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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Coluna Claquete – 21 de fevereiro de 2014



Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.comwww.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

O que está em cartaz

Enquanto a insanidade toma conta do Brasil e do mundo, a tolerância parece estar de férias em Plutão. Enquanto isso, nos cinemas, as estreias da semana são o premiado drama “12 Anos de Escravidão”, a esperado ficção “Robocop”, de José Padilha, o épico “Pompéia”, e o drama francês “Um Castelo na Itália”, na Sessão Cine Cult. Continuam em cartaz a aventura “Caçadores de Obras-Primas” (vejam na seção Filme da Semana), o drama “Philomena”, o épico “Hércules”, a animação “Uma Aventura Lego”, os dramas “Trapaça”, e “A Menina Que Roubava Livros”. Nas programações exclusivas, o Cinemak exibe “Muita Calma Nessa Hora 2”, e o Moviecom mantém o thriller “Operação Sombra – Jack Ryan”, e “Frozen – Uma Aventura Congelante”. Recomendo confirmar a programação de cada cinema em seu respectivo site antes de sair de casa.

Estreia 1: “12 Anos de Escravidão


Esta história, baseada em fatos reais, apresenta Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um escravo liberto que é sequestrado em 1841 e forçado por um proprietário de escravos (Michael Fassbender) a trabalhar em uma plantação na região de Louisiana, nos Estados Unidos. Ele é resgatado apenas doze anos mais tarde, por um advogado (Brad Pitt). Filme ganhador do BAFTA de Melhor Filme e Melhor Ator, e do Globo de Ouro de Melhor Filme, além de estar indicado para nove categorias de premiação no Oscar 2014, incluindo Melhor Filme, Ator e Diretor. A direção é de Steve McQueen. “12 Anos de Escravidão” estreia nesta sexta-feira, na Sala 7 do Moviecom, Sala 1 do Cinemark, e Sala 3 do Natal Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “12 Years a Slave”)

 

Estreia 2: “Robocop


2028. Já há vários anos os drones têm sido usados para fins militares mundo afora e agora a empresa OmniCorp deseja que eles sejam usados também para o combate ao crime nas grandes cidades. Entretanto, esta iniciativa tem recebido forte resistência nos Estados Unidos. Na intenção de conquistar o povo americano, Raymond Sellars (Michael Keaton) tem a ideia de criar um robô que tenha consciência humana, de forma a aproximá-lo à população. A oportunidade surge quando o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) sofre um atentado, que o coloca entre a vida e a morte. A direção é do brasileiro José Padilha. “Robocop” estreia nesta sexta-feira nas Salas 1 e 4 do Moviecom, Salas 2 e 7 do Cinemark, Salas 1 e 5 do Natal Shopping, e Salas 3 e 6 do Norte Shopping. Classificação indicativa 14 anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “Robocop”)

Estreia 3: “Pompéia


“Pompéia” conta a história épica de Milo (Kit Harington), um escravo que tornou-se um gladiador e se encontra em uma corrida contra o tempo. Ele precisa salvar seu verdadeiro amor Cassia (Emily Browning), a bela filha de um comerciante rico que foi prometida a um corrupto senador romano, em meio a destruição da cidade de Pompeia causada pela erupção do Monte Vesúvio. A direção é de Paul W. S. Anderson. “Pompéia” estreia nesta sexta-feira na Sala 6 do Moviecom, Sala 6 do Cinemark, Sala 2 do Natal Shopping, e Sala 4 do Norte Shopping. Classificação indicativa 12 anos. Exibição em 3D, cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “Pompeii”)

 

Estreia 4: “Um Castelo na Itália (Sessão Cine Cult)


Louise (Valeria Bruni Tedeschi) vive uma situação inusitada: ao mesmo tempo em que espera seu primeiro filho, precisa cuidar do irmão Ludovic (Filippo Timi), que está à beira da morte no hospital. Paralelamente, ela ainda precisa lidar com a vida ao lado de seu amado Nathan (Louis Garrel) e com as negociações com o restante da família para a venda do castelo de seu pai, localizado na Itália. A direção é de Valeria Bruni Tedeschi. “Um Castelo na Itália” será exibido na terça-feira (25/02) e quinta-feira (27/02), na Sala 3 do Cinemark, na sessão de 20h10. Classificação indicativa dez anos. (T. O.: “Un Château en Italie”)

 

Filme da Semana: “Caçadores de Obras-primas”


Nas centenas de filmes que tem como tema a Segunda Guerra Mundial, o enfoque é, quase sempre, algum ato heroico dos americanos, ou, o sofrimento dos judeus mortos nos campos de extermínio. O filme “Caçadores de Obras-primas”, entretanto, mostra uma faceta interessante da guerra, baseada em fatos reais, e que traz alguns questionamentos interessantes sobre o valor de uma obra de arte.
Não é incomum vermos notícias sobre leilões de objetos de arte cujas cifras alcançam milhões de dólares, geralmente peças de grandes mestres que resistiram ao tempo e às calamidades – muitas delas causadas pelo homem, principalmente por sua intolerância.
Durante séculos obras raríssimas foram destruídas simplesmente por serem consideradas heréticas. Isso aconteceu na Alexandria, na Florença de Savonarola, na América pelos missionários espanhóis, e também na Alemanha nazista, e nos países por ela invadidos, por ocasião da Segunda Guerra Mundial.
Entre suas várias loucuras, Adolf Hitler, que considerava-se um artista injustiçado, em sua ascensão ao poder, vislumbrou construir o maior museu de arte do mundo, o Führermuseum, em Linz, sua cidade natal. Esse seria o mausoléu que o eternizaria no Reich de Mil Anos. Para preenchê-lo, à medida que invadia os países vizinhos, seus agentes iam recolhendo importantes obras de arte de mestres clássicos, retirados de museus ou confiscados de coleções particulares.
As obras de arte feitas por judeus, ou artistas de escolas modernas, cubistas, etc., eram consideradas como “arte degenerada”, e o destino era a destruição imediata – e milhares de obras foram queimadas nos pátios dos museus e galerias, enquanto as outras eram contrabandeadas para locais secretos da Alemanha. Estima-se que cinco milhões de obras de arte foram confiscadas e enviadas para a Alemanha, e muitas delas jamais foram recuperadas.
Preocupados com o destino desse importante legado cultural, um grupo de homens e mulheres de 13 nações, quase todos apresentando-se como voluntários, serviram na seção Monuments, Fine Arts and Archives, ou MFAA, recebendo o apelido de “Monument Men”. A maioria não tinha experiência militar, já passava da meia idade, mas eram diretores ou curadores de museus, estudiosos, professores de artes, artistas, arquitetos e arquivistas. Seu objetivo era salvar o que fosse possível da cultura da Europa em meio à insanidade da guerra.
O grupo inicial, de cerca de sessenta pessoas, deparava-se com uma tarefa hercúlea e quase impossível, já que a Europa ainda vivia um ambiente infernal de combates e bombardeios, e enquanto a maioria dos homens preocupava-se em matar o maior número de inimigos, aqueles poucos abnegados insistiam em penetrar nos campos de batalha para salvar objetos de arte. Daí a grande pergunta, repetida incontáveis vezes: valia à pena arriscar a vida por uma obra de arte?
O filme “Caçadores de Obras-primas” é uma romantização destes eventos, baseada no livro “The Monuments Men: Allied Heroes, Nazi Thieves and the Greatest Treasure Hunt in History”, de Robert Morse Edsel, que trouxe à luz este aspecto da guerra desconhecido por muitos.
George Clooney dirigiu e protagonizou o filme, junto com uma simpática trupe de grandes atores, alguns deles já participantes da série “Onze Homens e um Segredo”: Matt Damon, Bill Murray, John Goodman, Bob Balaban, Hugh Bonneville, e o rosto francês do momento em Hollywood, Jean Dujardin, que ficou conhecido mundialmente com “O Artista”. O grande destaque feminino ficou com Cate Blanchett, que vive a francesa que trabalhou como voluntária e registrou meticulosamente todas as peças roubadas do museu Jeu de Paume, ajudando muito o esforço para recuperação destas obras.
O filme recebeu algumas críticas por fugir da precisão histórica, mas, se optasse por este caminho não seria cinema, e sim documentário jornalístico. A história segue um pequeno grupo de voluntários que embrenha-se pela Europa ainda fervilhante de homens em guerra, procurando pistas das obras de arte roubadas.
Embora seja bem hollywoodiana, mostrando rostos bonitos e uma guerra “limpa” e sem sangue, “Caçadores de Obras-primas” tem o grande mérito de chamar a atenção do mundo para mais um aspecto nocivo dos conflitos (existe algum que não seja nocivo?) que é o saque feito pelos invasores.
Como já havia observado antes, no filme é levantada a questão do valor de uma obra de arte. Não está se tratando apenas dos milhões da venda de uma obra-prima. Como disse o Monument Man George Stout, que inspirou o personagem vivido por Clooney, “Esses monumentos não são apenas coisas bonitas, meros sinais valiosos do poder criativo do homem. Eles são expressões de fé, e representam a luta do homem para se relacionar com seu passado e com seu Deus”.
As expressões artísticas de um povo, seja um quadro de Di Cavalcanti ou um boneco de barro de Caruaru, composições de Villa-Lobos ou de algum sertanejo, todo esse conjunto ajuda a compor a identidade artística, e consequentemente, parte significativa da cultura de uma nação. Destruir, apagar, esquecer, denegrir, ou ignorar essas formas de arte significa destruir todo um passado importantíssimo, por mais que tenhamos nossas preferências pessoais.
É importante assistir “Caçadores de Obras-primas” para lembrar os erros do passado, e evitar que sejam repetidos no futuro.


Livros de cinema:

“1001 Noites no Cinema”, de Pauline Kael (Coletânea organizada por Sérgio Augusto)

Coletâneas de críticos de cinema são um gênero pouco popular, mas uma crítica conseguiu a proeza se tornar uma das principais atrações de uma das principais revistas do mundo: a nova-iorquina Pauline Kael, escrevendo para a New Yorker. Também, pudera: com sua abordagem anárquica, que evocava em primeiro lugar o prazer de um bom filme, a crítica popularizou o cinema no debate intelectual dos anos 1970 e 80, e foi central para a divulgação dos diretores da chamada “Nova Hollywood” – Coppola, Scorsese, Spielberg, etc. Toda a inteligência e charme de seus textos está nessa coletânea de Sérgio Augusto, verdadeiro banquete para os cinéfilos. 575 p – Editora Companhia das letras.

Lançamentos em DVD/Blu-Ray:

Coleção “Cinema Paradiso” (2 DVDs)

Giuseppe Tornatore trouxe para as telas a história do garoto Totó, que vive num vilarejo do interior da Itália, durante a Segunda Guerra. Sua principal diversão é passar o tempo no Cinema Paradiso, fazendo companhia ao projecionista Alfredo (Phillipe Noiret), que o ensina a amar a Sétima Arte, mudando a sua vida para sempre. A Coleção Cinema Paradiso traz as duas versões desse grande sucesso – a de cinema, exibida originalmente no Brasil, e a estendida, com mais de 50 minutos de cenas inéditas. O box traz os filmes com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1, e, como extras, Conferência de Imprensa no Festival de Cannes, Entrevistas, Depoimento de Rubens Ewald Filho, Cinema de Rua, Vida e Obra de Giuseppe Tornatore. (T. O.: “Nuovo Cinema Paradiso”)

“Temporada de Caça”

O americano Benjamin Ford (Robert De Niro) é um veterano da Guerra da Bósnia, que decide morar em uma cabana isolada na floresta para esquecer os traumas dos anos de combate. Mas as lembranças vêm persegui-lo na figura de Emil Kovac (John Travolta), um militar bósnio que pretende acertar contas com Ford. Logo começa um longo combate físico e psicológico entre os dois. A direção é de Mark Steven Johnson Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Killing Season”)

“Mergulhando Fundo”

Austrália, 1970. Os irmãos Fisher, Andy (Sam Worthington) e Jimmy (Xavier Samuel), tem uma grande paixão: surfar ondas grandes. Quando crianças, sua mãe fugiu para uma cidade pacata do litoral onde havia algumas das ondas mais desafiadoras e perigosas do mundo. Lá, os meninos aperfeiçoaram suas habilidades de surf, sempre buscando a onda perfeita. Ao crescer e para fugir de uma vida de crimes e dividas, os irmãos apostam em uma grande invenção, um negócios artesanal de marca de surf. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Drift”)

“O Velho Fuzil”

“O Velho Fuzil”, de Robert Enrico, é um dos mais importantes filmes franceses das últimas décadas. França, 1944, nos estertores da ocupação alemã. O médico Julien Dandieu tenta proteger sua família, levando-a para o campo. Mas, um dia, sem que ele possa reagir, os nazistas matam sua esposa e sua filha, diante de seus olhos. Então, ele resolve se vingar, usando apenas um velho fuzil. “O Velho Fuzil” é uma história de amor sublime valorizada pelas excelentes atuações de Romy Schneider e Philippe Noiret. Filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 2.0. (T. O.: “Le Vieux Fusil”)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Coluna Claquete – 14 de fevereiro de 2014


 

Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

A semana termina em luto, com a morte sem sentido do cinegrafista Santiago Andrade. As estreias da semana são a aventura “Caçadores de Obras-Primas”, o drama “Philomena”, e a ópera “Royal Opera House: La Bohème”. Continuam em cartaz o épico “Hércules”, o thriller “Operação Sombra – Jack Ryan” (vejam na seção Filme da Semana), a animação “Uma Aventura Lego”, os dramas “Trapaça”, “A Menina Que Roubava Livros”, e “O Lobo de Wall Street”. Nas programações exclusivas, o Cinemak exibe “Muita Calma Nessa Hora 2”, e “Ninfomaníaca – Volume 1”, na Sessão Cine Cult, o Moviecom “Frozen – Uma Aventura Congelante”, “47 Ronins”, “Frankenstein – Entre Anjos e Demônios”, e “Tarzan – A Evolução da Lenda”, e o Cinépolis Natal Shopping “Gravidade” em sessões especiais. Recomendo confirmar a programação de cada cinema em seu respectivo site antes de sair de casa.

Estreia 1: “Caçadores de Obras-Primas


Baseado nos fatos reais de uma das maiores caças ao tesouro da história, “Os Caçadores de Obras-Primas” é um filme de ação que conta a jornada de um pelotão da Segunda Guerra Mundial, liderado por Frank Stokes (George Clooney), em direção à Alemanha para resgatar obras-primas de arte das mãos de ladrões nazistas e devolvê-las aos seus verdadeiros donos. Seria uma missão impossível: com as peças presas em território inimigo, e os alemães com ordens de destruir tudo, como este grupo - de sete diretores de museus, curadores e historiadores de arte, mais familiarizados com Michelangelo que com uma M-1 -- poderiam ter êxito? Os Caçadores de Obras-Primas, como são chamados, se encontrarão em uma corrida contra o tempo para evitar a destruição de mil anos de cultura, eles arriscarão suas vidas para proteger e defender as maiores conquistas da humanidade. A direção é de George Clooney. “Caçadores de Obras-Primas” estreia nesta sexta-feira, na Sala 4 do Moviecom, Sala 1 do Cinemark, Sala 6 do Natal Shopping, e Sala 4 do Norte Shopping. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “The Monuments Men”)

 

Estreia 2: “Philomena


Irlanda, 1952. Philomena Lee (Sophie Kennedy Clark), é uma jovem que tem um filho recém-nascido quando é mandada para um convento. Sem poder levar a criança, ela o dá para adoção. A criança é adotada por um casal americano e some no mundo. Anos mais tarde, após sair do convento, Philomena (Judi Dench) começa uma busca pelo seu filho, junto com a ajuda de Martin Sixsmith (Steve Coogan), um jornalista de temperamento forte. Ao viajar para os Estados Unidos, eles descobrem informações incríveis sobre a vida do filho de Philomena e criam um intenso laço de afetividade entre os dois. A direção é de Stephen Frears. “Philomena” estreia nesta sexta-feira na Sala 5 do Cinemark, e Sala 5 do Natal Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Philomena”)

Estreia 3: “Royal Opera House: La Bohème


A ópera “La Bohème”, de Giacomo Puccini, estará em cartaz esta semana, em sessões especiais. A clássica obra do compositor italiano é considerada uma das mais comoventes e completas obras do romantismo italiano. Criada em 1896, por Giacomo Puccini, a ópera representa a romântica boemia parisiense e cativa o público desde sua estreia, em 1987. Rodolfo, um poeta sem dinheiro, e a costureira Mimi se apaixonam à primeira vista. Mas a felicidade do casal é ameaçada quando ele descobre que a amada está gravemente doente. Como pano de fundo, a romântica Paris de 1830. “Royal Opera House: La Bohème” será exibido sábado e domingo (11h00), terça-feira (15h00) e quinta-feira (19h00) na Sala 4 do Cinemark. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Royal Opera House: La Bohème”)

 

Sessão Cine Cult: “Ninfomaníaca – Volume 1


Bastante machucada e largada em um beco, Joe (Charlotte Gainsbourg) é encontrada por um homem mais velho, Seligman (Stellan Skarsgard), que lhe oferece ajuda. Ele a leva para sua casa, onde possa descansar e se recuperar. Ao despertar, Joe começa a contar detalhes de sua vida para Seligman. Assumindo ser uma ninfomaníaca e que não é, de forma alguma, uma pessoa boa, ela narra algumas das aventuras sexuais que vivenciou para justificar o porquê de sua auto avaliação. A direção é de Lars Von Trier. “Ninfomaníaca – Volume 1” será exibido na terça-feira (18/02) e quinta-feira (20/02), na Sala 7 do Cinemark, na sessão de 19h50. Classificação indicativa 18 anos. (T. O.: “Nymphomaniac : Volume I”)

 

Filme da Semana: “Operação Sombra – Jack Ryan”

É curioso como certos personagens precisam ser reintroduzidos no cinema – a isso chama-se reboot – e o analista da CIA criado pelo escritor Tom Clancy, vivido nas telas por quatro atores diferentes, ganha mais um novo recomeço com o filme “Operação Sombra – Jack Ryan”.
O personagem apareceu a primeira vez – no livro e no cinema – em “Caçada ao Outubro Vermelho”, de 1989. Fruto da Guerra Fria, a história escrita por Tom Clancy é sobre um comandante da marinha russa, Mark Ramius (Sean Connery), que foge da Rússia com um submarino experimental, recebendo a ajuda de um jovem analista da CIA, que convence seu chefe (James Earl Jones) a proteger os fugitivos russos.
As aventuras seguintes são “Jogos Patrióticos” (1992) e “Perigo Real e Imediato” (1994), onde o personagem, bem mais experiente e importante na CIA, é vivido por Harrison Ford.
Jack Ryan voltaria às telas em 2002, em “A Soma de Todos os Medos”, também baseado no livro homônimo de Clancy, mas trazendo o personagem como um novato na CIA. Investigando um possível ato de terrorismo atômico em território americano, Ben Affleck vive o personagem, enquanto Morgan Freeman encarna o chefão da CIA.
No filme atual, que não é baseado em nenhum livro de Clancy, o herói é vivido por Chris Pine, com seu jeito de moleque bem comportado, que motivado pelo ataque de 11 de Setembro larga o doutorado em Londres para se juntar aos Marines no Afeganistão. Devido a um grave ferimento que quase o deixa paralítico, ele passa por uma dolorosa reabilitação, mas consegue namorar sua médica, Cathy (Keira Knightley).
Seu comportamento no hospital intriga Thomas Harper (Kevin Costner), um figurão da CIA, que o convida para retornar aos estudos e fazer alguns trabalhos para a Agência, sem que ninguém saiba, nem mesmo Cathy.
Trabalhando em uma corporação financeira de Wall Street, Jack desconfia de uma série de transações feitas a partir de uma empresa russa comandada por Viktor Cheverin (Kenneth Branagh), e suspeita de uma possível ação terrorista em território americano.
Jack, então, recebe a incumbência de ir a Moscou, para investigar na própria empresa de Cheverin as tais contas. Na chegada, já sofre uma tentativa de assassinato que lembra muito a luta inicial de Daniel Craig no reboot de James Bond em “007 – Cassino Royale”.
As semelhanças com o espião inglês não param por ai, já que o comedido analista torna-se, de uma hora para outra, em um combativo agente operacional, enfrentando guardas armados, desafiando o gênio do crime, e participando de perseguições desenfreadas pelas ruas de Moscou e Nova York.
Chris Pine consegue se sair bem como o agente novato, e tem uma boa química com Keira Knightley, embora esta dê vida a uma personagem bem diferente da que foi interpretada por Anne Archer. Costner, por sua vez, não fica a dever aos antecessores James Earl Jones e Morgan Freeman como o mentor de Ryan.
O terço final do filme desanda para uma série de ações desenfreadas, que divergem das histórias anteriores de Tom Clancy, mas, que são bem aceitas pelo público dos cinemas de hoje, amantes de cenas de ação e efeitos especiais.
Para este público, que não se preocupa muito com os eventuais “furos” do roteiro, “Operação Sombra – Jack Ryan” oferece diversão quase ininterrupta, prometendo – quem sabe? – novas aventuras do herói sem que precise de novos reboots.


Livros de cinema:

“Como Ver um Filme” – Ana Maria Bahiana

Como Ver Um filme é o livro certo para quem gosta ou quer conhecer mais sobre cinema. Repleto de exemplos e de histórias interessantes, o livro percorre com leveza o grande mosaico da sétima arte e dá ao leitor as primeiras referências para ver um filme com olhos mais treinados. Curiosidades, descrição dos gêneros dos filmes, fatos históricos, o livro enfoca todos os detalhes desde a concepção da ideia do filme ás fases de produção e distribuição... Ana Maria Bahiana junta um material gostoso de ler e acessível para qualquer pessoa. 224 p – Editora Nova Fronteira.



Lançamentos em DVD/Blu-Ray:

“Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos”

Clary Fray (Lilly Collins) presenciou um misterioso assassinato, mas ela não sabe o que fazer porque o corpo da vítima sumiu e parece que ninguém viu os envolvidos no crime. Para piorar a situação, sua mãe desapareceu sem deixar vestígios e agora ela precisa sair em busca dela em uma Nova Iorque diferente, repleta de demônios, magos, fadas, lobisomens, entre outros grupos igualmente fantásticos. Para ajudá-la, Fray conta com os amigos Simon (Robert Sheehan) e o caçador de demônios Jace Wayland (Jamie Campbell Bower). Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “The Mortal Instruments: City of Bones”)

“Bling Ring: A Gangue de Hollywood”

Nicki (Emma Watson), Marc (Israel Broussard), Rebecca (Katie Chang). Sam (Taissa Farmiga) e Chloe (Claire Julian), entre outros jovens de Los Angeles têm em comum uma vida meio vazia, de pais ausentes, como Laurie (Leslie Mann), mãe de Nicki, que não tem a menor noção do que as filhas estão fazendo nas ruas, durante o dia e, pior, durante a noite. O grupo começa a fazer pequenos assaltos na casa dessas pessoas, quando descobrem que entrar nas residências deles não é nada difícil. Cada vez mais empolgados com "os ganhos", o volume dos saques desperta a atenção das autoridades, que decidem dar um basta nos crimes dessa garotada sem limites. Baseado em fatos reais. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “The Bling Ring”)

“Austenland”

Com mais de 30 anos de idade, Jane Hayes (Keri Russell) não consegue encontrar um namorado, porque nenhum homem lhe parece à altura de seu grande ídolo: o Sr. Darcy, personagem criado por Jane Austen no romance Orgulho e Preconceito. Um dia, ela decide gastar todas as suas economias e voar ao Reino Unido, onde existe um resort especializado em acolher as mulheres apaixonadas pelas histórias de Austen. Lá, ela descobre que o homem do seus sonhos pode se tornar uma realidade. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Austenland”)

“Um Drinque à Amizade”


Kate (Olivia Wilde) e Luke (Jake Johnson) são funcionários de uma fábrica de cerveja. Com gostos parecidos, os dois sempre flertaram um com o outro, mas nunca entraram em um relacionamento, porque Luke está pensando em se casar com sua namorada, e Kate namora um produtor musical. Mas quanto mais eles bebem, mais ficam abertos à possibilidade de saírem juntos. Filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Drinking Buddies”)