sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Claquete 09 de dezembro de 2005




Newton Ramalho – colunaclaquete@gmail.com

O que está em cartaz

Enquanto o clima natalino fervilha, no comércio da cidade, o FESTNATAL prossegue as suas atividades, graças à incansável batalha do colega Valério Andrade. Como estréia, “apenas” a superprodução da Disney, “As Crônicas de Nárnia”. Nas continuações, “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, quarto filme do bruxinho mais famoso do mundo, o ótimo “Em Seu Lugar” (veja Filme Recomendado), com Cameron Diaz, Toni Collette, e, a grande dama Shirley MacLaine, o terror “O Exorcismo de Emily Rose”, a produção nacional “Cidade Baixa”, estrelada por Lázaro Ramos, Wagner Moura, e, Alice Braga (com preço único de R$3), e, a animação da Disney “O Galinho Chicken Little”, com as vozes de Daniel de Oliveira e Mariana Ximenes. Na outra semana, estréia “King Kong”, cujos ingressos já estão à venda.

Estréia: “As Crônicas de Nárnia”

Os estúdios Disney lançam a primeira adaptação, para o cinema, da série “As Crônicas de Nárnia”, baseadas nos livros do escritor irlandês C. S. Lewis. Lúcia (Georgie Henley), Susana (Anna Popplewell), Edmundo (Skandar Keynes) e Pedro (William Moseley) são quatro irmãos que vivem na Inglaterra, em plena 2ª Guerra Mundial. Fugindo dos bombardeios alemães em Londres, as crianças são mandadas para a propriedade rural de um professor misterioso, onde costumam brincar de esconde-esconde. Em uma de suas brincadeiras, eles descobrem um misterioso guarda-roupas, que leva, quem o atravessa, ao mundo mágico de Nárnia. Este novo mundo é habitado por seres estranhos, como centauros e gigantes, que já foi pacífico, mas, hoje, vive sob a maldição da Feiticeira Branca, Jadis (Tilda Swinton). Ela fez com que o local se mantivesse em um pesado inverno. Sob a orientação do leão Aslam, que governa Nárnia, as crianças decidem ajudar na luta para libertar este mundo do domínio de Jadis. O filme cobre os eventos descritos em todos os sete livros de Lewis. A direção é de Andrew Adamson. “As Crônicas de Nárnia” estréia, nesta sexta-feira, nos Cines 1 e 6 (cópias dubladas) e Cine 4 (cópia legendada), do Moviecom. Para maiores de dez anos.

FESTNATAL – Mostra Competitiva e Filmes Convidados

O XV Festival de Cinema de Natal, o FESTNATAL, prossegue suas atividades durante a próxima semana. Nesta sexta-feira, dia 9, às 15h, “Bens Confiscados”, 17h, “O Quinze” (convidado), e, às 19h, “Concerto Campestre”. No sábado, dia 10, às 17h, reprise de “Concerto Campestre”, e, às 19h, “Vida de Menina”. No domingo, dia 11, às 15h, reprise de “Vida de Menina”, 17h, “Dom” (convidado), e, às 19h, “Celeste e Estrela”. Na segunda-feira, dia 12, às 17h, reprise de “Celeste e Estrela”, e, às 19h, “A Máquina”. As exibições serão no Centro de Convenções da Via Costeira. O ingresso custa R$ 1,00. Mais informações no site do festival, www.festnatal.com.

FESTNATAL – “Bens Confiscados”

Américo Baldani, poderoso senador da República, é denunciado publicamente pela esposa Valquíria por corrupção, tráfico de influências e bigamia. Quando sua amante, a estilista Isabela Siqueira, se suicida, ele manda seqüestrar Luís Roberto, o secreto filho bastardo, e o esconde da imprensa e dos inimigos políticos numa cidade balneária no extremo sul do país. Para cuidar dele o senador convence uma antiga amante, a enfermeira Serena. Dirigido por Carlos Reichenbach (Anjos do Arrabalde) e com Betty Faria, Werner Schünneman, Antônio Grassi e Marina Person no elenco. Mostra competitiva do FESTNATAL, dia 9, às 15h.

FESTNATAL – “O Quinze”

No ano de 1915, uma grande seca dizimou uma boa parte da população pobre do estado do Ceará. Conceição (Karina Barum), uma jovem professora que trabalha em Fortaleza, vai passar férias na fazenda da avó, Mãe Inácia (Maria Fernanda), no município de Quixadá, e, lá, além de conviver com o flagelo da seca, se envolve emocionalmente com um primo, Vicente (Juan Alba). Dirigido por Jurandir Oliveira, baseado no livro de Rachel de Queiroz. Filme convidado do FESTNATAL, dia 9, às 17h.

FESTNATAL – “Concerto Campestre”


Major Eleutério Fontes (Antonio Abujamra), que, como os demais, é um homem rico, cuja principal ocupação é a exploração das charqueadas, operadas por verdadeiros exércitos de escravos. Um dia, durante um passeio por seus domínios, ele descobre dois índios guaranis executando uma obra sacra, música aprendida com os jesuítas nas reduções missioneiras. É então que este homem rude ouve música pela primeira vez, e, a partir deste momento, sua vida jamais será a mesma. Dirigido por Henrique de Freitas Lima, e, com Samara Felippo e Leonardo Vieira, no elenco. Mostra competitiva do FESTNATAL, dia 9, às 19h, e, reprise no dia 10, às 17h.

FESTNATAL – “Vida de menina”

“Vida de Menina” é uma mais do que justa adaptação de um clássico da literatura brasileira, “Minha vida de menina”, de Helena Morley, publicado em 1942. Passado no final do século 19, mostra a vida da adolescente no interior de Minas, na efervescência da recém-proclamada república e libertação dos escravos. Nesse momento da vida, Helena é magra, desengonçada, e sardenta. Não é boa aluna, nem comportada como sua irmã Luizinha. Mas, Helena, como nenhuma outra garota de Diamantina, escreve. E, é nesse diário que Helena debocha, e, desmascara as pretensas virtudes alheias. Dirigido por Helena Solberg, e, com Ludmila Dayer e Daniela Escobar, no elenco. Mostra competitiva do FESTNATAL, dia 10, às 19h, e, reprise no dia 11, às 15h.

FESTNATAL – “Dom”

Bento (Marcos Palmeira) tem esse nome porque seus pais, apreciadores de Machado de Assis, resolveram batizá-lo como o personagem do livro "Dom Casmurro". De tanto ouvir isso, Bento cresceu com a idéia fixa de que seria o próprio personagem, e, destinado a viver, exatamente, aquela história. Até chamava sua amiga de infância, Ana (Maria Fernanda Cândido), de Capitu. Seus amigos, entrando na brincadeira, o apelidaram de Dom. Bento e Ana separaram-se, quando a família do menino mudou-se para São Paulo. Já adulto, Bento reencontra a sua Capitu, e, dali renasce o romance da infância, só que, agora, avassalador. Dirigido por Moacyr Góes. Filme convidado do FESTNATAL, dia 11, às 17h.

FESTNATAL – “Celeste e Estrela”

Paulo Estrela (Fábio Nassar) é um crítico de cinema, que está no aeroporto à espera de Celeste (Dira Paes), sua grande paixão. Enquanto a aguarda, ele começa a conversar com Salete (Ana Paula Arósio), uma recepcionista, sobre como ambos se conheceram. Celeste é uma cineasta principiante, que conheceu Estrela em cursos de cinema, e, foi bastante premiada por seu trabalho como curta-metragista. Agora, Celeste planeja fazer sua estréia como diretora de longas-metragens, e, conta com a ajuda de Estrela, para adentrar na penosa seara de captação de recursos para fazer cinema no Brasil. Dirigido por Betse de Paula. Mostra competitiva do FESTNATAL, dia 11, às 19h, e, reprise no dia 12, às 17h.

FESTNATAL – “A Máquina”

Em Nordestina, cidadezinha perdida no sertão, "Karina da rua de baixo" (Mariana Ximenes) sonha em ser atriz, e, partir para o mundo. Antes que seu amor lhe escape, "Antônio de Dona Nazaré" (Gustavo Falcão) adianta-se, numa cruzada kamikaze, para trazer o mundo até Karina. Em uma história em que os sonhos contradizem a realidade, e, as condições geográficas e políticas ameaçam conter a vida, o amor desempenha o papel de elemento transformador. Dirigido por João Falcão, conta, ainda, com a participação de Paulo Autran, Wagner Moura e Lázaro Ramos. Mostra competitiva do FESTNATAL, dia 12, às 19h.

Cineclube Natal exibe “9 Canções”

No seu último evento no ano de 2006, o Cineclube Natal promove, nesta segunda-feira, dia 12, a exibição do longa “9 Canções”, de Michael Winterbottom , e, o curta-metragem “Amor”, de José Roberto Torero. “9 Canções” inicia com um encontro casual, entre um homem, e, uma mulher, num show de rock. Ele, inglês, ela, uma estudante americana. Desse inusitado par, surge um intenso relacionamento sexual, embalado por uma trilha sonora, que passeia pelos acordes do pop e do rock alternativo. Trata-se do primeiro filme com cenas de sexo explícito que recebeu o certificado de exibição em grande circuito na Inglaterra e na França. Ganhou o prêmio de Melhor Fotografia no Festival de San Sebastián. A sessão começa às 19h, no auditório do Teatro de Cultura Popular (TCP), ao lado da Fundação José Augusto, na rua Jundiaí, 641, Tirol. O ingresso custa R$1,00. Para maiores de 18 anos.




Filme recomendado: “Em Seu Lugar”

Almas gêmeas

O subtítulo acima não se refere ao filme neozelandês que marcou a aparição de Kate Winslet, mas, sim, à estréia desta semana, “Em Seu Lugar”, que, apesar de ser classificado como comédia romântica, vai muito além disso. Claro, tem romance, um pouquinho de comédia, mas, o forte do filme é explorar a complicação das relações familiares, que parece fazer parte da cultura norte-americana. Apesar de ser estrelado por Cameron Diaz, não espere as façanhas das panteras, ou, as situações infames de “Quem Vai Ficar Com Mary?”.

As personagens centrais da história são as irmãs Maggie (Cameron Diaz) e Rose (Toni Collette). Rose é advogada, viciada em trabalho, extremamente responsável, que vive em seu próprio apartamento, cercada de livros, e, sapatos novos, que, raramente usa. Gordinha, dentuça, e, tímida, ela tem dificuldades em lidar com os homens, embora esteja mantendo um caso com o seu chefe.

Maggie é o oposto completo de Rose. Por sofrer de dislexia, tem enorme dificuldade com a leitura e com os números, mal conseguindo terminar o ensino médio. Relaxada, desatenta, e, desmazelada, prefere viver a frivolidade das festas e paqueras em bares, onde a sua beleza e coquetismo prevalecem. Mesmo adulta, ainda mora com o pai (o que é raro nos Estados Unidos), mas, quando chega bêbada em casa, a madrasta a expulsa de vez. Sem ter outra solução, Rose a abriga em seu apartamento.

A convivência entre as duas vai de mal a pior, principalmente pelo comportamento de Maggie. Quando Maggie usa o carro de Rose sem permissão, esta pede que a irmã deixe a casa. Num impulso de vingança, Maggie seduz o namorado de Rose, o que provoca a ruptura total entre as duas.

Sem saber para onde ir, Maggie só quer saber de ir embora. Por um acaso, ela descobrira, na casa do pai, cartões da avó, que supunha estar morta, e, que jamais haviam sido entregues para elas. Decidida a mudar de ares, ela toma o primeiro trem para a Flórida, onde a avó recém-descoberta reside. Ella (Shirley MacLaine), a avó das garotas, mora e trabalha em um asilo de velhos, e, tem uma enorme surpresa ao reencontrar a neta, com a qual perdera contato há décadas.

O prazer do reencontro dá lugar a alguma decepção, pois Maggie continua com o seu costumeiro padrão de comportamento, descuidada e desinteressada. Um dia, após uma conversa dura e franca, com a avó, decide encarar um emprego no asilo.

Ao conhecer um dos internos, um ex-professor universitário, cego, mas, de um espírito extremamente aguçado, Maggie recebe uma ajuda inesperada, quando ele a orienta a dominar a sua deficiência. Aos poucos, a garota, muito mais responsável, descobre outras maneiras de ajudar os idosos, e, ajudar a si própria.

Enquanto isso, Rose também passava por momentos difíceis e reveladores. Apesar de ter brigado com a irmã, a dor da sua ausência é muito maior do que o rancor. Reconhecendo a artificialidade da sua vida, ela larga o emprego de advogada, e, resolve viver de passear com cachorros. Num desses passeios, reencontra um antigo colega de escritório, Simon (Mark Feuerstein), com o qual começa a se envolver.

Apesar o prazer do novo romance, Rose sente muito a falta de Maggie, e, ressente-se com o antigo namorado, a madrasta, e, mesmo o pai, que nunca deram a devida atenção à irmã. Uma carta da avó a faz voar até a Flórida, para descobrir os elos que faltavam em seu passado.

Apesar da falta que sentiam uma da outra, o confronto é inevitável, pois ainda havia muita mágoa, de parte a parte. Contudo, a condução experiente da sofrida avó leva as duas a entender o quanto eram importantes, uma para a outra.

É curioso que, apesar de ser, este filme, uma produção hollywoodiana, há uma fuga do padrão, pois não existem os estereótipos “heróis maravilhosos”, e, “bandidos malignos”. Todos os personagens tem (muitos) defeitos, e, também, inúmeras qualidades. São seres humanos normais, o que, dificilmente, se vê nas telas de cinema.

Por outro lado, o roteiro aborda, de uma maneira leve e sutil, as dificuldades de relacionamento das famílias americanas, que, ao contrário das nossas, são muito fechadas, e, resistentes à intromissão dos pais. As pessoas também são muito ciosas das suas liberdades individuais e privacidades, mesmo que, para isso, tenham que se isolar dos entes mais próximos. O maior pecado de todos, na história, foi, exatamente, o de querer proteger demais os outros.

A vida de todas as personagens sofre uma necessidade de renovação e busca de autenticidade, mesmo a workaholic Rose, bem-sucedida, financeiramente, faltava um sentido, que ela só veio descobrir muito depois. O curioso é a convergência sobre o crescimento das pessoas, muitas vezes, em uma direção que ninguém espera. Se Maggie, que nem ao menos conseguia ler direito, foi capaz de declamar uma poesia, Rose, por sua vez, descobriu que não tinha que carregar o mundo nas costas, num trabalho que a deprimia, encontrando o prazer de viver em pequenas coisas.

O elenco está muito bem, em especial, a grande dama do cinema, Shirley MacLaine, que mostra, em poucas cenas, porque é um dos maiores nomes de Hollywood. Cameron Diaz, por sua vez, está perfeita, no papel da porra-louca jovem, mas, desgastada pela vida desregrada. O sacrifício maior foi da atriz Toni Collette, que precisou engordar onze quilos, para assumir a patinha feia Rose.

Misto de drama, comédia, e, romance, “Em Seu Lugar”, dirigido por Curtis Hanson (“8 Mile - Rua das Ilusões”), consegue manter um equilíbrio tranqüilo, fugindo do melodrama, e, das situações estapafúrdias, passando a sua mensagem de busca da harmonia e de auto-aperfeiçoamento. Vale à pena conferir.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Claquete 02 de dezembro de 2005




Newton Ramalho - colunaclaquete@gmail.com

O que está em cartaz

Finalmente, chegou! Bem, para uns, isso significa Carnatal, enquanto que, para outros, o FESTNATAL, um dos mais importantes eventos de cinema do Nordeste. Nas estréias, o drama “Em Seu Lugar”, com Cameron Diaz, Toni Collette, e, a grande dama Shirley MacLaine, e, o terror “O Exorcismo de Emily Rose”. Nas continuações, “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, quarto filme do bruxinho, continua ocupando quatro das sete salas de exibição disponíveis em Natal. Continuam, também, em cartaz, as ótimas produções nacionais “Cidade Baixa”, estrelada por Lázaro Ramos, Wagner Moura, e, Alice Braga, e, “O Coronel e o Lobisomem”, com Diogo Vilela e Selton Mello (ambos com preço único de R$3), o elogiado suspense “Jogos Mortais 2”, e, a animação da Disney “O Galinho Chicken Little”, com as vozes de Daniel de Oliveira e Mariana Ximenes.

Estréia 1: “Em Seu Lugar”

Maggie (Cameron Diaz) e Rose Feller (Toni Collette) são duas irmãs, que tem em comum, apenas, o fato de calçarem o mesmo número de sapatos. Maggie é festeira, detesta estudar, muda constantemente de emprego, e, acredita que seu melhor talento é atrair os homens. Já Rose é uma advogada bem-sucedida, que trabalha em um dos maiores escritórios da Filadélfia. Aficionada pelo trabalho, Rose enfrenta problemas com o peso, e, sempre se sente desconfortável, nas roupas que usa. Maggie e Rose, apesar das diferenças, são grandes amigas. Após uma grande briga, as duas decidem viajar juntas, com a ajuda de sua avó recém-descoberta, Ella Hirsch (Shirley MacLaine), que acreditavam estar morta. A direção é de Curtis Hanson, de “8 Mile - Rua das Ilusões”. “Em Seu Lugar” estréia, nesta sexta-feira, no Cine 1 do Moviecom. Para maiores de 12 anos.

Estréia 2: “O Exorcismo de Emily Rose”

Emily Rose (Jennifer Carpenter) é uma jovem que deixou sua casa, em uma região rural, para cursar a faculdade. Um dia, sozinha em seu quarto no alojamento, ela tem uma alucinação assustadora, perdendo a consciência logo em seguida. Como seus surtos ficam cada vez mais freqüentes, Emily, que é católica praticante, aceita ser submetida a uma sessão de exorcismo. Quem realiza a sessão é o sacerdote de sua paróquia, o padre Richard Moore (Tom Wilkinson). Porém, Emily morre, durante o exorcismo, o que faz com que o padre seja acusado de assassinato. Erin Bruner (Laura Linney), uma advogada famosa, aceita pegar a defesa do padre Moore em troca da garantia de sociedade em uma banca de advocacia. À medida que o processo transcorre, o cinismo, e, o ateísmo, de Erin, são desafiados, pela fé do padre Moore, e, também, pelos eventos inexplicáveis em torno do caso. O filme é baseado na história verídica de Anneliese Michel, uma jovem alemã que passou pela mesma situação, nos anos 70. A direção é de Scott Derrickson. “O Exorcismo de Emily Rose” estréia, nesta sexta-feira, no Cine 3 do Moviecom. Para maiores de 14 anos.

FESTNATAL – O evento

Começou ontem a 15ª edição do Festival de Cinema de Natal, o FESTNATAL, que irá até o dia 15 de dezembro. O festival inicia com a mostra de documentários “Vidas na Tela”, que vai até o dia 5, num total de sete longas-metragens. No dia 6, terça-feira, começa a Mostra Nacional, onde serão exibidos os seis filmes que concorrerão ao prêmio Estrela do Mar, e, os três longas convidados, fora da competição. A exibição será no Centro de Convenções da Via Costeira. O ingresso custa R$ 1,00. Nos dias 9, 10 e 11 acontece a mostra na zona Norte, no Centro Cultural Chico Miséria. Como é tradição, este ano serão homenageados a atriz Nathalia Timberg, e, postumamente, o saudoso Grande Otelo. Mais informações no site do festival, www.festnatal.com.



FESTNATAL – “Vidas na Tela”

De 1 a 5 de dezembro, o FESTNATAL exibe a Mostra “Vidas na Tela”, com a seguinte programação: dia 2, “O Chamado de Deus”, de José Joffily, sobre a trajetória de jovens que seguem a carreira religiosa (sessões de 10h, 12h, 14h, 16h e 18h). No sábado, é a vez de “Brilhante”, de Conceição Senna, que mostra como um filme foi capaz de mudar uma cidade arruinada pela exploração de pedras preciosas (sessões de 10h, 12h e 14h). Ainda no sábado, “Um Certo Dorival Caymmi”, de Aluisio Didier, sobre Caymmi, um dos mais criativos compositores brasileiros (sessões de 16h, 17h30 e 19h). “Nos que aqui Estamos, por vós esperamos”, de Marcelo Masagão será exibido domingo, dia 4, às 10h, 11h30 e 13h. Filme discute a banalização da morte através dos tempos, usando como imagens recortes de época, ficcionais e reais. Também no domingo estréia “Soldado de Deus”, de Sérgio Sanz, em sessões de 14h30, 16h30, 18h30, sobre a importância do movimento Integralista na história do Brasil. Por fim, “A Pessoa é Para o Que Nasce”, de Roberto Berliner, sobre as três senhoras cegas, que ganham a vida tocando ganzá (dia 5, sessões de 10h,12h, 14h, 16h e 18h).


FESTNATAL – Mostra Competitiva Nacional

A partir do dia 6, o FESTNATAL exibe a Mostra Competitiva Nacional, onde estarão concorrendo ao troféu Estrela do Mar os filmes "Bendito Fruto", do diretor Sérgio Goldemberg, com Vera Holtz, Zezé Barbosa, Otávio Augusto e Camila Pitanga; "Concerto Campestre", do diretor Henrique de Freitas Lima, baseado em livro homônimo de Luiz Antonio de Assis Brasil, com Antonio Abujamra e Marieta Severo no elenco. "A Máquina", do diretor Gustavo Falcão, com Mariana Ximenes, Paulo Autran, Wagner Moura e Lázaro Ramos no elenco; "Bens Confiscados", do diretor Carlos Reichembach, que ganhou o prêmio de Melhor Filme no Cine PE, e, traz, no elenco, Betty Faria, Antônio Grassi e Marina Person; "Vida de Menina", da diretora Helena Solberg, com Ludmila Dayer e Daniele Escobar, e, por fim "Celeste & Estrela", da diretora Betse de Paula, com Dira Paes e Ana Paula Arósio no elenco.


FESTNATAL – Filmes convidados

Junto com a Mostra Competitiva Nacional, o FESTNATAL exibe três filmes convidados. "Jesuíno Brilhante", em cópia restaurada em 35 mm, do falecido diretor potiguar William Cobbett, o primeiro longa-metragem rodado em solo potiguar em 1972, enfrentando tanto a seca inclemente quanto a repressão do regime militar; "O Quinze", de Jurandir Oliveira, baseado no mais conhecido romance da escritora Rachel de Queiroz, e, "Dom", do diretor Moacyr Góes, 'modernização' do clássico “Dom Casmurro”, de Machado de Assis.




Curtas

Já estão sendo vendidos, na rede Moviecom, os ingressos para os filmes “As Crônicas de Nárnia”, que estréia dia 9, e, “King Kong”, que estréia dia 16. # O clássico do cinema russo, "O Encouraçado Potemkin", dirigido por Sergei Eisenstein, ganhou uma nova trilha sonora, e, quem diria, composta por Neil Tennant e Chris Lowe - dos PET SHOP BOYS. # O filme “Titanic”, de James Cameron, ganhou uma nova edição em DVD, com quatro discos, e, muito material extra. O preço, como o filme, é meio salgado: 99 reais. Por essa grana, dá para comprar um pack com a trilogia “Senhor dos Anéis”, cada um com um disco de extras. # Preste atenção no mercado, pois, com a proximidade do Natal, volta e meia surgem promoções, como desconto de 30% no preço de capa, ou, filmes recentes, como “Batman Begins”, sendo vendidos a R$29,90!



Filmes recomendados: “Tora! Tora! Tora!” e “Pearl Harbor”

O despertar do gigante

No próximo dia 7 de dezembro, um evento que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial completará 64 anos. O acontecimento a que me refiro foi o ataque do Japão ao porto de Pearl Harbor, no Havaí, onde estava concentrada a maior parte da força naval americana do Pacífico. O ataque foi mostrado em diversos filmes, mas, dois deles merecem um olhar mais cuidadoso, por parte dos interessados no assunto. Os filmes mencionados são “Tora! Tora! Tora!”, de 1970, e, o recente “Pearl Harbor”, estrelado por Ben Affleck.

Os dois filmes mostram os acontecimentos daquele fatídico dia, cada um com uma ótica especial, que será discutida adiante. É importante, porém, ter uma breve idéia do que acontecia no mundo, naqueles dias.

O centro das atenções mundiais era a Alemanha, ressurgida do caos após a Primeira Guerra Mundial, e, agora, na década de 30, era uma potência rica, poderosa e imponente, liderada por Hitler, um homem que defendia o expansionismo militar e a supremacia da raça ariana. Apesar do horror que hoje nos causa, naquela época, as suas idéias eram simpáticas aos montes de caudilhos e ditadores que dominavam o mundo, inclusive, com Getúlio Vargas, no Brasil, e, Juan Domingo Perón, na Argentina. O líder da Itália, Mussolini, embarcou na aventura militarista de Hitler, e, a Segunda Guerra iniciou, na Europa, com a invasão da Polônia, em 1939, colocando Alemanha (e a Áustria anexada) e Itália, contra Inglaterra e França.

Os Estados Unidos mantiveram-se fora da guerra, embora abastecessem a Inglaterra com armas, munições, e , equipamentos, e, exercessem a sua influência econômica, para acelerar a resolução do conflito. Essa ação indireta, porém, incomodava o Japão, que, tinha os seus próprios sonhos de dominação da Ásia, e, desde o início da década de 30, haviam invadido parte da China.

Os bens japoneses na América foram então congelados, o intercâmbio comercial entre os dois países foi suspenso e, por fim, acabou sendo decretado o embargo de petróleo para o Japão. No final de novembro, em uma nova rodada de negociações entre a diplomacia dos dois países, Roosevelt exigiu a imediata retirada das tropas nipônicas da China e da Indochina, além do rompimento do Pacto Tripartite, como forma de retomar relações políticas e comerciais plenas. Porém, não houve acordo.

O Japão, por sua vez, vinha de uma cultura extremamente fechada, com castas sociais rígidas, e, sistema feudal, que foi abruptamente rompido, pela ocidentalização imposta pelo imperador Mitsuhito, episódio mostrado no filme “O Último Samurai”. A mudança fortaleceu os militares, agora não mais os cultos samurais, mas, oriundos de qualquer classe, que obtivessem ascensão nas forças armadas.

Os sonhos de expansão japonesa remontavam às suas origens, mas, após derrotar uma potência ocidental, a Rússia, em 1904, aos poucos, foram ampliando os seus horizontes. A decadente China, despedaçada por guerras civis, foram o primeiro alvo, com o estabelecimento de um governo fantoche na Manchúria.

Os japoneses não tinham dúvidas quanto ao poderio americano. O almirante Yamamoto conhecia bem o país, estudara na universidade de Harvard, visitara indústrias, e, entendia as diferenças culturais entre os dois povos. Contudo, ele acreditava que um ataque fulminante à marinha americana, que concentrara boa parte do seus navios, porta-aviões e submarinos em Pearl Harbor, poderia colocar os Estados Unidos em uma situação de fraqueza, já que teriam perdido uma parte importante do seu poderio militar.

E assim, no mês de novembro, uma poderosa frota, bem treinada, partiu secretamente do Japão, enquanto os diplomatas japoneses em Washington faziam um jogo de empurra, ora prometendo, ora recuando, na elaboração de um tratado de não-beligerância. No dia 7 de dezembro de 1941, enquanto o embaixador entregava a declaração de guerra, os aviões bombardeavam o porto de Pearl Harbor. Na verdade, a declaração foi entregue com uma hora de atraso, em relação ao ataque, fato explorado, até hoje, pela propaganda de guerra, e, considerado um desrespeito à Convenção de Genebra.

Olhando-se friamente, seria igualmente ruim um ataque após a entrega da declaração. É curioso que se considere “normal” estraçalhar pessoas com bombas atômicas, mas, não, com armas químicas. Os Estados Unidos, posteriormente, sustentariam uma longa guerra no Vietnã, que nunca foi declarada, usariam napalm e desfolhantes químicos, prenderam centenas de afegãos sem julgamento, em Guantânamo, e, torturaram presos nos cárceres iraquianos...

Mas, voltando a Pearl Harbor, o ataque, por mais vidas e prejuízos materiais que tenha causado, provocou a imediata entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra, unindo-se à Inglaterra, França e Rússia, com recursos materiais e humanos. A opinião pública americana, que antes considerava a guerra um assunto europeu, foi impactada pelo ataque japonês, provocando uma imensa adesão à causa dos Aliados.

Todos estes aspectos são retratados nos dois filmes, embora “Tora! Tora! Tora!”, com uma linguagem quase jornalística, vai construindo linearmente os eventos que precederam ao ataque em si. Apesar de ter sido feito em uma época em que nem se sonhava com computação gráfica, as cenas de ataques foram feitas com um realismo impressionante.

“Pearl Harbor”, de 2001, foi dirigido por Michael Bay, de “Armageddon”. Na nova versão, o diretor romanceou os fatos, colocando o ataque como um pano de fundo para um romântico triângulo amoroso entre os personagens de Ben Affleck, Josh Hartnett, e, Kate Beckinsale. Outros nomes famosos ocupam papéis secundários, como Cuba Gooding Jr, Jon Voight, Dan Aykroyd e Alec Baldwin. Se o rigor com a condução histórica ficou em segundo plano, a seqüência das cenas do ataque é impressionante, principalmente para quem estiver assistindo em um home theater. O subwoofer trabalha sem parar, nas inúmeras cenas de tiroteios e explosões.

Os dois filmes mostram visões em comum, como a dificuldade em localizar a frota japonesa, ou, o erro tático, de concentrar todos os aviões no centro das pistas, tornando-os alvos fáceis para os pilotos japoneses. Isso foi explicado pelo temor de sabotadores, já que milhares de imigrantes japoneses viviam no Havaí. A História, porém, provou que, além de nunca terem feito nada contra as instalações militares, os imigrantes formaram um dos mais aguerridos batalhões que lutaram na Europa, contra os alemães. Eles tiveram tantas baixas em combate, que o símbolo do pelotão, o Coração de Púrpura, foi transformado em símbolo para os soldados feridos em combate.

Independente do enfoque se tenha, e, longe de ser uma ode ao militarismo americano, os dois filmes mostram um pouco da estupidez da guerra, e, da incapacidade dos homens de resolver os seus conflitos com um mínimo de inteligência. Na dúvida sobre qual filme ver, assista aos dois! Em “Tora! Tora! Tora!” será possível ter uma visão cronológica dos fatos mais importantes, e, em “Pearl Harbor”, é possível sentir um pouco do realismo cênico da guerra, ao mesmo tempo em que a trama romântica mantém o interesse no destino dos personagens, bem ao gosto das platéias atuais.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Claquete 25 de novembro de 2005




Newton Ramalho - colunaclaquete@gmail.com

O que está em cartaz

Enquanto uns natalenses aguardam o Carnatal, e, outros, o FESTNATAL, a única novidade do final de semana fica por conta da estréia de “Harry Potter e o Cálice de Fogo”. O filme do bruxinho ocupará quatro das sete salas de exibição disponíveis em Natal, mas, certamente, a procura dos fãs será grande. Dividindo as outras três salas, continuam em cartaz a produção nacional “Cidade Baixa”, estrelada por Lázaro Ramos, Wagner Moura, e, Alice Braga, “Mergulho Radical”, ação, com Paul Walker e Jessica Alba (veja em Filme Recomendado), a animação da Disney “O Galinho Chicken Little”, com as vozes de Daniel de Oliveira e Mariana Ximenes, o elogiado suspense “Jogos Mortais 2”, o drama “Tudo Acontece em Elizabethtown”, com Orlando Bloom e Kirsten Dunst, a aventura capa-e-espada “A Lenda do Zorro”, com Antonio Banderas e Catherine Zeta-Jones, e, “O Coronel e o Lobisomem”, com Diogo Vilela e Selton Mello.

Estréia: “Harry Potter e o Cálice de Fogo”


Harry Potter, Rony Weasley e Hermione Granger voltam a enfrentar o malévolo Voldemort, no filme “Harry Potter e o Cálice de Fogo” (veja mais em Diversão & Arte). Em seu quarto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, Harry Potter (Daniel Radcliffe) é misteriosamente selecionado para participar do Torneio Tribruxo, uma competição internacional, em que precisará enfrentar alunos mais velhos, e, experientes, de outras escolas de magia. Além disso a aparição da marca negra de Voldemort (Ralph Fiennes) ao término da Copa do Mundo de Quadribol põe a comunidade de bruxos em pânico, já que sinaliza que o poderoso bruxo está preste a retornar do mundo dos mortos. O filme já estreou até no espaço, sendo exibido para os tripulantes da Estação Espacial Internacional (ISS). A direção é de Mike Newell. “Harry Potter e o Cálice de Fogo” estréia, nesta sexta-feira, nos Cines 4 e 5 (cópias dubladas) e 6 e 7 (cópias legendadas), do Moviecom. Para maiores de 12 anos.

Hollywood e Bit Torrent fazem acordo para evitar pirataria

O criador do site Bit Torrent, Bram Cohen, fez um acordo com a associação de cinema americano (MPAA), que defende os interesses dos estúdios de Hollywood, para que sejam retirados, do seu site, todos os vínculos com filmes pirateados. A informação foi publicada no jornal The Financial Times. A ferramenta de busca, em atividade no BitTorrent.com, deixará de oferecer acesso a materiais pirateados, segundo o acordo. As redes de troca P2P são consideradas, pela indústria do entretenimento, um incentivo à pirataria de músicas e filmes, tendo sofrido severas punições, na justiça americana.

“Tomates Verdes Fritos”, em DVD

Este adorável filme, de 1991, chega, agora, em DVD, numa versão estendida. Evelyn Couch (Kathy Bates) é uma dona de casa, emocionalmente reprimida, que, habitualmente, afoga suas mágoas comendo doces. Ed (Gailard Srtain), o marido dela, quase não nota a sua existência. Toda semana eles vão visitar uma tia em um hospital, mas, a parente nunca permite que Evelyn entre no seu quarto. Uma semana, enquanto ela espera que Ed termine sua visita, Evelyn conhece Ninny Threadgoode (Jessica Tandy, maravilhosa), uma debilitada, mas, gentil senhora, de 83 anos, que adora contar histórias. Ao longo das visitas, ela faz relatos sobre duas jovens, Idgie (Mary Stuart Masterson), e, Ruth Jamison (Mary-Louise Parker), que perturbam os cidadãos de Whistle Stop. Mas, elas fazem um tomate frito que é conhecido como uma iguaria por todos da região. Assim cativam até os mais hostis, como também a Evelyn, que ouve a história, e, a partir de então, resolve mudar algumas coisas em sua vida. Este filme mereceu duas indicações ao Oscar, e, três ao Globo de Ouro. O disco, infelizmente, está em tela cheia, e, com o som estéreo. Como extras, biografias e Making Of. A versão estendida está com 136 minutos de duração. Confiram!


“2 Filhos de Francisco”, em DVD

Depois das polêmicas notícias sobre os DVDs piratas deste filme, que passearam até no jato presidencial, finalmente, sai o disco oficial, e, pasmem!, numa edição de boa qualidade. A comovente história do início de carreira da dupla Zezé di Camargo e Luciano, que conta a vida da família, desde a infância pobre, no interior de Goiás, à batalha na cidade grande, a perda de um dos irmãos, até chegar ao apoteótico sucesso atual, foi mantida, no formato digital, com a mesma qualidade do cinema. O formato de tela é widescreen, e, o áudio, português Dolby Digital 5.1. Nos extras, 42 minutos de materiais, como Making Of, Documentário Zezé Di Camargo & Luciano, Cenas Excluídas, Erros de Gravação, e, Galeria de Fotos. A Sony apostou alto, com uma tiragem de 470 mil cópias. Vamos ver se a qualidade do disco, e, os materiais extras, convencem o espectador a comprar o original, ao invés do pirata. Chega dia 7 de dezembro.




FESTNATAL começa na próxima quinta-feira

Enquanto Natal mergulha na baboseira do Carnatal, um evento igualmente importante, começa, na próxima quinta-feira: o 15º Festival de Cinema de Natal, ou, como é mais conhecido, o FESTNATAL. A Mostra Competitiva premiará, com o troféu Estrela do Mar, 14 categorias de longa-metragem, duas categorias de curta-metragem de ficção e não ficção, e duas para o vídeo potiguar, em documentário e ficção. Outras mostras e eventos acontecerão, em paralelo, bem como oficinas e seminários. As homenagens do festival deste ano serão para a atriz Nathalia Timberg, e, homenagem póstuma a Grande Otelo. Para mais detalhes, sobre a programação dos filmes e eventos, consulte o site do festival: www.festnatal.com



“A Queda: As Últimas Horas de Hitler”, na Casa da Ribeira

A Casa da Ribeira, na sua programação da Sessão de Cinema e Psicanálise, exibe, nesta sexta-feira, dia 25, o filme “A Queda: As Últimas Horas de Hitler”, do diretor Oliver Hirschbiegel. Em 1942, a jovem Traudl Junge (Alexandra Maria Lara) foi selecionada para trabalhar como secretária pessoal de Hitler, na época, um dos homens mais poderosos do mundo. Três anos depois, em abril de 1945, o cenário era outro. Uma Alemanha dizimada resistia, como podia, ao avanço dos Aliados. Berlim sucumbia ante as tropas russas. Em meio a tudo isso, Hitler mantinha a sua pose e arrogância, ainda acreditando em uma hipotética vitória. O filme narra as últimas horas do ditador, do ponto de vista da jovem Traudl, que sobreviveu, para contar o que viu, no livro que serviu de base para este filme. Na Casa da Ribeira, às 19h.

I Ciclo de Palestras do Cineclube Natal

Cineclube Natal promove nos próximos dias 24, 25 e 26 o I Ciclo de Palestras. O evento será realizado no auditório Franco Jasielo, da Fundação José Augusto (Rua Jundiaí, 641, Tirol). As palestras, seguidas de debate, serão ministradas pelos professores Josimey Costa da Silva e Francisco Giovanni Rodriges e começarão às 19h. No sábado haverá exibição do filme Vidas Secas às 17h. O acesso será feito mediante a entrega de um quilo de alimento não perecível (exceto sal), válido para todo o evento. Os alimentos arrecadados serão entregues a entidades beneficentes da cidade. Na sexta-feira, dia 25, a palestra "O Cineclubismo: história e perspectivas", será proferida pelo jornalista e professor Francisco Giovanni Rodrigues. Giovanni atua no movimento cineclubista desde da década de 70, quando participou ativamente do Cineclube Tirol (1974 a 1982), sendo, também, idealizador do Cineclube Natal.






Filme recomendado: “Os Esquecidos”

A Volta dos Que Não Foram


O que você faria, se, ao acordar, de manhã, descobrisse que o seu filho de sete anos nunca existiu? E, mesmo que você lembrasse de cada minuto, de cada evento importante da vida dele, não existisse mais nenhuma evidência, foto, vídeo, ou, até mesmo, lembranças, na memória das pessoas que conviveram com ele? Este é o tema de “Os Esquecidos”, trama de suspense e ficção-científica, do diretor Joseph Ruben.

Kelly (Julianne Moore) é uma mulher atormentada pelas lembranças de Sam, o filho único, que morrera em um acidente aéreo, há pouco mais de um ano (“catorze meses e seis dias”, diz ela, garantindo poder precisar até as horas e minutos). Apesar do apoio do marido (Anthony Edwards, o doutor Greene, de “Plantão Médico”), Kelly é obrigada a recorrer ao suporte de um psiquiatra (Gary Sinise), já que as lembranças continuam dolorosamente presentes.

Um certo dia, coisas estranhas começam a acontecer, com Kelly. As fotos de Sam desaparecem, e, as fitas de vídeo, com os registros de aniversários e jogos, que ela assistia continuamente, simplesmente foram apagadas. E, pior, tanto o marido, como o médico, insistem em afirmar que ela jamais teve um filho, que tudo é fruto de uma imaginação doentia, afetada por um aborto, muitos anos atrás. Sem querer admitir, Kelly procura a vizinha, que, às vezes, tomava conta de Sam, mas, ela também não tem lembrança alguma do garoto.

Indignada, com o que parece ser uma conspiração orquestrada pelo marido, ela vai a uma biblioteca pública, procurar notícias do acidente, nos jornais da época. Para seu desespero, não há uma única referência a um acidente aéreo com crianças.

Transtornada, Kelly procura Ash (Dominic West), pai de Lauren, amiga do filho, desaparecida no mesmo acidente. O homem a reconhece, mas, afirma jamais ter tido filho algum. Pensando que ela é louca, ele resolve chamar a polícia. Antes que os policiais a levem, porém, Kelly consegue reavivar as lembranças de Ash, que resolve ajuda-la a fugir da polícia.

A partir daí, começa uma fuga desesperada, pois, além do marido de Kelly, a polícia, e, até o NSA, a agência de segurança nacional americana, iniciam uma perseguição.

Passo a passo, Kelly e Ash vão seguindo as pistas disponíveis, ao mesmo tempo em que tomam consciência de que algo muito maior está por trás do misterioso desaparecimento dos filhos, e, de suas memórias. Um homem assustador, que sobrevive a qualquer ataque, os segue em todas as ocasiões, enquanto as pessoas que tentam interferir, ou, ajudar, desaparecem, literalmente, no ar.

Finalmente, ao descobrir o que realmente está acontecendo, Kelly terá que enfrentar o maior dos seus desafios, tendo, como prêmio, a possibilidade de reencontrar o filho desaparecido.

Este filme, um suspense com elementos de ficção-científica, lembra, em muitos aspectos, o badalado “Matrix”, onde inteligências poderosas controlam o destino dos indefesos humanos.

A princípio, quando o espectador suspeita de que tudo seria uma armação do próprio governo americano, fica difícil imaginar que se poderia “apagar” todas as memórias e provas da existência de uma pessoa, mas, quando se pensa no universo virtual de “Matrix”, a coisa fica mais plausível (na ficção, pelo menos...). O que ninguém espera, é que a ligação materna com o filho seja mais forte do que qualquer intervenção sobre-humana.

O filme é bem conduzido, com um ritmo bem controlado, fotografia bem cuidada, mostrando ângulos pouco conhecidos de Nova York, mesclada com alguns efeitos especiais, e, principalmente, a atuação de um elenco experiente, capaz de passar a carga emocional que o roteiro exige.

A edição em DVD é de boa qualidade, tendo sido preservado o formato de imagem original, em widescreen anamórfico, e, o áudio em Dolby Digital 5.1. Nos extras, além dos comentários em áudio do diretor (com legendas), estão disponíveis, também, dois documentários, “Relembrando os Esquecidos), e, o Making Of, num total de 35 minutos, cenas excluídas, com um final alternativo, e, trailer de cinema.

“Os Esquecidos” é um thriller interessante, unindo mistério, ação e ficção-científica, que foge ao lugar comum da maioria das produções atuais. Vale à pena conferir.

Fim da infância em “Harry Potter e o Cálice de Fogo”


Dois e meio bilhões de dólares de arrecadação de toda a série, e, cem milhões de dólares apenas nos três primeiros dias de exibição do quarto filme. Numa cultura onde o dinheiro é o melhor indicador, não há dúvidas quanto ao êxito da série Harry Potter. Mas, o melhor é que, a grife do bruxinho vem rendendo obras cada vez melhores, como acontece hoje, com a estréia nacional de “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, e, do sexto livro da série, “Harry Potter e o enigma do Príncipe”, que chega às livrarias no sábado.

Percebe-se, desde o início de “Cálice de Fogo, que Harry Potter está crescendo. O bruxinho, que, ainda bebê, conseguiu derrotar o poderoso Você-Sabe-Quem, o lorde Voldemort, já não é mais criança. Aos 14 anos, o aspirante a bruxo, aluno da escola de Hogwarts, terá que enfrentar novos desafios, além de feiticeiros malignos e segredos misteriosos. Com os hormônios em alta, Harry (Daniel Radcliffe), Rony (Rupert Grint), Hermione (Emma Watson), e, seus amigos, começam a perceber a existência do sexo oposto, e, que não é tanto oposto assim. Mas, vamos aos “fatos”.

O ano de Harry começa empolgante, pois ele tem a chance de assistir a Copa Mundial de Quadribol, o maior evento esportivo do mundo dos bruxos. Mas, o evento é brutalmente interrompido, por um ataque dos Comensais da Morte, os seguidores de Lorde Voldemort, grupo que pensava estar extinto, com o desaparecimento do seu líder máximo. O ataque é um prenúncio de que coisas piores estão por vir.

Quando chegam em Hogwarts, Harry e os demais alunos são surpreendidos por uma novidade. Este ano, ao invés da tradicional disputa entre as casas da escola, acontecerá o Torneio Tribruxo, com a participação de alunos de duas outras entidades, a francesa Beauxbatons, e, a búlgara Durmstrang. Somente alunos acima de 17 anos poderiam competir, mas, estranhamente, Harry também é selecionado, embora o representante oficial de Hogwarts seja Cedrico Diggory (Robert Pattinson), o simpático e popular capitão do time de quadribol do Lufa-Lufa. Os dois irão competir com os representantes das escolas visitantes, Vitor Krum (Stanislav Yanevski), que irá mexer com o coração de Hermione, e, Fleur Delacour (Clémence Poesy), a linda e arrogante francesa.

Como se poderia esperar, a competição não será fácil para ninguém, principalmente para Harry, que, terá de enfrentar dragões e seres submarinos. Como se isso não fosse suficiente, Harry terá que enfrentar outros obstáculos, já que se apaixona pela linda Cho Chang (Katie Leung), mas, não consegue vencer a timidez e vê o adversário, Cedrico, tornar-se o namorado da moça.

A vida de Harry também não será fácil, em outros aspectos. Além do antipático professor Snape, e, do inimigo Draco Malfoy, surge, também, em Hogwarts, Rita Skeeter (Miranda Richardson), jornalista do Profeta Diário, que persegue o bruxinho, distorcendo as suas declarações, e, publicando fotos em que ele aparece da maneira mais desastrosa.

Um dos novos personagens a entrar na história é Olho-Tonto Moody (Brendan Gleeson), que será o novo professor de Defesa Contra Artes das Trevas, e, um dos aliados de Harry, no futuro. Outros personagens secundários, mas, nem por isso, menos interessantes, são Igor Karkarof (Pedja Bjelac), diretor de Durmstrang, e, Olímpia Maxime (Frances de La Tour), diretora de Beauxbatons. Olímpia, que também é uma meia-gigante, fará um inusitado par romântico com Hagrid.

Além dos atores adultos veteranos, os garotos estão cada vez mais à vontade, em seus papéis, em especial Rupert Grint, o Rony, e, a lindinha Emma Watson, que vive a sabichona Hermione. É neste filme que os dois começam a se descobrir, embora vá demorar um bocado até que se entendam. Daniel Radcliffe, bem mais crescido e seguro, andou tendo uns ataques de estrelismo, declarando não saber se iria querer atuar nos próximos capítulos da série. Alguém deve ter-lhe aplicado um puxão de orelhas, pois já voltou atrás, elogiando o personagem no último livro. Quem ganha dez milhões de dólares por filme, aos 16 anos, certamente está sujeito a essas coisas...

Mas, o personagem mais esperado é mesmo Lorde Voldemort, que retorna ao mundo dos vivos no clímax do “Cálice de Fogo”, interpretado por Ralph Fiennes, numa caracterização que nada tem a ver com o sofrido viúvo de “O Jardineiro Fiel”. Na cena mais forte do filme, num sombrio cemitério, ocorre a primeira morte da série, numa explosão da força malévola do senhor dos Comensais da Morte. Com roupas negras esvoaçantes, e, uma calva com palidez cadavérica, ele consegue ser a própria encarnação do Mal.

Esse é o tom deste filme, que foge ao ritmo de parque de diversões, que caracterizou o primeiro, e, o segundo filme. Claramente dirigidos a um público mais jovem, os dois capítulos iniciais, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, e, “Harry Potter e a Câmara Secreta”, dirigidos por Chris Columbus, sofreram uma forte compressão, para mostrar o máximo do mundo mágico de Hogwarts.

O terceiro filme, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, de Alfonso Cuarón, trouxe uma atmosfera mais sombria, crescendo com os fãs, trazendo mais seriedade ao mundo dos bruxos, reforçando a sensação de perigo, com os pavorosos Dementadores sugando a felicidade das pessoas.

O novo filme, “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, é o primeiro a ter um diretor inglês, Mike Newel, de “Quatro Casamentos e um Funeral”. Além de manter o clima sombrio, iniciado por Cuarón, Newel trouxe, também, o sutil humor inglês, presente nos livros de J. K. Rowling, a autora da série.

Diferentemente dos primeiros livros, que eram menos volumosos, “Cálice de Fogo” é muito extenso, e, a Warner cogitou fazer dois filmes, para explorar as diferentes tramas presentes no livro. Mas, a opção que prevaleceu foi a defendida pelo diretor, que preferiu abrir mão de tramas secundárias, em favor de um filme mais uniforme. O leitor certamente estranhará a ausência dos acontecimentos na casa dos tios de Harry, e, outros menos importantes. Isso, porém, não afetou o entendimento da história, que ficou menos fragmentada.

Os efeitos especiais, obviamente, estão presentes ao longo de todo o filme. São nada menos do que 1600 cenas, que tiveram efeitos de computação gráfica, para dar vida a todos os espantosos seres presentes no filme. Uma curiosidade chama a atenção: parte dos retoques em computação gráfica foram destinados a apagar as espinhas dos rostos dos adolescentes em cena, coisas que a maquiagem não deu conta...

E, nem bem o quarto filme chegou nos cinemas, a sua seqüência já está em andamento. “Harry Potter e a Ordem de Fênix”, o quinto livro da série, já tem diretor definido, o inglês David Yates, e, deve estrear em meados de 2007. Até lá, o fã da série tem que usar a imaginação, e, devorar o sexto livro, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, cuja edição em português chega às livrarias amanhã.






Sexto livro de Harry Potter chega às livrarias amanhã


Depois de uma espera dolorosa, para os leitores fanáticos das aventuras de Harry Potter, chega, amanhã, às livrarias, a versão em português do mais recente livro da série do famoso bruxinho. “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” é o sexto livro sobre Harry Potter, escrito por J. K. Rowling, a autora de maior sucesso literário nos últimos tempos. Diversas livrarias, em todo o Brasil, farão festas de lançamento, da sexta-feira para o sábado, que é o dia oficial do início das vendas.
“Harry Potter e o Enigma do Príncipe” parte do ponto onde o livro anterior parou, quando fica provado que o poder de Voldemort e dos Comensais da Morte, seus seguidores, cresce mais a cada dia. A violenta batalha entre o bem e o mal, que ocorre em pleno Ministério da Magia, provoca a morte de Sirius Black, o padrinho de Harry. A onda de terror provocada pelo Lorde das Trevas estaria afetando, até mesmo, o mundo dos trouxas (não-bruxos), e, sendo agravada pela ação dos Dementadores, criaturas mágicas aterrorizantes que 'sugam' a esperança e a felicidade das pessoas.
Harry, que acabou de completar 16 anos, parte rumo ao sexto ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde, além de cumprir suas tarefas normais, terá aulas particulares com o professor Dumbledore, o diretor da escola, e, o bruxo mais respeitado em toda comunidade mágica. Harry, longe de ser aquele menino magricela que vivia no quarto debaixo da escada na casa dos tios trouxas, agora é um dos principais nomes, entre aqueles que lutam contra Voldemort. Ao invés de ajudar, a fama o deixa cada vez mais isolado, à medida que se espalham os rumores de que ele é O Eleito, o único capaz de derrotar o Lorde das Trevas.
Além dos acontecimentos estranhos que cercam o colegio, como o atentado a dois estudantes, Harry terá que lidar com o time de quadribol, com as aulas de Poções Mágicas, para as quais ele recebe a misteriosa ajuda do livro do Príncipe, do título, e, das seus problemas sentimentais, já que, apaixonado até a raiz dos cabelos, vê a sua amada nos braços de outro! Além de administrar tudo isso, Harry ainda testemunhará a morte de um dos amigos queridos, o que o colocará, definitivamente, no mundo adulto.
Joanne Kathleen Rowling, ou JK Rowling, como é mais conhecida, já vendeu mais de 250 milhões de exemplares da série Harry Potter, traduzidos para 62 idiomas. Só a edição em inglês do último livro, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, lançada em julho, teve uma tiragem inicial de dez milhões de cópias, que devem se multiplicar, com as diversas publicações ao redor do mundo. A importância que os fãs dão à série é tamanha, que, poucos dias após o lançamento do livro original, já havia traduções (não-oficiais, é claro) circulando pela internet.
A aventura de Rowling começou numa viagem de trem, de Manchester para Londres, quando começou a idealizar a trama. Mas, ao casar com um jornalista português, mudou-se para Portugal, e, adiou o projeto de escrever o livro, que naquele momento tinha apenas os três primeiros capítulos prontos. Alguns anos depois, ela separou-se de Jorge Arantes, quando a filha tinha apenas três meses de idade, e, voltou para a Escócia, instalando-se em Edimburgo. E, foi lá que Harry Potter, finalmente, ganhou vida. A primeira edição inglesa do livro foi lançada em julho de 1997, com estrondoso sucesso de crítica e público.
Rowling ganhou, entre outros prêmios, o Nestle Smarties Book Prize Gold Medal, o FCBC Children´s Book Prize, o Birmingham Cable Children´s Book Award e o cobiçado British Book Awards Children´s Book of the Year.
Quando se comenta sobre o sucesso literário de J. K. Rowling (Joanne Kathleen, para quem não sabe), é difícil não comparar com outro campeão de vendas, Dan Brown, autor de “Código da Vinci”. Mas, enquanto Brown escreve livros que parecem sair de uma fôrma, sempre com a mesma estrutura, mudando apenas os nomes dos personagens e as situações em que se metem, a saga de Harry Potter é bem diferente.
Começando com “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, Rowling fez um livro de entrada, com uma ótica claramente voltada para o público infantil, apresentando o bruxinho e o mundo mágico que, tanto para o leitor, como para o personagem, era novo, e, apaixonante. À medida que foram sendo lançados os outros títulos, “Harry Potter e a Câmara Secreta”, “Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban”, “Harry Potter e o Cálice de Fogo”, “Harry Potter e a Ordem de Fênix”, e, finalmente, “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, o leitor pôde perceber que a obra crescia junto com o personagem, tornando-se mais sombria e pesada, embora, cada vez mais, atraente e empolgante.
Embora tenham sido recebidos com uma inexplicável reação negativa, por parte de alguns grupos religiosos conservadores, os livros de Harry Potter trouxeram, para a geração da tv e do videogame, o prazer de ler, de exercitar a imaginação, e, perceber que pode haver vida inteligente fora da internet.
Falta apenas mais um livro da série, onde a autora promete o desfecho da luta de Harry contra Voldemort. Até lá, muitos rumores irão circular, mundo afora, e, alguns deles, estão no site oficial da autora (www.jkrowling.com), com os comentários dela. Entre os sites não-oficiais, um dos mais divertidos é www.mugglenet.com, que, inclusive, é listado na página de Rowling.
Leia os livros, assista aos filmes, passeie na internet, pois, Harry Potter, mais que um modismo, veio para ficar, instalando-se nas mentes e nos corações daqueles que não tem medo de sempre ser crianças.