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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Coluna Claquete – 17 de dezembro de 2015


Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.com – www.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

 

O que está em cartaz

Que a Força esteja com vocês – principalmente hoje, dia da estreia mundial de “Star Wars: O Despertar da Força”. A Coluna Claquete está de volta à ativa, depois de dois meses de andanças no Primeiro Mundo. A outra estreia da semana é “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”. Teremos também a pré-estreia de “Macbeth: Ambição e Guerra”, além da reexibição do clássico “Blade Runner, o Caçador de Androides”. Continuam em cartaz “Pegando Fogo”, “Olhos da Justiça”, “No Coração do Mar”, “Jogos Vorazes: A Esperança Parte 2 - O Final”, “Bem Casados”, e “Quarto de Guerra”. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe “O Reino Gelado 2”, enquanto o Moviecom mantém “O Reino Gelado 2”.

Estreia 1: “Star Wars: O Despertar da Força”


“Star Wars: O Despertar da Força”, sétimo filme da franquia “Star Wars”, se passa trinta anos após os acontecimentos de “Episódio VI: O Retorno de Jedi”. Os novos heróis – vividos por Daisy Ridley e John Boyega, um ex-Stormtrooper, agora renegado – encontram um sabre de luz perdido no espaço e decidem devolver a relíquia ao seu dono – que mais tarde descobrem se tratar do lendário Luke Skywalker. Eles partem numa jornada, ao lado de Han Solo e Chewbacca, para reencontrar Luke. “Star Wars: Episódio VII” é dirigido por J.J Abrams, e roteirizado por Lawrence Kasdan e Abrams. Kathleen Kennedy, Abrams e Bryan Burk são os produtores, enquanto John Williams retorna como compositor. “Star Wars: O Despertar da Força” está em exibição nas Salas 1, 4 e 6 do Moviecom, Salas 2, 6 e 7 do Cinemark, Salas 1, 2, 3 e 4 do Natal Shopping. Classificação indicativa 12 anos. Exibição em 3D. (T. O.: “Star Wars: Episode VII - The Force Awakens”)

Estreia 2: “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”


Dave (Jason Lee) está prestes a se casar com Samantha (Kimberly Williams-Paisley), por mais que o filho dela não se dê muito bem com Alvin, Simon e Theodore. Eles decidem realizar o matrimônio em Miami, onde ficarão para a lua de mel, mas os pequenos esquilos não são convidados para a festa. É claro que o trio não ficará satisfeito e, por conta própria, resolve viajar até a cidade. A direção é de Walt Becker. “Alvin e os Esquilos: Na Estrada” está em exibição nas Salas 1 e 7 do Moviecom, Salas 4 e 7 do Cinemark, Sala 6 do Natal Shopping, e Sala 5 do Partage Norte Shopping. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas. (T. O.: “Alvin And The Chipmunks: Road Chip”)

Pré-Estreia: “Macbeth: Ambição e Guerra”


Macbeth (Michael Fassbender) é um general do exército escocês que trai seu rei após ouvir um presságio de três bruxas que dizem que ele será o novo monarca. Ele é altamente influenciado pela esposa Lady Macbeth (Marion Cotillard), uma figura manipuladora que sofre por não poder lhe dar filhos. Mais um filme inspirado na obra de William Shakespeare. A direção é de Justin Kurzel. “Macbeth: Ambição e Guerra” terá pré-estreia na Sala 3 do Natal Shopping. Classificação indicativa 16 anos. (T. O.: “Macbeth”)


Clássicos Cinemark: “Blade Runner, o Caçador de Androides”


No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los. A direção é de Ridley Scott. “Blade Runner, o Caçador de Androides” será exibido no Cinemark no sábado às 23h55 (Sala 3), no domingo às 11h20 (Sala 3), e na quarta-feira às 18h40 (Sala 5). Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Blade Runner”)

  

Especial: 38 anos de Star Wars

Nos idos de 1977, quando eu ainda era um jovem universitário em João Pessoa, fiquei empolgado ao ver o cartaz do saudoso Cine Municipal, anunciando um novo filme de ficção científica, “Guerra nas Estrelas”. Como naquela época não existia internet, as informações de cinema chegavam através de jornais, revistas especializadas e alguns raros programas de televisão.
A única coisa que eu sabia era que este novo filme deixava de lado o rigor científico de “2001: Uma Odisséia no Espaço”, e trazia muitas referências aos filmes de samurais, faroeste e da Segunda Guerra Mundial, além de brilhar na questão efeitos especiais.
Nem preciso dizer que adorei o filme, embora fosse adotada a fórmula do “vamos fazer de conta que tudo isso é real”. Claro, viagens acima da velocidade da luz, explosões no espaço (com som), gravidade artificial, e até os fantásticos sabres de luz que se comportavam como coisas sólidas, tudo isso ainda é fantasia total. Mas, o que importava mesmo era a diversão.
A história era super simples, com as peripécias do trio formado por Luke Skywalker (Mark Hamill), Princesa Lea (Carrie Fisher) e Han Solo (Harrison Ford), auxiliados pelo alien Chewbacca (Peter Mayhew) e os robôs R2-D2 (Kenny Baker) e C-3PO (Anthony Daniels), além da magnífica participação de Alec Guinness, como Obi-Wan Kenobi, e do vilão mais icônico – e querido – do cinema, Darth Vader, interpretado por David Prowse, e dublado por James Earl Jones.
O filme obteve um sucesso que surpreendeu a todos, principalmente o estúdio Fox, que por não dar importância ao tema e seus efeitos em nível mundial, permitiu que o diretor George Lucas tivesse todos os direitos sobre o filme – decisão da qual devem ter se arrependido muito, tendo em vista que foi este filme que inaugurou uma novidade na indústria do cinema, toda uma gama de brinquedos, games e acessórios baseados nos personagens da grife.
O filme arrecadou 775 milhões de dólares nas bilheterias (equivalente a um bi e meio de hoje), e com toda a grana que veio do merchandising, George Lucas abriu sua própria empresa de cinema, a Lucasfilm, além da empresa de efeitos especiais, a Industrial Light & Magic.
Sobre os efeitos especiais, é bom lembrar que, em 1977, a computação gráfica ainda era um sonho remoto, e tudo era feito literalmente “no braço”. As fantásticas imagens do primeiro filme usavam as técnicas da época, com miniaturas altamente elaboradas, que hoje, com a alta resolução dos equipamentos, parece coisa grosseira.
Ao sucesso inicial de “Guerra nas Estrelas”, logo vieram as sequências, “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno do Jedi” (1983). Depois disso, parecia que George Lucas dormiria nos louros – e ouros – de seus filmes, fazendo sucessivos lançamentos e relançamentos, que lhe valeram o apelido de George “Lucras”.
A explosão de efeitos digitais no cinema entusiasmou o cineasta a fazer uma nova trilogia, com os fatos que antecediam a trilogia anterior, e resultaram nos filmes “Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma” (1999), “Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones” (2002), e “Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005).
O sucesso da nova série levou Lucas a relançar a série original substituindo os efeitos por digitais. Só que ele enfureceu os fãs da série clássica ao modificar cenas importantes como o duelo de Han Solo no bar no primeiro filme, ou substituindo o rosto do personagem Anakyn no terceiro filme.
Além dos seis filmes, houve uma enxurrada de produtos no mercado relacionados ao universo de Star Wars, tornando-o um objeto de consumo para várias gerações de consumidores.
Embora a saga Star Wars seja um novelão sobre a família Skywalker, não há dúvidas que revolucionou a indústria do cinema, que deixou de produzir algo para exibir durante duas horas em uma sala de projeção, e criando imagens que tem uma extensa vida, não apenas como filme, mas também estampando milhares de outros produtos do dia a dia dos consumidores.
Em 2012, a Walt Disney Company comprou a Lucasfilm por 4,05 bilhões de dólares e anunciou uma nova trilogia de filmes, sendo que o primeiro capítulo dessa nova fase, sob o título de “Star Wars: O Despertar da Força”, que estreia hoje no mundo inteiro. Diferente das outras, esta nova trilogia terá um intervalo de dois anos entre um filme e outro, e durante esse intervalo, a Disney lançara filmes spin-off que se passam durante os episódios das trilogias.
  

Livros de cinema:

Cinefilia - Coleção Cinema, Teatro e Modernidade

Experiência íntima e ritual coletivo ao mesmo tempo, a cinefilia angariou muitos adeptos. Não se tratava apenas de ver os filmes, mas de discuti-los e situá-los numa história das formas artísticas. A partir de personalidades como Godard, Truffaut, Chabrol, Rivette e Bazin, e dos debates da Nouvelle Vague, Antoine Baecque refaz o percurso dos anos 1940 a 1960, abordando as principais publicações dedicadas à crítica de cinema, como os Cahiers du Cinéma e Positif. O livro mostra como a cinefilia conquistou seu lugar na história cultural do século XX ao inventar uma forma de ver e compreender o mundo através do cinema. A frequentação assídua à cinemateca dirigida por Henri Langlois e a multiplicação dos cineclubes foram alguns dos primeiros eventos que deram origem à cultura cinéfila de que o livro trata.  472 p. Editora Cosac & Naify.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray:


“Missão Impossível – Nação Secreta”

Ethan Hunt (Tom Cruise) descobre que o famoso Sindicato é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? O agente especial tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis. Como não poderia deixar de ser, Tom Cruise interpreta o agente Ethan Hunt pela quinta oportunidade. Ele e Ving Rhames são os únicos que apareceram em todos os filmes da franquia. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Mission: Impossible - Rogue Nation”)

“A Dama Dourada”

Década de 1980. Maria Altmann (Helen Mirren) é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro "Woman in Gold", de Gustav Klimt - retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista (Ryan Reynolds). O problema é que o quadro é considerado patrimônio nacional da Austria! O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Woman in Gold”)

“O Encontro”

Nas ruas de Nova York, vive George (Richard Gere). Ele está com a saúde fragilizado e não tem para onde ir. Ele se sente sufocado pela cidade. Quando George se refugia no maior abrigo de Manhattan, o Hospital Bellevue, ainda se sente perdido, pois o ambiente é hostil e está lotado. Ele conhece Dixon (Ben Vereen). Eles tornam-se grandes amigos e agora George volta a ter esperança e deseja se aproximar da filha. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Time Out of Mind”)

“Virando a Página”

Keith Michaels (Hugh Grant) já foi um roteirista de sucesso, vencedor do Oscar, mas décadas mais tarde, a fama desapareceu e ele enfrenta graves problemas financeiros. Por isso, este homem amargo e machista aceita dar aulas de roteiro para universitários, embora despreze a profissão de professor. Durante os cursos, ele deve lidar com a sua fama, com a falta de prática no ensino e com a atração pela mãe solteira Holly Carpenter (Marisa Tomei), que decide assistir às suas aulas. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “The Rewrite”)



quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Coluna Claquete – 13 de agosto de 2015

 

Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.com – www.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

 

O que está em cartaz

Guerras civis, êxodo de imigrantes, terrorismo, por que não chamam Ethan Hunt para resolver? Deve ser porque ele está no quinto filme da série, “Missão Impossível – Nação Secreta”, uma das estreias da semana. As outras são “A Escolha Perfeita 2” e “Sobre Amigos, Amor e Vinho”. Nesta semana teremos a pré-estreia da animação “O Pequeno Príncipe”, e reexibição de “A Bela e a Fera”. Continuam em cartaz “Quarteto Fantástico”, “Pixels”, “Homem-Formiga”, “Carrossel – O Filme”, e “Meu Passado Me Condena 2”. Nas programações exclusivas, o Moviecom exibe o terror “Sobrenatural: A Origem”, enquanto o Natal Shopping mantém “Jogada de Mestre”, “Divertida Mente”, “Minions”, e a comédia francesa “Que Mal Eu Fiz a Deus?”. Na seção Filme da Semana vejam a resenha do drama francês “Uma Nova Amiga”.

Estreia 1: “Missão Impossível – Nação Secreta”


Ethan Hunt (Tom Cruise) descobre que o famoso Sindicato é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? O agente especial tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis... Quinto filme da série “Missão Impossível”, por sua vez baseada em uma famosa série televisiva de mesmo nome, exibida nos anos 60. No elenco estão também Jeremy Renner, Ving Rhames, Simon Pegg, Rebecca Fergunson e Alec Baldwin. A direção é de Christopher McQuarrie. “Missão Impossível – Nação Secreta” está em exibição nas Salas 6 e 7 do Moviecom, Salas 2, 6 e 7 do Cinemark, Salas 1, 4 e 5 do Natal Shopping, e Salas 1, 4 e 6 do Partage Norte Shopping. Classificação indicativa 14 anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “Mission: Impossible - Rogue Nation”)

Estreia 2: “A Escolha Perfeita 2”


Após conquistarem o sucesso, as Barden Bellas ganham a oportunidade de se apresentar para ninguém menos que o presidente dos Estados Unidos. Só que o show é um grande fiasco, o que as torna uma vergonha nacional. Diante do ocorrido, as Bellas são proibidas de participar de competições no meio acadêmico e até mesmo de aceitar novas integrantes. A única saída de Beca (Anna Kendrick), Fat Amy (Rebel Wilson) & cia é vencer o campeonato mundial a capela, o que apagaria as punições aplicadas ao grupo. Mas há um problema: nunca uma equipe americana venceu o torneio. A direção é de Elizabeth Banks. “A Escolha Perfeita 2” será exibido na Sala 3 do Moviecom e Sala 5 do Partage Norte Shopping. Classificação indicativa 12 anos. Cópias dubladas. (T. O.: “Pitch Perfect 2”)

Estreia 3: “Sobre Amigos, Amor e Vinho”


Antoine Chevalier (Lambert Wilson) sofre um ataque cardíaco no dia em que comemora com amigos seu aniversário de 50 anos. Ele se dá conta que passou boa parte dos últimos anos tomando cuidados com a saúde e a aparência e, decepcionado com o acontecido, decide adotar um novo estilo de vida. A direção é de Eric Lavaine. “Sobre Amigos, Amor e Vinho” será exibido na Sala 3 do Natal Shopping no sábado e domingo às 12h00. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Barbecue”)

Pré-estreia: “O Pequeno Príncipe”


Uma garota acaba de se mudar com a mãe, uma controladora obsessiva que deseja definir antecipadamente todos os passos da filha para que ela seja aprovada em uma escola conceituada. Entretanto, um acidente provocado por seu vizinho faz com que a hélice de um avião abra um enorme buraco em sua casa. Curiosa em saber como o objeto parou ali, ela decide investigar. Logo conhece e se torna amiga de seu novo vizinho, um senhor que lhe conta a história de um pequeno príncipe que vive em um asteroide com sua rosa e, um dia, encontrou um aviador perdido no deserto em plena Terra. A direção é de Mark Osborne. “O Pequeno Príncipe” terá pré-estreia neste final de semana no Moviecom (Sala 5, 16h10), no Cinemark (Sala 3, 15h00 e Sala 7, 11h30), na Sala 3 do Natal Shopping. Classificação indicativa livre anos. Cópias dubladas. (T. O.: “The Little Prince”)

 

O Maravilhoso Mundo da Disney: “A Bela e a Fera”


Em uma pequena aldeia da França vive Belle, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelos moradores da localidade, e seu pai, Maurice, um inventor que é visto como um louco. Ela é cortejada por Gaston, que quer casar com ela. Mas apesar de todas as jovens do lugarejo o acharem um homem bonito, Belle não o suporta, pois vê nele uma pessoa primitiva e convencida. Quando o pai de Belle vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela. Quando Belle sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura. Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. “A Bela e a Fera” será exibido no Cinemark no sábado e domingo às 11h00 na Sala 3. Classificação indicativa livre. Cópia dublada, exibição em 3D. (T. O.: “Beauty and the Beast”)

 

 

Filme da Semana: “Uma Nova Amiga”

Nestes dias intolerantes que vivemos atualmente, é comum ouvir falar que “uma família normal é um homem e uma mulher”. Para quem enxerga o normal como o lugar-comum, pode até ser. Contudo, a vida e os seres humanos, como indivíduos, são tudo, menos o lugar-comum. É exatamente essa a provocação do interessantíssimo filme francês “Uma Nova Amiga”, do diretor François Ozon.
Os primeiros momentos do filme são estranhos, quando observamos uma jovem mulher ser maquiada e vestida de noiva, e subitamente percebemos que ela está morta. Nos oito minutos seguintes, num feito maravilhoso, que só cinema é capaz, tomamos noção da vida inteira dos personagens, suas origens, sentimentos e principais fatos, inclusive a morte de Laura (Ilsid Le Besco).
Claire, que fora a melhor amiga de Laura desde a infância, revela a promessa feita para ela no seu leito de morte, velar por seu marido, David (Romain Duris) e a filha recém-nascida, Lucie.
 Extremante perturbada com a morte da amiga, Claire não consegue se concentrar no trabalho, pegando alguns dias de folga. Ela resolve visitar David e Lucie, e tem um choque ao entrar na casa e encontra-lo vestido de mulher.
A primeira reação dela foi bem conservadora, chamando-o de pervertido, mas David explicou que sempre gostara de vestir-se de mulher, e que Laura sabia disso, mesmo antes de casarem. Além disso, ele queria que a filha sentisse a presença de uma mãe ao seu lado.
Ainda chocada, Claire cede ao pedido de David para não revelar o fato a ninguém. Aos poucos, ela começa a tornar-se cúmplice dele, a ponto de “batizá-la” de Virgínia. Os dois vão, pouco a pouco envolvendo-se nesta amizade estranha e íntima, que mexe com tudo aquilo que sempre estavam acostumados a viver.
O desenvolvimento da relação entre Claire e David (ou Virginia) torna-se perturbadora para ambos, na medida em que sentimentos adormecidos despertam, afetando também a relação deles com as outras pessoas.
O que torna o filme mais interessante, sem dúvida, é a construção dos personagens, que são tudo menos pessoas comuns. Enquanto David lida com seu desejo de ser uma mulher, ele também tem consciência que não interesse sexual por outros homens.
Por sua vez, Claire é de uma personalidade ainda mais complexa. Embora seja casada com Gilles (Raphaël Personnaz), fica evidente que havia algum sentimento mais forte que a amizade, que a ligava a Laura. Por isso, a coisa fica ainda mais confusa com a transformação de David em Virginia, trazendo-lhe fortes lembranças da amiga, mas despertando novos sentimentos, que ela mesma não consegue entender.
A história por si só já seria motivo para ir ao cinema, mas o filme também tem uma direção segura, do experiente diretor François Ozon, responsável também pelo excelente roteiro. Ozon já dirigiu diversos filmes interessantes, como “Swimmingo Pool – À Beira da Piscina”, “O Amor em Cinco Tempos”, “O Tempo Que Resta”, “Dentro de Casa”, e “Jovem e Bela”, entre outros.
Roman Duris, um jovem e experiente ator, já protagonizou muitos filmes, entre os quais a excelente trilogia “O Albergue Espanhol”, “Bonecas Russas” e “O Enigma Chinês”. Coube a ele o delicado encargo de encarnar David/Virginia, onde um pequeno deslize transformaria o seu personagem em algo caricato.
O também delicado papel de Claire exigiu muito de Anaïs Demoustier, que fizera papeis secundários em “As Neves de Kilimanjaro”, “Elles” e “O Palácio Francês”. Certamente ainda vamos ouvir falar muito desta moça.
Tecnicamente o filme é impecável, apresentando uma fotografia belíssima, e uma trilha sonora que ajuda o espectador a entrar no clima da história. Destaque para a canção “Une Femme Avec Toi”, interpretada por Nicole Croisille.
Infelizmente, este filme não é para todos os públicos. Não que haja qualquer coisa indecente ou grotesca nele. Apenas é uma história sobre pessoas normais com sentimentos diferentes. Como vivemos uma era onde a intolerância é cada vez mais explícita e disseminada, é bom ver uma história de amor diferente. Como diz o narrador do filme, o normal deveria ser uma relação de amor e harmonia. Sempre.
  

Livros de cinema:

Cinema ou Sardinha: Pompas Fúnebres

Além dos pensamentos sobre a sétima arte, Cabrera Infante também se dedica a escrever "Biografias íntimas" sobre grandes nomes do cinema, como a atriz Katherine Hepburn. Katharine Hepburn (uma Catalina que os amigos chamavam de Kate) foi, durante mais de sessenta anos, uma das atrizes mais conhecidas em toda parte e, com exceção de Greta Garbo, talvez a mais intrigante. A despeito de várias biografias e pelo menos duas autobiografias, uma delas intitulada “Eu, histórias da minha vida, que é típico, tudo dito e tudo escrito”, ela ainda é um pequeno enigma". 160 p. Editora Gryphus.




Lançamentos em DVD/Blu-Ray:


“Grandes Olhos”

O drama apresenta a história real da pintora Margaret Keane (Amy Adams), uma das artistas mais comercialmente rentáveis dos anos 1950 graças aos seus retratos de crianças com olhos grandes e assustadores. Defensora das causas feministas, ela teve que lutar contra o próprio marido no tribunal, já que o também pintor Walter Keane (Christoph Waltz) afirmava ser o verdadeiro autor de suas obras. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Big Eyes”)



“Garotas”

Marieme é uma menina de 16 anos que vive cercada de proibições: a censura do bairro, a lei dos meninos, os impasses da escola. Entretanto, as coisas parecem mudar quando ela encontra com três meninas que resolveram lutar por sua própria liberdade, o que ue faz com que ela mude o seu jeito de vestir, seu comportamento e saia da escola. Com elas, Marieme aprende a rir, gritar e aproveitar a sua juventude. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Bande de Filles”)



“Por uma Mulher”

Revirando as antigas fotos de família, Anne (Sylvie Testud) descobre uma foto antiga de seus pais, ao lado de um outro homem. Ela acaba descobrindo a existência de Jean (Nicolas Duvauchelle), irmão de seu pai, que todos acreditavam ter sido morto durante a guerra. Mesmo após o retorno surpreendente de Jean, todos questionam os motivos de sua sobrevivência: ele teria sido um traidor? Existem inimigos atrás dele? Enquanto convivem com este homem misterioso dentro de casa, a mãe de Anne, Lena (Mélanie Thierry) inicia uma relação amorosa com o suposto cunhado. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Pour une Femme”)

“Pássaro Branco na Nevasca”

Eve Connors (Eva Green), mãe de Katrina (Shailene Woodley) abandona a família, deixando todos em estado de choque. Kat e seu pai tentam colocar a vida em dia, mas logo a jovem começa a ter sonhos perturbadores. Aos poucos, ela irá perceber que há uma verdade terrível por trás do desaparecimento da mãe. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “White Bird in a Blizzard”)