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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Coluna Claquete – 16 de janeiro de 2015


Newton Ramalho

colunaclaquete@gmail.com – www.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete


O que está em cartaz

Começamos o ano pranteando os mortos pela estupidez humana, que mistura coisas como liberdade de expressão e defesa dos ideais religiosos. As estreias da semana nos cinemas são a animação “Os Pinguins de Madagascar”, e o drama “Invencível”, dirigido por Angelina Jolie. Neste final de semana teremos a reexibição de “Aviões”. Continuam em cartaz a comédia nacional “Loucas Pra Casar”, com Ingrid Guimarães e Márcio Garcia, a aventura “Uma Noite no Museu 3 – O Segredo da Tumba”, o épico “Êxodo: Deuses e Reis”, a animação “Operação Big Hero”, e a comédia nacional “Os Caras de Pau em O Misterioso Roubo do Anel”. Nas programações exclusivas, o Moviecom mantém a aventura “O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos”. Na seção Especial, prévia do Oscar com três títulos com indicações. 

Estreia 1: “Invencível”

O filme conta a história real de Louis Zamperini (Jack O'Connell), filho de imigrantes italianos e corredor olímpico que é preso e torturado pelos japoneses, durante a Segunda Guerra Mundial. Em 1943, o avião em que estava cai no Oceano Pacífico devido falha mecânica, e o soldado consegue sobreviver seis semanas no mar dentro de um bote. Ele é resgatado pelos japoneses e mantido preso até o desfecho da guerra. O filme é uma adaptação do livro Invencível: Uma História de Sobrevivência, Resistência e Redenção, escrito por Laura Hillenbrand. O verdadeiro Louis Zamperini morreu em 3 de julho de 2014, aos 97 anos. A direção é de Angelina Jolie. “Invencível” está em exibição nas Salas 4 e 6 do Natal Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Unbroken”) Veja o trailer.

Estreia 2: “Pinguins de Madagascar”

Super espiões não nascem – são chocados! Em “Pinguins de Madagascar”, o público vai descobrir os segredos dos mais adoráveis e misteriosos pinguins do mundo da espionagem. Capitão, Kowalski, Rico e Recruta vão ter que juntar forças com uma agência de espiões, a Vento do Norte, que protege os animais, e é liderada pelo Agente Secreto (a gente até podia contar o nome dele, mas aí... você sabe) para impedir que o vilão Dr. Otavius Brine consiga dominar o mundo. Os adoráveis pinguins, que são coadjuvantes nos filmes Madagascar, já ganharam um seriado na TV e agora um longa-metragem só deles. A direção é de Simon J. Smith e Eric Darnell. “Pinguins de Madagascar” está em exibição nas Salas 6 e 7 do Moviecom, nas Salas 2 e 6 do Cinemark, Salas 1, 2 e 5 do Natal Shopping, e Salas 1 e 2 do Partage Norte Shopping. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas, exibição em 2D e 3D. (T. O.: “The Penguins of Madagascar”) Veja o trailer.


O Maravilhoso Mundo da Disney: “Aviões”

Dusty é um avião que trabalha pulverizando plantações. Seu grande sonho é participar de corridas internacionais, ao lado de alguns dos mais famosos competidores, mas seu medo de altura e a própria composição da carroceria impedem que esta vontade se torne realidade. Sabendo do sonho do amigo, Chug busca a ajuda de Skipper, um reservado avião que, devido a um acidente no passado, não consegue mais voar. Após muita insistência, Skipper aceita ser o mentor de Dusty nesta empreitada. “Aviões” será exibido na Sala 4 do Cinemark no sábado e domingo às 12h50. Classificação indicativa livre. Cópia dublada. (T. O.: “Planes”) Veja o Trailer.


Especial: Prévia do Oscar 

Sempre nesta época do ano, quando avizinha-se a premiação do Oscar, os meus amigos solicitam minha opinião sobre os concorrentes, meu palpite sobre os ganhadores, se este título é melhor que aquele, etc.. Sempre tenho que lembrar que cada premiação desta tem um corpo de jurados diferente, com motivações e regras exclusivas.
Assim, nem sempre o aclamado ganhador de Melhor Filme agradará a maioria dos espectadores, muito menos a crítica especializada. Corro sempre o risco de perder alguns amigos intelectuais do cinema por afirmar que “O Pagador de Promessas” mereceu a Palma de Ouro em Cannes. O que importa, no final das contas, é a opinião única e inabalável do espectador.
Dito isto, vamos analisar rapidamente quatro títulos que estarão entre os concorrentes nas várias categorias da premiação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, de Los Angeles, vulgarmente conhecida como Oscar.
O primeiro título é “Boyhood – Da Infância à Juventude” (“Boyhood”), dirigido por Richard Linklater. O filme conta a história de um casal de pais divorciados (Ethan Hawke e Patricia Arquette) que tenta criar seu filho Mason (Ellar Coltrane) e Samantha (Lorelei Linklater, filha do diretor do filme). A narrativa percorre a vida do menino durante um período de doze anos, da infância à juventude, e analisa sua relação com os pais, a irmã, os padrastos, conforme ele vai amadurecendo.
A sinopse parece oferecer mais que o próprio filme, já que o principal atrativo do projeto é ter sido filmado ao longo de doze anos, com os mesmos atores principais, registrando as alterações físicas que ocorrem, principalmente no garoto.
O filme é longo, são duas horas e cinquenta minutos, e creio que esse tempo poderia ter sido reduzido sem prejuízo para a quase inexistente história. A opinião da crítica foi bem mais generosa, já que o filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Diretor, Melhor Filme (drama) e Melhor Atriz Coadjuvante, para Patricia Arquette.
Para o Oscar 2014, “Boyhood” está indicado para Melhor Filme, Diretor, Ator Coadjuvante (Ethan Hawke), Atriz Coadjuvante (Patricia Arquette), Roteiro Original, e Montagem, sendo um franco favorito. 
O título seguinte é a ficção-científica “Interestelar” (“Interstellar”), dirigida por Christopher Nolan. Após ficar conhecido com o estranho “Amnésia”, onde a história era contada de trás pra frente, o diretor sempre trouxe ao grande público filmes ambiciosos, como a trilogia Cavaleiro das Trevas, e o audacioso “A Origem”, onde explorava o mundo dos sonhos.
Em “Interestelar”, observa-se que a intenção maior era a de homenagear o clássico “2001: Uma Odisséia no Espaço”, de Stanley Kubrick, sem deixar de apresentar uma história inteiramente nova.
Em um mundo dizimado pela seca e pelas pragas, após o desaparecimento de boa parte das reservas naturais da Terra, um grupo de astronautas recebe a missão de investigar possíveis planetas para receber os sobreviventes humanos, possibilitando a continuação da espécie. Para isso, utilizariam um portal cósmico que surgira próximo a Júpiter, e que possibilitaria a passagem para outra porção do universo.
Cooper (Matthew McConaughey), um ex-piloto de testes da NASA é chamado para liderar o grupo e aceita a missão, mesmo sabendo que poderia nunca mais rever os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa. 
O problema é que o tempo transcorre de maneira diferente vizinho a um buraco negro, e muitos anos se passam na Terra. A filha de Cooper, Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta.
“Interestelar” não é um filme fácil, pois expõe muitos conceitos de física desconhecidos da maioria da população, como a relatividade do tempo, buracos de minhoca no espaço, o tempo como uma dimensão, etc.. Na verdade, o roteiro é baseado na obra do físico teórico, Kip Thorne. Ele descreveu a história como "baseado em um deformado espaço-tempo - os eventos mais exóticos do universo de repente tornam-se acessíveis para os seres humanos".
No início da pré-produção, Dr. Kip Thorne previu duas diretrizes a serem seguidas rigorosamente: nada violaria as leis físicas estabelecidas, e que todas as especulações selvagens surgiriam da ciência e não da mente criativa de um roteirista. Christopher Nolan aceitou estes termos, desde que não ficasse no caminho da realização do filme. No entanto, Isso não impediu os confrontos: em um ponto, Thorne passou duas semanas falando para Nolan uma ideia sobre como viajar mais rápido que a luz.
Os efeitos especiais e o som são grandes destaques do filme, e não foi surpresa a indicação de “Interestelar” para o Oscar de Melhor Trilha Sonora, Design de Produção, Edição de Som, Mixagem de Sons, e Efeitos Visuais.
E, por fim, falemos de “Garota Exemplar” (“Gone Girl”), dirigido por David Fincher. Amy Dunne (Rosamund Pike) desaparece no dia do seu aniversário de casamento, deixando o marido Nick (Ben Affleck) em apuros. Ele começa a agir descontroladamente, abusando das mentiras, e se torna o suspeito número um da polícia. Com o apoio da sua irmã gêmea, Margo (Carrie Coon), Nick tenta provar a sua inocência e, ao mesmo tempo, procura descobrir o que aconteceu com Amy.
Amy é rica, famosa, linda e inteligente. Como se não bastasse, é de uma maldade que faz a Bruxa da Branca de Neve parecer uma aluna do jardim de infância. A própria personagem conta sua aventura com prazer, vivendo uma fantasia onde ela controla tudo e todos. O filme é extremamente tenso, ora pela dúvida de onde estará a personagem, ora sobre o que ela é capaz de fazer. Talvez por ter feito tão brilhantemente este papel, Rosamund Pike foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz.
Baseado no livro "Garota Exemplar", escrito por Gillian Flynn, que também assina o roteiro do filme, este é um dos mais tensos filmes do ano, mantendo o espectador com a atenção presa do começo ao fim, sendo um dos que eu gostaria de ver entre os finalistas das premiações.
Embora alguns destes títulos ainda demorem a sair nos cinemas, ou vão direto para o mercado doméstico, são alguns dos que acredito que concorrerão na atenção do público e da crítica nos próximos dias.

Veja o trailer de "Boyhood - Da Infância à Juventude".
Veja o trailer de "Interestelar".
Veja o trailer de "Garota Exemplar".


Livros de cinema:

Quinta Avenida, 5 da Manhã

“Quinta Avenida, 5 da Manhã”, best-seller do New York Times, apresenta a primeira descrição completa da produção de Bonequinha de luxo. O autor traça o perfil de personagens fascinantes e desvenda detalhes pouco conhecidos pelo público. Truman Capote, por exemplo, autor da novela que deu origem ao roteiro, queria Marilyn Monroe para o papel principal. O diretor Blake Edwards foi responsável por boa parte do humor do filme. Audrey enfrentava o dilema de conciliar as tarefas de uma grande estrela de cinema com o papel de mãe. Edith Head, a figurinista da Paramount, teve de engolir a escolha dos vestidos de Givenchy... Escrito com humor, charme e elegância, o livro revela uma mudança cultural definitiva e transporta o leitor para a Nova York dos anos 1960.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray:

“Maze Runner – Correr ou Morrer”

Ao acordar dentro de um escuro elevador em movimento, a única coisa que Thomas (Dylan O’Brien) consegue lembrar é de seu nome. Sua memória está completamente apagada. Mas ele não está sozinho. Quando a caixa metálica chega a seu destino e as portas se abrem, Thomas se vê rodeado por garotos que o acolhem e mostram "A Clareira", um espaço aberto cercado por muros gigantescos. Assim como Thomas, nenhum deles sabe como foi parar ali, nem por quê. Sabem apenas que todas as manhãs as portas de pedra do Labirinto que os cerca se abrem, e, à noite, se fecham. E que a cada trinta dias um novo garoto é entregue pelo elevador. Porém, um fato altera de forma radical a rotina do lugar - chega uma garota, Teresa (Kaya Scodelario) a primeira enviada à Clareira. Thomas será mais importante do que imagina, mas para isso terá de descobrir os sombrios segredos guardados em sua mente e correr... correr muito. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “The Maze Runner”) Veja o trailer.

“Se Eu Ficar”

Mia Hall (Chlöe Grace Moretz) é uma prodigiosa musicista que vive a dúvida de ter que decidir entre a dedicação integral à carreira na famosa escola Julliard e aquele que tem tudo para ser o grande amor de sua vida, Adam (Jamie Blackley). Após sofrer um grave acidente de carro, a jovem perde a família e fica à beira da morte. Em coma, ela reflete sobre o passado e sobre o futuro que pode ter, caso sobreviva. Adaptação do livro homônimo, escrito por Gayle Forman. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “If I Stay”) Veja o trailer.

“Belle”

Dido Elizabeth Belle (Gugu Mbatha-Raw) é a filha do capitão britânico John Lindsay (Matthew Goode) com uma escrava africana. Após a morte da mãe, Dido vai morar na Inglaterra com o tio, Lorde Mansfield (Tom Wilkinson), para ser criada como uma dama da aristocracia. A jovem se apaixona pelo advogado John Davinier (Sam Reid), mas esse relacionamento irá enfrentar os preconceitos da sociedade inglesa. História real, inspirada na vida de Dido Elizabeth Belle. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Belle”) Veja o trailer.

“Copacabana, Mon Amour”

Sônia sonha ser cantora da Rádio Nacional e, para conseguir sobreviver, se entrega a turistas em Copacabana. Seu irmão Vidimar, empregado doméstico do Dr. Grilo, apaixona-se pelo patrão. A mãe de Sônia e Vidimar acha que ambos estão possuídos pelo demônio. Sônia, que vê espíritos baixarem em seres e objetos os mais estranhos, resolve procurar o pai de Santo Joãozinho da Goméia. Filme com formato de tela standard e Áudio em Dolby Digital 2.0. Esta edição especial traz ainda mais de uma hora de extras, incluindo um documentário sobre o processo de restauração, o curta-metragem “A Miss e o Dinossauro” (2007) e um depoimento da atriz Helena Ignez. Versão integral restaurada da anárquica obra-prima de Rogério Sganzerla, com Helena Ignez, Paulo Villaça e Lilian Lemmertz. A trilha sonora é de Gilberto Gil. (T. O.: “Copacabana, Mon Amour”) Veja um trecho do filme.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Coluna Claquete – 14 de novembro de 2014

 

Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

Depois de uma semana cheia de eventos, e a estreia arrasadora da fenomenal ficção-científica “Interestelar” (vejam na seção Filme da Semana), teremos a estreia da cinebiografia de uma das maiores personalidades brasileiras, “Irmã Dulce”, além do besteirol “Debi & Loide 2”. Neste final de semana teremos também a re-exibição do clássico “Love Story – Uma História de Amor”, com Ryan O’Neal e Ali MacGraw, e na próxima quarta-feira, a pré-estreia de “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1”. Continuam em cartaz além de “Interestelar”, o drama nacional “Made in China”, com Regina Casé, a animação “A Mansão Mágica”, a cinebiografia “Tim Maia”, e “Drácula – A História Nunca Contada”. Nas programações exclusivas o Moviecom exibe a comédia nacional “O Candidato Honesto”.

Estreia 1: “Irmã Dulce”


Cinebiografia de irmã Dulce (Bianca Comparato/Regina Braga), religiosa baiana que dedicou grande parte de sua vida a ajudar os necessitados. Tendo o amor e a caridade como prioridades, ela ignora preconceitos, desconfianças, dogmas e até mesmo sua saúde frágil, sempre se colocando à disposição do outro. Conhecida como "Anjo Bom da Bahia", ela pode se tornar a primeira santa brasileira. A Irmã Dulce chegou a ser indicada ao Prêmio Nobel da Paz em 1988. Em 1991, ela chegou a receber uma visita do papa João Paulo II durante uma fase em que estava enferma. A direção é de Vicente Amorim. “Irmã Dulce” está em exibição nas Salas 4 e 5 do Moviecom, Salas 1 e 7 do Cinemark, Salas 3 e 5 do Natal Shopping, e Sala 2 do Norte Shopping. Classificação indicativa dez anos. (T. O.: “Irmã Dulce”) Trailer

 

Estreia 2: “Debi & Loide 2”


Mais nova aventura dos inseparáveis Lloyd Christmas (Jim Carrey) e Harry Dunne (Jeff Daniels). Desta vez, Harry descobre que teve uma filha ilegítima, que hoje precisa dele para um transplante de rim. Vinte anos depois de separarem, ele leva o amigo Lloyd para conhecer a garota, e os dois percebem que não têm a responsabilidade necessária para serem pais. Sequência de “Debi & Lóide - Dois Idiotas em Apuros”, para os aficionados do gênero. A direção é de Bobby Farrelly e Peter Farrelly. “Debi & Loide 2” está em exibição na Salas 1, 6 e 7 do Moviecom, Salas 2 e 5 do Cinemark, Salas 1 e 5 do Natal Shopping, e Salas 1 e 5 do Norte Shopping. Classificação indicativa 12 anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “Dumb and Dumber To”)

 

Pré-Estreia: “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1”


Após sobreviver por duas vezes aos Jogos Vorazes, Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) servirá como símbolo de uma revolução iniciada no Distrito 13. Além de ter que manter sua imagem de ícone, a jovem ainda precisa se preocupar em defender sua mãe e sua irmã no meio da guerra. Philip Seymour Hoffman, que interpreta Plutarch Heavensbee, morreu tragicamente uma semana antes do final das filmagens. Levando em consideração, que a maioria de suas cenas para os dois filmes finais estavam gravadas, o personagem não foi substituído, mas finalizado com uma combinação de reescrituras, truques de câmera e efeitos especiais digitais. A direção é de Francis Lawrence. “Jogos Vorazes: A Esperança – Parte 1” terá pré-estreia na quarta-feira, nas Salas 4, 7 e 6 do Moviecom, Salas 2 e 6 do Cinemark, Salas 5 e 6 do Natal Shopping. Classificação indicativa 12 anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “The Hunger Games - Mockingjay : Part 1”) Trailer

 

Clássicos Cinemark: “Love Story – Uma História de Amor”


Oliver Barrett IV (Ryan O'Neal), um estudante de Direito de Harvard, conhece Jenny Cavilleri (Ali MacGraw), uma estudante de música de Radcliffe. Um rápido envolvimento surge entre eles, sendo que logo decidem se casar. No entanto, Oliver Barrett III (Ray Milland), o pai do jovem, que é um multimilionário, não aceita tal união e deserda o filho. Algum tempo depois de casados ela não consegue engravidar e, ao fazer alguns exames, se constata que Jenny está muito doente. Grande sucesso de público na época do lançamento, o filme ficou meses em cartaz no cinema. A direção é Arthur Hiller. “Love Story – Uma História de Amor” será exibido na Sala 4 do Cinemark no sábado às 23h55 e no domingo às 12h30. Classificação indicativa livre. (T. O.: “Love Story”) Trailer

 

Maravilhoso Mundo de Disney: “Valente”


A jovem princesa Merida foi criada pela mãe para ser a sucessora perfeita ao cargo de rainha, seguindo a etiqueta e os costumes do reino. Mas a garota dos cabelos rebeldes não tem a menor vocação para esta vida traçada, preferindo cavalgar pelas planícies selvagens da Escócia e praticar o seu esporte favorito, o tiro ao arco. Quando uma competição é organizada contra a sua vontade, para escolher seu futuro marido, Merida decide recorrer à ajuda de uma bruxa, a quem pede que sua mãe mude. Mas quando o feitiço surte efeito, a transformação da rainha não é exatamente o que Merida imaginava... “Valente” terá sessão única na Sala 5 do Cinemark, no sábado às 11h00. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas. (T. O.: “Brave”) Trailer
  

 

Filme da semana: “Interestelar”

Há algum tempo comecei a escutar rumores de que em comemoração aos 45 anos da estreia de “2001: Uma Odisséia no Espaço” seria feita um remake do clássico de Stanley Kubrick. Mas, embora o diretor Christopher Nolan se declare um fã incondicional de Kubrick, o seu filme, “Interestelar” não é uma refilmagem, embora homenageie outros filmes, livros e personagens reais e ficcionais, num belo exercício de cinema.
Se há algo que Nolan decididamente copiou de Stanley Kubrick foi a fidelidade ao rigor científico, e uma complexidade no roteiro que deixou muitos espectadores atordoados, principalmente aqueles acostumados ao mastigado fácil das produções atuais.
Em um futuro não muito distante, encontramos um mundo à beira do caos. Pragas desconhecidas e arrasadoras destroem culturas inteiras, enquanto tempestades de areia cada vez mais intensas varrem o mundo.
Por conta desta situação onde a fome ameaça matar a Humanidade inteira, as guerras foram deixadas de lado, a exploração espacial foi extinta, e tudo o que importa agora é como conseguir mais alimento de uma terra cada vez mais inóspita e combalida.
É neste ambiente que encontramos Cooper (Matthew McConaughey), um ex-piloto da NASA que, como a maioria das pessoas agora viviam em fazendas, tentando extrair da terra o que ainda era possível.
Entre as dificuldades de sua época, Cooper se preocupava com Murphy (Mackenzie Foy), sua filha adolescente, em cujo quarto aconteciam coisas estranhas, como livros caídos da estante, e montinhos de areia formando códigos de barras. Ao decodificar estes dados, ele descobre que são coordenadas geográficas, que ele resolve encontrar.
Para sua surpresa eles chegam a um secretíssimo laboratório da NASA, que julgavam extinta, e que trabalhava em um projeto ambicioso para descobrir um novo lugar para a Humanidade, em algum lugar entre as estrelas.
O lugar era dirigido pelo professor Brand (Michael Caine), um antigo conhecido de Cooper, e sua filha Brand (Anne Hathaway). Eles o informam que seres desconhecidos de alguma forma sabiam do que se passava na Terra, e tentavam comunicar-se com eles. Os tais seres, “Eles”, haviam criado um worm-hole próximo a Saturno, abrindo uma passagem espaço-temporal para um sistema planetário situado a milhões de anos-luz da Terra.
Neste sistema, havia três planetas semelhantes à Terra, que poderiam servir de novo lugar para a população da Terra. Eles estavam com uma expedição programada, e a única peça que estava faltando era o piloto – ele, Cooper, seria a escolha perfeita.
Preocupado em deixar os filhos, em uma jornada que poderia não ter volta, Cooper fica extremamente dividido, mas decide aceitar o desafio. E assim, entra em uma vertiginosa odisseia no espaço, onde farão viagens interdimensionais, buracos negros, planetas com ondas gigantescas, geleiras inóspitas, amizades, sacrifícios e traições, e a certeza absoluta da maior energia do universo que é o amor.
Mas, se existe um personagem importante nesta história é o tempo. O tempo da Terra parece se esgotar frente às calamidades. O tempo dos viajantes é diferente daqueles que ficaram na Terra. O tempo em um dos planetas é muito maior por conta da proximidade com um buraco negro. E que tal um lugar onde o tempo fosse apenas mais uma variável em uma equação?
Estamos sempre acostumados a ver o tempo como algo contínuo, constante e imutável, embora Einstein já tenha provado há mais de um século que o tempo é relativo, podendo ser diferente em função da velocidade a que um corpo está submetido. Todas as propriedades físicas são distorcidas na proximidade de um buraco negro. E se conseguíssemos uma máquina capaz de controlar a gravidade e o tempo?
Embora cinema seja fantasia, Christopher Nolan, assim como Kubrick fez em “2001: Uma Odisséia no Espaço”, procurou cercar-se de base científica, tendo como consultor o físico Kip S. Thorne, que orientou a equipe e controlou exageros, como quando evitou a introdução de uma viagem a velocidade maior que a da luz no filme.
“Interestelar” está cheio de referências e homenagens, como o robô com o nome KIPS ( de Kip S. Thorne), a solução para fugir do planeta que lembra “2010: O Ano Que Faremos Contato”, o próprio formato dos robôs, que lembra o monólito de “2001”, e até uma imagem do genial escritor Arthur C. Clarke no final do filme.
Provavelmente, muita gente não vai gostar de “Interestelar” por conta das situações vividas pelos personagens, que irão causar estranheza, principalmente pelos fatos científicos apresentados. Claro que é mais fácil um “Guerra nas Estrelas” como barulho no espaço, espadas de laser sólidas, etc., mas, estamos vendo um filme de Nolan, o criador de “Amnésia”, a trilogia do Cavaleiro das Trevas e “A Origem”.
Como “2001”, “Interestelar” é um filme para ser assistido mais de uma vez, dando margem a animadas e intermináveis discussões de mesa de bar, onde as visões serão as mais díspares possíveis – e talvez nenhuma delas seja a mais certa ou mais errada. Tudo é relativo, já dizia Einstein.
 (T.O.: “Interstellar”) Trailer




Livros de cinema:

A Fábula Cinematográfica

Uma menina e seu assassino diante de uma vitrine, uma silhueta negra descendo uma escadaria, a saia rasgada de uma camponesa, uma mulher que se arrisca diante do perigo: essas imagens - que têm a assinatura de Lang ou Murnau, Eisenstein ou Rossellini - são ícones do cinema e camuflam seus paradoxos. Uma arte é sempre também uma ideia e um sonho de arte. A filosofia já havia concebido a identidade da vontade artística e do olhar impassível das coisas, e o romance e o teatro o haviam tentado à sua maneira. Contudo, o cinema só corresponde a essa expectativa ao preço de contradizê-la. Nos anos 1920, ele era visto como a nova linguagem das ideias tornadas sensíveis, a qual revogava a velha arte das histórias e dos personagens. Mas o cinema iria também restaurar as intrigas, os tipos e os gêneros que a literatura e a pintura tinham estilhaçado.  199 p – Editora Papirus.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray:

“O Doador de Memórias”

Uma pequena comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Uma pessoa é encarregada a armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos esta tarefa muda de mãos e agora cabe ao jovem Jonas (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno da responsabilidade. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “The Giver”) Trailer

“Paraíso”

Carmen (Daniela Rincón) e Alfredo (Andrés Almeida) são dois gordinhos que formam um feliz casal. Juntos há décadas, eles saem do pacato subúrbio em que vivem e vão morar na Cidade do México, para onde ele, que trabalha em um banco, é transferido. Lá, eles decidem emagrecer, em uma iniciativa de Carmen. O relacionamento é abalado, no entanto, pela insegurança de um deles, que não consegue perder peso. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Paraiso”) Trailer

“O Médico Alemão”

Enquanto atravessa a região desértica da Patagônia, em 1960, uma família argentina conhece um médico alemão que aceita ajudá-los. Chegando a Bariloche, ela torna-se hóspede da hospedaria familiar. Todos gostam dos bons modos e conhecimentos científicos deste homem, que se mostra muito preocupado com Lilith, garotinha com um pequeno problema de crescimento. Mas todos ignoram que este homem é Josef Mengele, cientista nazista que realizou experimentos com humanos no campo de concentração de Auschwitz. O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Wakolda”) Trailer

“Duas ou Três Coisas Que Eu Sei Dela”

O filme foi inspirado por um artigo sobre donas de casa de um conjunto habitacional no subúrbio de Paris, que se prostituíam para alimentar o próprio consumismo supérfluo. O “Dela” no título do filme se refere à Paris dos anos 60, um retrato da sociedade de consumo, em meio à pobreza das massas e conflitos como a Guerra do Vietnã. Um dos exemplos dessa atmosfera é Vlady, uma dona de casa que se divide entre cuidar da família e a prostituição, o meio mais fácil que encontra para poder ganhar dinheiro e satisfazer suas necessidades mais frívolas. De Jean-Luc Godard. Filme com formato de tela standard e Áudio em Dolby Digital 2.0. (T. O.: “2 ou 3 Choses Que Je Sais d'Elle”) Trailer


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Coluna Claquete – 07 de novembro de 2014

 

Newton Ramalho


 


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O que está em cartaz

Nos próximos dias os cinemas de Natal estarão em atividade fervilhante, pois além das estreias teremos o FICI – Festival Internacional de Cinema Infantil (veja programação na seção Eventos) e o 15º Projeta Brasil. As estreias da semana são a esperada ficção-científica “Interestelar”, o drama nacional “Made in China”, com Regina Casé, a animação “A Mansão Mágica”, o thriller “November Man – Um Espião Nunca Morre”, e a aventura “Uma Viagem Extraordinária". Neste final de semana teremos também a re-exibição do clássico “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas”. Continuam em cartaz a cinebiografia “Tim Maia” (vejam na seção Filme da Semana), “Drácula – A História Nunca Contada”, o terror “Annabelle”, e “O Candidato Honesto”. Nas programações exclusivas o Moviecom exibe “Alexandre e o Dia Terrível, Horrível, Espantoso e Horroroso”, “Festa no Céu”, e “O Apocalipse”, enquanto o Natal Shopping mantém o romance “O Melhor de Mim”.

Estreia 1: “Interestelar”


Após ver a Terra consumindo boa parte de suas reservas naturais, um grupo de astronautas recebe a missão de verificar possíveis planetas para receberem a população mundial, possibilitando a continuação da espécie. Cooper (Matthew McConaughey) é chamado para liderar o grupo e aceita a missão sabendo que pode nunca mais ver os filhos. Ao lado de Brand (Anne Hathaway), Jenkins (Marlon Sanders) e Doyle (Wes Bentley), ele seguirá em busca de uma nova casa. Com o passar dos anos, sua filha Murph (Mackenzie Foy e Jessica Chastain) investirá numa própria jornada para também tentar salvar a população do planeta. A direção é de Christopher Nolan. “Interestelar” está em exibição na Sala 4 do Moviecom, Sala 2 do Cinemark, Sala 1 do Natal Shopping, e Sala 1 do Norte Shopping. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Interstellar”)

 

Estreia 2: “Made in China”


Francis (Regina Casé) é vendedora na Casa São Jorge, que pertence ao árabe Seu Nazir (Otávio Augusto), e tenta ajudar o patrão a não perder sua clientela para a Casa do Dragão, recém-aberta pelo chinês Chao (Tony Lee). Com o apoio da colega de trabalho e fiel escudeira Andressa (Juliana Alves), e de Carlos Eduardo (Xande de Pilares), seu namorado, Francis investiga a concorrência e tenta desvendar por que as mercadorias chinesas são as mais baratas da Saara. A direção é de Estevão Ciavatta Pantoja. “Made in China” está em exibição na Sala 3 do Moviecom, Salas 1 e 7 do Cinemark, Sala 6 do Natal Shopping, e Sala 2 do Norte Shopping. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Made in China”)

 

Estreia 3: “A Mansão Mágica”


Após ser abandonado na rua, um jovem gato encontra abrigo em uma mansão sombria. Lá vive Leonardo, um senhor de idade que trabalha como mágico e vive rodeado de animais e brinquedos que possuem vida. Ele logo adota o gato e lhe dá o nome de Trovão, para desgosto do coelho Zeca e da ratinha Nina, que se sentem ameaçados. Não demora muito para que a dupla planeje algo para expulsar Trovão do lugar, mas logo todos precisam lidar com uma ameaça bem mais perigosa: Daniel, sobrinho de Leonardo, que deseja vender a velha mansão. A direção é de Ben Stassen e Jérémie Degruson. “A Mansão Mágica” está em exibição na Sala 6 do Moviecom, Sala 7 do Cinemark, 2 do Natal Shopping, e Sala 4 do Norte Shopping. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas, exibição em 3D. (T. O.: “The House of Magic”)

 

Estreia 4: “November Man – Um Espião Nunca Morre”


Montenegro, 2008. Peter Devereaux (Pierce Brosnan) é um espião da CIA que é responsável pelo treinamento do novato David Mason (Luke Bracey). Os dois estão envolvidos em uma missão que não dá certo, já que uma garota é atingida em um tiroteio. Desde então Peter se afasta do ramo da espionagem, mas é trazido de volta cinco anos depois pelo velho amigo Hanley (Bill Smitrovich), que o chama para resgatar uma velha conhecida de Peter, Lucy (Tara Jevrosimovic). Ela é uma agente que trabalha infiltrada na Rússia, espionando o general Arkady Federov (Lazar Ristovski), que Hanley quer resgatar já que corre risco de morte. Peter é então enviado para a tarefa, fora dos trâmites oficiais da CIA, mas ao chegar percebe que há bem mais interesses por trás desta situação. A direção é de Roger Donaldson. “November Man – Um Espião Nunca Morre” está em exibição na Sala 5 do Natal Shopping (legendado), e Sala 5 do Norte Shopping (dublado). Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “November Man”)

 

Estreia 5: “Uma Viagem Extraordinária”


Aos doze anos de idade, T.S. Spivet (Kyle Catlett) é um garoto superdotado, apaixonado por cartografia. Quando ele ganha um prêmio científico prestigioso, o garoto decide abandonar sua família em Montana para atravessar sozinho os Estados Unidos, até chegar à capital federal, Washington. O único problema é que o júri não sabe que o vencedor ainda é uma criança. A única pessoa que acredita e confia nele é a doutora Clair (Helena Bonham Carter). A direção é de Jean-Pierre Jeunet. “Uma Viagem Extraordinária” está em exibição na Sala 5 do Natal Shopping. Classificação indicativa livre. (T. O.: “The Young and Prodigious T.S. Spivet”)

 

Clássicos Cinemark: “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas”


Durante a Grande Depressão, Bonnie Parker (Faye Dunaway) conhece Clyde Barrow (Warren Beatty), um ex-presidiário, quando este tenta roubar o carro de sua mãe. Atraída pelo rapaz, ela o acompanha em uma carreira de crimes, assaltando bancos e roubando automóveis. Conhecem o mecânico C.W. Moss (Michael J. Pollard), que passa a ser o novo companheiro da dupla, mas durante um assalto matam uma pessoa e são caçados daí em diante como assassinos. Ao grupo une-se Buck (Gene Hackman), o irmão de Clyde recém-saído da cadeia, e Blanche (Estelle Parsons), sua mulher. Uma noite, são cercados por vários policiais e, obrigados a matar para fugir, passando a ser perseguidos em vários estados. A direção é Arthur Penn. “Bonnie & Clyde – Uma Rajada de Balas” será exibido na Sala 4 do Cinemark no sábado às 23h55m. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Bonnie and Clyde”)

 

Filme da semana: “Tim Maia”

“Mais grave! Mais agudo! Mais eco! Mais retorno! Mais tudo!” Se tem uma expressão que poderia descrever o cantor e compositor Tim Maia é essa: mais tudo. Sua vida foi superlativa tanto nos aspectos positivos quanto negativos, e esta imagem foi levada às telas no filme “Tim Mais”, do diretor Mauro Lima, baseada nos livros “Vale Tudo, o som e a fúria de Tim Maia”, de Nelson Mota, e “Até Parece Que Foi Sonho – Meus 30 anos de amizade e trabalho com Tim Maia”, do antigo parceiro Fabio.
O filme percorre uma maratona temporal ao longo da vida conturbada do genial Tim, desde sua infância pobre na Tijuca até sua morte - praticamente no palco – em 1998, em um Brasil que também cresceu em meio a turbulências históricas e culturais.
Filho caçula de uma numerosa família com 19 filhos, Sebastião Rodrigues Maia cresceu em meio à efervescência cultural carioca, sendo companheiro de infância e adolescência de nomes que se tornariam estelares no futuro, como Erasmo Carlos, Jorge Ben Jor e Roberto Carlos – que chegou a participar do grupo “The Sputniks”, criado por Tim.
Mesmo sem conhecer uma nota, a musica sempre fez parte da vida de Tim, que se apegou ao sonho de se tornar famoso como cantor e compositor. Antes da fama, porém, a vida seria cheia de percalços.
Numa época em que viajar para o exterior era privilégio dos muito ricos, Tim cismou de morar nos Estados Unidos, e tanto fez que conseguiu chegar lá, onde tanto cultivou o amor pelo soul, a sedutora música negra, quanto se meteu em grandes encrencas, vindo a ser preso e deportado, por roubo e uso de drogas.
Seu retorno foi igualmente complicado, pois mais uma prisão se juntou ao seu currículo, e enquanto os antigos amigos Roberto e Erasmo brilhavam no cenário musical, ele ainda penava para ter o que comer.
A história no filme é contada por Fábio, um personagem que não apenas representa o paraguaio Juan Zenon Colón, que usava o nome artístico Fábio, como outros amigos íntimos de Tim. Com um tom sarcástico, o narrador faz a ligação entre as várias fases da vida de Tim.
O filme tenta ser honesto ao retratar Tim Maia como um homem destemperado, passional, impaciente, oportunista, beberrão e adepto às drogas. Contudo, ele também era uma pessoa sensível, amorosa, delicado e gentil em seus momentos. Em suma, seria uma pessoa normal não fosse tão extremada, exagero que também se refletia na sua genialidade como compositor, músico e intérprete, quando chegava às raias do preciosismo.
O que se vê nas telas é – literalmente – uma festa para os olhos e ouvidos do espectador, principalmente aquele que, como eu, teve a oportunidade de acompanhar o surgimento, explosão, ocaso, renascimento, etc., nem sempre em uma sequencia lógica.
Além das músicas bem conhecidas, diferentes de tudo o que se fizera no Brasil antes dele – e depois, também – não é exagero dizer que “Tim Maia” é a produção nacional mais hollywoodiana dos últimos tempos. A fotografia bem cuidada entra na história com tons acinzentados e amarelados a depender da fase, explodindo em cores nas apresentações musicais.
A recriação de época também é muito bem cuidada, tanto nos figurinos quanto nos automóveis e outros objetos de cada fase mostrada na tela.
Algumas liberdades poéticas foram tomadas, como a junção das duas mulheres da vida de Tim na personagem Janaína, vivida por Alinne Moraes. Os dois atores que interpretam Tim também estão soberbos, Babu Santana e Robson Nunes.
“Tim Maia” é um filme maravilhoso, não apenas por trazer de volta um dos personagens mais icônicos e controvertidos do cenário musical brasileiro, como também mostrar para as novas gerações que já tivemos coisas melhores que funk, sertanejo ou forró industrial para deleite dos nossos ouvidos. E falando em ouvidos, quem não gosta de palavrões é aconselhável evitar o filmes, pois esta faceta do cantor está fiel ao original.
 (T.O.: “Tim Maia”)


Eventos



FICI - Festival Internacional de Cinema Infantil

O Festival Internacional de Cinema Infantil (FICI) chega à sua 12ª edição e, dentro do árduo e exíguo mercado cinematográfico infantil, se destaca como a principal mostra do gênero no país. Somente em 2014, a programação reunirá mais de 100 filmes de 24 países, concentrando mais que o dobro de lançamentos do gênero no país em um só evento. Os filmes serão exibidos com exclusividade nas salas de cinema da Rede Cinemark, em seis cidades brasileiras, entre curtas, média e longas-metragens, brasileiros e internacionais, mostras especiais, além de oficinas e debates. Com meia-entrada para toda a família, o festival acontece em Natal neste final de semana, de sexta a domingo.

FICI – Programação da sexta-feira (07/11)

“Os Croods” (10h45); “Anima Mundi para crianças” (16h30); “Loulou e os Outros Lobos” (18h30); “Uma Viagem Extraordinária” (10h00 e 14h00); “7 x Animação Digital” (13h00); “Comkids” (11h00); “As Aventuras de Azul e Asnar” (15h00); “Historias Animadas - Prêmio Brasil de Cinema Infantil” (10h00); “Histórias Curtas - Prêmio Brasil de Cinema Infantil” (14h00); “Mostra Teen - Prêmio Brasil de Cinema Infantil” (16h00).

FICI – Programação do sábado (08/11)

“Justin e a Espada da Coragem” (10h45); “Aviões” (12h30); “Frozen - Uma Aventura Congelante” (16h30); “Meu Malvado Favorito 2” (14h30); “Pequenos Que Nem Você” (10h30); “Tinker Bell - Fadas e Piratas” (18h30); “As Aventuras de Azul e Asnar” (11h00); “O Menino no Espelho” (15h00); “7 x Animação Digital” (15h30); “Alfie, o Pequeno Lobisomem” (13h30); “Kirikou - Os Homens e as Mulheres” (11h30); “O Homem da Lua” (17h30); “Ritmos do Brasil” (13h00).

FICI – Programação do domingo (09/11)

“Turbo” (10h45); “Bons de Bico” (12h30); “Hotel Transilvânia” (10h30); “Uma Aventura Lego” (18h30); “Uma Viagem Extraordinária” (16h30); “Pequenos Que Nem Você” (13h00); “Ritmos do Brasil” (11h00); “Anima Mundi para crianças” (15h30); “Ernest e Célestine” (17h30); “Kirikou - Os Animais Selvagens” (13h30); “Lifi: Uma Galinha na Selva” (11h30); “Khumba” (1045).


15º Projeta Brasil

Na próxima segunda-feira, dia 10, na rede Cinemark acontece o 15º Projeta Brasil, quando serão exibidos vários sucessos recentes do cinema brasileiros, com entrada ao preço único de R$ 3,00. Os títulos são os seguintes: “Amazônia”, “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, “Julio Sumiu”, “Made in China”, “Muita Calma Nessa Hora 2”, “O Candidato Honesto”, “Os Homens São de Marte... E É Prá Lá Que Eu Vou”, “SOS Mulheres ao Mar”, “Tim Maia” e “Vestido Para Casar”. Consulte o site para ver horários e salas.



Livros de cinema:



A Música no Cinema

Este é um livro - em dois volumes - para quem gosta da música do cinema e quer se informar mais a respeito. Não trata de técnica, não ensina a compor para filmes. É sobretudo um livro de histórias, narrado através de seus personagens, e se realizará plenamente se conseguir que o leitor vá atrás de cada música nele focalizada, na tentativa de captá-la, retê-la. Viajando das pianolas dos velhos poeirinhas silenciosos até os pioneiros de Hollywood e destes até o nipo-universal Ryuichi Sakamoto, esta obra original de João Máximo é o primeiro trabalho no gênero publicado no Brasil e o primeiro no mundo a conter informações específicas sobre trilhas sonoras brasileiras. 524 p – Editora Rocco.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray:



“Como Treinar o Seu Dragão 2”

Cinco anos após convencer os habitantes de seu vilarejo que os dragões não devem ser combatidos, Soluço convive com seu dragão Fúria da Noite, e estes animais integraram pacificamente a rotina dos moradores da ilha de Berk. Entre viagens pelos céus e corridas de dragões, Soluço descobre uma caverna secreta, onde centenas de novos dragões vivem. O local é protegido por Valka, mãe de Soluço, que foi afastada do filho quando ele ainda era um bebê. Juntos, eles precisarão proteger o mundo que conhecem do perigoso Drago Bludvist, que deseja controlar todos os dragões existentes. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “How to Train Your Dragon 2”)

“A Arte da Paixão”

No começo do século XX, uma escola de artistas britânica reuniu alguns dos maiores talentos da época, como o rebelde Alfred Munnings, além de Harold e Laura Knight. Neste contexto, dois aspirantes a artistas começam um romance: Florence Carter-Wood e Gilbert Evans. No entanto, Florence começa a se apaixonar por Alfred, e abandona Gilbert para ficar com o talentoso pintor. Mesmo assim, o coração dela está dividido. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Summer in February”)

“Um Belo Domingo”

Baptiste (Pierre Rochefort) é um homem solitário, que trabalha como professor no sul da França. Na véspera do fim de semana ele percebe que um dos alunos foi esquecido pelo pai negligente e decide levá-lo até a mãe (Louise Bourgoin), que trabalha numa praia em Montpellier. Surge uma união familiar entre os três, mas as dívidas da mulher atrapalham suas vidas. Para ajudá-la, Baptiste terá que retornar às suas origens. O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Um Beau Dimanche”)

“Alma em Suplício”

Mildred Pierce (Joan Crawford) é uma mãe dedicada e disposta a fazer tudo pela filha, a ambiciosa e ingrata Veda (Ann Blyth). Quando Mildred se torna a principal suspeita do assassinato de seu infiel marido Bert (Bruce Bennett), conhecemos a sua história e descobrimos até onde pode chegar o seu amor de mãe. Com linda fotografia em preto e branco de Ernest Haller e bela trilha sonora de Max Steiner, Alma em Suplício mescla, de maneira brilhante, elementos do melodrama e do cinema noir. Um trabalho de mestre de Michael Curtiz indicado a seis Oscars. Filme com formato de tela standard e Áudio em Dolby Digital 2.0. (T. O.: “Mildred Pierce”)