Gorman), a filha de um influente conselheiro que pode decidir sobre sua entrada ou não no clube. A direção é de José Wilker. “Giovanni Improtta” estreia nesta sexta-feira, na Sala 4 do Cinemark, e na Sala 1 do Moviecom. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Giovanni Improtta”)

 

Estreia 3: “Terapia de Risco”


Emily (Rooney Mara) e Martin (Channing Tatum) formam um bem-sucedido casal de Nova York, cuja vida sofre um revés quando ele é preso por revelar informações privilegiadas da companhia onde trabalha. Quando está prestes a sair da cadeia, quatro anos depois, Emily é acometida por uma crise de ansiedade e é tratada pelo psiquiatra Jonathan Banks (Jude Law), sob supervisão da Dra. Victoria Siebert (Catherine Zeta-Jones), com um novo medicamento, chamado Ablixa. Durante o tratamento, uma morte acontece e a situação sai de controle. A direção é de Steven Soderbergh. “Terapia de Risco” estreia nesta sexta-feira, na Sala 3 do Moviecom. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Side Effects”)

Estreia 4: “Finalmente 18!”


Jeff Chang (Justin Chon), um estudante sério e inteligente, está prestes a comemorar 21 anos de idade, na véspera de uma importante prova para entrar na escola de medicina. Ao invés de descansar e se preparar, ele decide tomar uma cerveja com seus dois amigos, Casey (Skylar Astin) e Miller (Miles Teller). Mas a noite toma rumos inesperados, e sai completamente do controle de Jeff. A direção é de Jon Lucas e Scott Moore. “Finalmente 18!” estreia nesta sexta-feira, na Sala 3 do Cinemark. Classificação indicativa 16 anos. Atenção, cópias dubladas. (T. O.: “21 & Over”)

Estreia 5: “A Vida de Outra Mulher” (Sessão Cine Cult)


Marie acorda no dia do seu aniversário de 41 anos com memórias e experiência de vida de apenas 25. Aos poucos, ela vai descobrindo que se transformou numa pessoa egoísta e autoritária, cujo casamento - com seu amor de juventude - está à beira da falência. Ela acorda no início de uma longa história de amor, que na verdade acaba de terminar. Entre os transtornos desta nova realidade, ela terá apenas quatro dias para reconquistar o homem de sua vida. A direção é de Sylvie Testud. “A Vida de Outra Mulher” será exibida somente Terça-feira (21/05) e Quinta-feira (23/05), na Sala 5 do Cinemark, na sessão de 19h20. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “La Vie d'Une Autre”)

 

 

Filmes da Semana: “Adeus, Minha Rainha”

É curioso como um evento importante como a Revolução Francesa seja repleto de fatos e aspectos que atraem a atenção do público até hoje, e com certeza ainda descobrir-se-ão outros tantos mais. Um destes aspectos é mostrado em “Adeus, Minha Rainha”, filme dirigido por Benoît Jaquot.
Se há um acontecimento que provocou uma grande ruptura na história do mundo, este com certeza foi a Revolução Francesa, que acabou com uma dinastia de realeza absolutista, e que teve um propagação mundial assustadora – isso numa época em que as comunicações eram infinitamente inferiores ao que são hoje.
Léa Seydoux
A Revolução Francesa não se limitou somente à tomada da Bastilha, mas, prolongou-se por décadas, com revoluções e contrarrevoluções, num período de semi-anarquia, onde ninguém entendia bem o que estava acontecendo.
Este estado de confusão é o que foi captado nas cenas de “Adeus, Minha Rainha”, onde a história é mostrada pela ótica de Sidonie Laborde (Léa Seydoux), uma humilde criada do palácio de Versalhes, que afora sua grande habilidade no bordado, também era alfabetizada – condição rara na época – e tinha a honra de ser leitora da rainha Maria Antonieta (Diane Kruger).
Se o ambiente já estava tenso com as constantes manifestações populares contra a Coroa, todos em Versalhes ficam atordoados com as notícias que chegam de Paris, informando que a Bastilha, uma prisão real, fora invadida pelo povo.
Versalhes, a residência da família real francesa, com mais de 700 quartos, era ocupada pela nobreza que girava à volta do Rei e da Rainha, bem como todo um exército de serviçais que mantinham a estrutura funcionando.
Mas, uma das maiores necessidades da rainha era de Yolande Martine Gabrielle de Polastron (Virginie Ledoyen), a condessa de Polignac, a influente amiga de Maria Antonieta, que usurpara o lucrativo cargo de “Superintendente da Casa da Rainha”, nome pomposo para a organização dos prazeres da soberana, função nem sempre exercida de uma forma ética.
A amizade entre as duas era tão estreita, que corria solto o boato de que elas mantinham uma relação homossexual, aspecto que também é insinuado no filme.
Sidonie, por sua vez, era completamente devotada à rainha, e dividia-se entre a aflição pelo incerto futuro da soberana, e o ciúme pela intimidade que esta mantinha com a condessa. Quando a situação se deteriora, será Sidonie a escolhida para ser a salvação de Gabrielle, mesmo que isso signifique colocar a sua própria vida em risco,
 O filme de Jaquot conseguiu magistralmente mostrar este importante momento de transição da corte francesa, além de expor uma personagem histórica pouco conhecida, misturando acontecimentos reais com uma trama de ficção.
Virginie Ledoyen e Diane Kruger
O enfoque homossexual é vago, embora intencionalmente deixe o espectador em dúvida se havia uma relação amorosa entre a rainha e Gabrielle, ou mesmo sobre os sentimentos de Sidonie em relação à soberana.
Se há verdade histórica nos boatos sobre a devassidão de Maria Antonieta, isto é difícil de afirmar, pois a história é escrita pelos vencedores, que não tinham a menor intenção de suavizar qualquer aspecto que pudesse transformar a imagem da rainha em um monstro.
“Adeus, Minha Rainha” é um filme muito bem feito, com ótima recriação de época, praticamente toda filmada em Versalhes, e que nos dá uma breve ideia do caos que teria sido aquela importante época da história da Humanidade.
T. O. : “Les Adieux à la Reine”
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Eventos

“O Homem Que Não Vendeu Sua Alma”, na Sessão Cine Solar

O projeto Cine Solar, sessão de cinema promovida em conjunto pelo Cineclube Natal e o Centro de Cultura e Lazer Solar Bela Vista (SESI-RN), traz o premiado drama "O Homem Que Não Vendeu Sua Alma” (“A Man of All Seasons”, 1966, Inglaterra), dirigido por Fred Zinnemann. O filme conta a história de Thomas Morus, membro da alta nobreza inglesa que por ser um católico fervoroso se nega a aceitar o casamento entre o rei Henrique XVIII e Ana Bolena e a separação entre a Inglaterra e a Igreja Católica. Por seu ato de rebeldia passa a ser perseguido. Morus, conhecido por sua obra Utopia, foi mais tarde canonizado pela Igreja. A exibição será nesta sexta-feira, 17, às 19h00, no Solar Bela Vista (Av. Junqueira Alves, nº 417, Cidade Alta). Entrada gratuita.



Lançamentos em DVD/Blu-Ray

“A Viagem”
 
“A Viagem” flui através de seis épocas distintas, de 1849, na época de escravatura, até muitos anos no futuro, em uma fantasia em um mundo pós-apocalíptico, 106 anos depois de um evento chamado A Queda. No ano de 1946, trata de um amor homossexual proibido, e a criação de uma obra-prima musical, em 1973 mostra uma investigação jornalística sobre usinas nucleares em São Francisco, em 2012 acompanha um divertido grupo de velhinhos que tenta fugir de uma casa de repouso, e, finalmente, em 2144, em Neo Seul, em uma ficção científica cyberpunk, uma garçonete-clone que trabalha em uma cadeia de restaurantes torna-se a líder de uma revolução. O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em DD 5.1. (T.O.: “Cloud Atlas”).

“Jack Reacher – O Último Tiro”

Jack Reacher (Tom Cruise) é um militar veterano que tem suas férias interrompidas em Miami, quando vai ajudar a resolver um caso mal explicado em Indiana, onde um atirador abriu fogo contra cinco pessoas. Preso, o criminoso recusa-se a dar qualquer informação e apenas murmura a frase: "Traga Jack Reacher para mim". A investigação revela uma rede de corrupção que envolve criminosos, políticos e policiais.  Disco com formato de tela widescreen e áudio DD 5.1. (T. O.: “Jack Reacher”)

“As Vantagens de Ser Invisível”

Charlie (Logan Lerman) é um jovem que tem dificuldades para interagir em sua nova escola. Com os nervos à flor da pele, ele se sente deslocado no ambiente. Sua professora de Literatura, no entanto, acredita nele e o vê como um gênio. Mas Charlie continua a pensar pouco de si até o dia em que dois amigos, Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson), passam a andar com ele. O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio Dolby Digital 5.1, e, como extras, Cenas deletadas e gravações com a opção de áudio "Comentário do Diretor", e Making Of  (T.O.: “The Perks of Being a Wallflower”).

“Acossado”

Em seu filme de estréia, Jean-Luc Godard desconsiderou as formas convencionais e inovou a arte cinematográfica. Em uma narrativa fragmentada, apresenta Michel Poiccaard (Jean-Paul Belmondo), um típico ladrão parisiense e admirador de Humprey Bogart. Ao longo da trama ele se envolve com a jovem norte-americana Patrícia (Jean Seberg), que o ajudará a escapar da polícia. Um filme de perseguição espirituoso, romântico e inovador, que abriu as portas para a nouvelle-vague. Com roteiro de François Truffaut, Acossado é uma obra-prima da cinematografia francesa.  (T.O.: “À Bout de Souffle”).

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Coluna Claquete – 18 de janeiro de 2013


  

Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

Neste final de semana, o tiroteio vai ser grande. Só podia ser, com o western de Tarantino, “Django Livre”, e com o retorno de Schwarzenegger às telas, no policial “O Último Desafio”. Continuam em cartaz o ótimo “A Viagem” (vejam na Sessão Filme da Semana), com Tom Hanks e Halle Berry, o thriller “Jack Reacher: O Último Tiro”, com Tom Cruise, a comédia “Uma Família em Apuros”, com Billy Cristal e Bette Midler, a divertida animação da Disney “Detona Ralph”, a comédia nacional “De Pernas Pro Ar 2”, com Ingrid Guimarães, e “As Aventuras de Pi”, de Ang Lee. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe o drama “Cosmópolis”, de Cronenberg, na Sessão Cine Cult. Neste sábado acontece, também, a pré-estreia de “João e Maria: Caçadores de Bruxas”.

 Estreia 1: “Django Livre”

O filme se passa no sul dos Estados Unidos, dois anos antes da Guerra Civil. Django (Jamie Foxx), é um escravo cujo histórico brutal com seus ex-senhores o coloca cara a cara com o caçador de recompensas alemão, Dr. King Schultz (Christoph Waltz). Após ajudar Schultz em troca de sua liberdade, os dois passam a caçar criminosos pelo sul dos EUA, e vão ao resgate de Broomhilda (Kerry Washington), esposa de Django perdida para o tráfico de escravos. A busca acaba levando-os até Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), o proprietário de “Candyland”, uma fazenda abominável onde os escravos são preparados pelo treinador Ace Woody para lutarem entre si por esporte. Inspirado no filme “Django”, estrelado por Franco Nero, que tem uma pequena participação no filme atual. A direção é de Quentin Tarantino. “Django Livre” estreia nesta sexta-feira, na Sala 2 do Cinemark, e na Sala 4 do Moviecom. Classificação indicativa 16 anos. (T. O.: “Django Unchained”)

Estreia 2: “O Último Desafio”

Após cair em desgraça em Los Angeles devido a uma operação fracassada, o experiente policial Ray Owens (Arnold Schwarzenegger) decide partir para o interior e assume a posição de xerife em uma pequena cidade na fronteira dos Estados Unidos com o México. O que ele não esperava era que um poderoso chefão das drogas, que havia escapado recentemente da prisão, quisesse cruzar a fronteira exatamente na cidade onde ele trabalhava. Para enfrentá-lo Ray precisará reunir todo o pessoal disponível. A curiosidade para nós, brasileiros, é a participação de Rodrigo Santoro. A direção é do coreano Kim Jee-Woon. “O Último Desafio” estreia nesta sexta-feira, na Sala 5 do Cinemark, e na Sala 7 do Moviecom. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “The Last Stand”)

 

Pré-Estreia: “João e Maria: Caçadores de Bruxas”


Baseado no conto clássico Hänsel und Gretel, dos irmãos Grimm, aqui no Brasil conhecido como João e Maria, o filme “João e Maria: Caçadores de Bruxas” mostra os irmãos como justiceiros que caçam bruxas como aquela que tentou devorá-los quando crianças. No elenco, além de Jeremy Renner (“Guerra Contra o Terror”) e Gemma Arterton (“Fúria de Titãs”) estão Peter Stormare, Ingrid Bolso Berdal, Thomas Mann, Derek Mears e Famke Janssen, a Jean Grey da trilogia X-Men. O longa é dirigido pelo norueguês Tommy Wirkola, de Dead Snow, que também escreveu o roteiro com Dante Harper. “João e Maria: Caçadores de Bruxas” terá pré-estreia neste sábado, na Sala 6 do Moviecom, na sessão de 21h20. Classificação indicativa 14 anos. Exibição em 3D. (T. O.: “Hansel and Gretel: Witch Hunters”)
  

Estreia 3: “Cosmópolis” (Sessão Cine Cult)


A cidade de Nova Iorque está em tumulto e a era do capitalismo está chegando ao fim. Uma visita do presidente dos Estados Unidos paralisa Manhattan e Eric Packer (Robert Pattinson), o menino de ouro do mundo financeiro, tenta chegar ao outro lado da cidade para cortar o cabelo. Durante o dia, ele observa o caos e percebe, impotente, o colapso do seu império. Packer vive as 24 horas mais importantes da sua vida e está certo de que alguém está prestes a assassiná-lo. A direção é de David Cronenberg. “Cosmópolis” será exibido nas próximas terça-feira (22/01) e quinta-feira (24/01), na Sala 6 do Cinemark, na sessão de 20h00. Classificação indicativa 16 anos. (T. O.: “Cosmopolis”)

Filme da Semana: “A Viagem”

Quando ouvi falar que o filme “A Viagem” fora dirigido pelos irmãos Wachowski, fiquei um pouco desconfiado. Afinal, embora tenham revolucionado o mercado com o surpreendente “Matrix”, em 1999, fizeram duas sequencias confusas, que não me agradaram. Mas, como o terceiro participante da direção foi o alemão Tom Tykwer, do excepcional “Perfume – A História de um Assassino”, fiquei bastante interessado em conferir o filme atual.
“A Viagem” é um grande filme, não apenas por suas três horas de duração, como pelo roteiro complexo, com seis histórias acontecendo em tempos diferentes, com frequentes correlações, e com uma filosofia de base que certamente agradará os simpatizantes da doutrina espírita. Por favor, não confundam com candomblé, macumba ou coisas do gênero.
Os alicerces do filme são de que vivemos várias vidas, e o que fazemos em cada uma delas influenciará a próxima. O filme discorre sobre isso de uma forma dinâmica, levando o espectador a acompanhar histórias que se passam desde o século 19 até um futuro pós-apocalíptico, numa época não definida.
No século 19, Adam Ewing (Jim Sturgees), um jovem advogado, é enviado pela família para negociar a comprar de novos escravos. Na conturbada viagem de volta, afligido por uma doença de causa desconhecida, ele salva um escravo, Autua (David Gyasi), enquanto um ambicioso médico, Henry Goose (Tom Hanks), o acompanha. Suas agruras são registradas em um diário, que escreve para a mulher.
Em 1930, o jovem e talentoso compositor Robert Frobisher (Ben Whishaw), deserdado pela família por ser homossexual, ajuda o idoso músico Vyvyan Ars (Jim Broadbent). Enquanto busca a criação da música perfeita, Robert encontra o diário escrito por Ewing, em meio aos livros de Ars. Em meio aos conflitos com o patrão, Robert confia suas agruras nas cartas para o amante Rufus Sixmith (James d'Arcy).
Em 1970, a jornalista Luisa Rey (Halle Berry) conhece Rufus Sixmith (James d'Arcy) quando o elevador em que ambos estão quebra. Tempos depois, ele a procura para revelar que estão encobrindo uma série de falhas no projeto de construção de um reator nuclear. Quando ele é assassinado, ela recebe a ajuda inesperada de Isaac Sachs (Tom Cruise) e de Joe Napier (Keith David).
Nos dias atuais, Timothy Cavendish (Jim Broadbent) é dono de uma pequena editora, que lançou um livro que dificilmente dará retorno financeiro. Entretanto, a situação muda quando o autor do livro mata um de seus críticos, tornando-se uma celebridade instantânea. O problema é que Cavendish passa a ser perseguido por um bando de desordeiros e termina indo parar em um asilo de velhos, onde irá liderar uma divertida rebelião.
Em alguns séculos no futuro, na megalópole Nova Seul, Sonmi-451 (Donna Bae) é um clone que trabalha em um restaurante fast food. Ela foi programada para realizar todo dia as mesmas tarefas, sem manifestar qualquer reclamação, mas a situação muda quando ela é despertada para questionar sobre sua própria existência. Auxiliada na fuga pelo jovem rebelde Hae-Joo Chang (Jim Sturgess), ela encara a difícil decisão de tornar-se a líder espiritual da rebelião.
Em um futuro distante, após um evento conhecido como A Queda, as raras terras que sobreviveram à elevação dos mares são o palco para uma realidade pós-apocalíptica. Nesta época vive Zachry (Tom Hanks), de uma tribo que venera a deusa Sonmi, e teme a influência do demônio Old Georgie (Hugo Weaving), bem como os vizinhos canibais. Sua vida muda quando Meronym (Halle Berry), integrante de um grupo evoluído chamado Prescients, lhe pede para conduzi-lo até um lugar perigoso no coração da ilha.
O desenrolar do filme pode ser um pouco confuso para que estiver esperando uma história linear ou superficial, mas, para o espectador atento, é divertido acompanhar cada história, e, principalmente, tentar identificar qual ator está atuando, já que a maioria atua em quase todas sequencias. No final do filme, nos créditos, aparece uma breve imagem de cada personagem vivido por cada ator.
Embora não tenha profusão de efeitos especiais, à exceção da história em Nova Seul, as histórias são interessantes e prendem a atenção do espectador, a ponto de mal se notar as três horas de duração do filme.
As questões filosóficas não são muito exploradas, embora seja um filme que mereça ser revisto de vez em quando, tal a quantidade de personagens, situações e fatos apresentados. Claquete recomenda.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray

“Intocáveis”

Philippe (François Cluzet) é um aristocrata rico que, após sofrer um grave acidente, fica tetraplégico. Precisando de um assistente, ele decide contratar Driss (Omar Sy), um jovem problemático que não tem a menor experiência em cuidar de pessoas no seu estado. Aos poucos ele aprende a função, apesar das diversas gafes que comete. Philippe, por sua vez, se afeiçoa cada vez mais a Driss por ele não tratá-lo como um pobre coitado. Aos poucos a amizade entre eles se estabelece, com cada um conhecendo melhor o mundo do outro. Disco com formato de tela widescreen e áudio DD 5.1. (T. O.: “Intouchables”)

“Memorial Day - Lembranças de uma Guerra”

Em 1993, no feriado de Memorial Day, no qual os EUA celebram os que morreram na Segunda Guerra Mundial, Kyle Vogel, de 13 anos, está brincando de esconde-esconde e, por acidente, encontra uma velha maleta que pertence a seu avô Bud (James Cromwell). Dentro dela, Kyle acha diversas recordações de quando Bud esteve no campo de batalha alemão. Ignorando os avisos de seus amigos, o menino decide procurar seu avô e mostrar o que achou. Bud nunca havia conversado com ninguém sobre suas experiências durante a Segunda Guerra e faz um acordo com seu neto: ele pode escolher três objetos da maleta e lhe será contada a história de cada um deles. O que Bud conta a Kyle fica marcado - anos mais tarde, Kyle (Jonathan Bennett) serviria ao exército no Iraque e suas lembranças daquela tarde de 1993 mudariam sua vida. O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio Dolby Digital 5.1.  (T.O.: “Memorial Day”).

“A Arte da Conquista”

Acreditando na citação que nascemos sozinhos, morremos sozinhos e tudo o mais é uma ilusão, George (Freddie Highmore) não vê sentido na vida, na escola ou em sua família. Até que ele conhece Sally (Emma Roberts) e encontra nela uma razão para ir à escola e fazer amigos. Entretanto, apesar disso, ainda não está pronto para admitir que gosta dela. O diretor da escola e professor de arte apresenta-o a um ex-aluno e artista de sucesso, Dustin (Michael Angarano), que procura orientá-lo, mas outras distrações começam a vir à tona e ele pode não ser capaz de se formar. O disco traz o filme com formato de tela widescreen e áudio em DD 5.1. (T.O.: “The Art of Getting By”).

“Best Seller – Revelações de Família”
 
Apesar de todos os problemas tradicionais de uma grande família, os Meyerwitz se reúnem mais uma vez para celebrar o aniversário do patriarca Henry (Ron Rifkin). Com seus quatro filhos – Jack (Michael C. Hall), Joel (Rainn Wilson), Cheri (Sarah Silverman) e o caçula Nathan (Ben Schwartz), Henry quer contar uma grande novidade durante o seu jantar de aniversário. Porém, nada mais parece ter importância quando o novo livro de Nathan, Peep World, acaba de ser publicado e é o assunto do momento na mídia do país. O detalhe é que a obra é baseada nos Meyerwitz e expõe ao público uma série de segredos de toda a família, causando o caos em pleno restaurante durante o evento. Se para os quatro irmãos as coisas já estavam ruins, tudo parece piorar, pois um grande estúdio de Hollywood adorou o livro e decide adaptá-lo para o cinema.O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio DD  5.1. (T.O.: “Peep World”).