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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Coluna Claquete – 20 de dezembro de 2013



Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.comwww.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

O que está em cartaz

Nestes dias tumultuados, entre compras, confraternizações e correrias, o que importa mesmo é retribuir o afeto dos que nos são caros, e a Coluna Claquete deseja um Felicissimo Natal a todos os seus leitores. Neste final de semana as estreias são a ficção-científica “Ender’s Game: O Jogo do Exterminador”, com Harrison Ford, a comédia “A Vida Secreta de Walter Mitty”, com Ben Stiller, e o drama “Frances Ha” na Sessão Cine Cult. Continuam em cartaz a fantasia “O Hobbit: A Desolação de Smaug” (vejam na seção Filme da Semana), o drama “Última Viagem a Vegas”, o suspense “Carrie: A Estranha”, a comédia nacional “Crô – O Filme”, e a ficção-científica “Jogos Vorazes: Em Chamas”. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe a animação “Um Time Show de Bola”.

 

Estreia 1: “Ender’s Game: O Jogo do Exterminador


Em um futuro próximo, extraterrestres hostis atacaram a Terra. Com muita dificuldade, o combate foi vencido, graças ao heroísmo do comandante Mazer Rackham (Ben Kingsley). Desde então, o respeitado coronel Graff (Harrison Ford) e as forças militares terrestres treinam as crianças mais talentosas do planeta desde pequenas, no intuito de prepará-las para um próximo ataque. Ender Wiggin (Asa Butterfield), um garoto tímido e brilhante, é selecionado para fazer parte da elite. Na Escola da Guerra, ele aprende rapidamente a controlar as técnicas de combate, por causa de seu formidável senso de estratégia. Com isso, logo se torna a principal esperança das forças militares para encerrar de uma vez por todas com a ameaça alienígena. A direção é de Gavin Hood. “Ender’s Game: O Jogo do Exterminador” estreia nesta sexta-feira, na Sala 4 do Cinemark, e na Sala 1 do Moviecom. Classificação indicativa dez anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “Ender’s Game”)

 

Estreia 2: “A Vida Secreta de Walter Mitty


Walter Mitty (Ben Stiller) é o gerente de uma loja de produtos fotográficos. Ele é um homem tímido, levando uma vida simples, perdido em seus sonhos. Quando um negativo desaparece, Walter é obrigado a embarcar em uma verdadeira aventura. Walter Mitty é um personagem fictício, criado pelo escritor americano James Thurber em seu conto "A Vida Secreta de Walter Mitty". Mitty é um personagem tímido e retraído, mas com uma imaginação muito fantasiosa. O personagem fez tanto sucesso que seu nome foi incluído em alguns dicionários da língua inglesa, como sinônimo de sonhador inofensivo. A direção é do próprio Ben Stiller. “A Vida Secreta de Walter Mitty” estreia nesta sexta-feira, na Sala 6 do Cinemark, e na Sala 7 do Moviecom. Classificação indicativa dez anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “The Secret Life of Walter Mitty”)

 

Sessão Cine Cult: “Frances Ha


Frances (Greta Gerwig) divide um apartamento em Nova York com Sophie (Mickey Sumner), sua melhor amiga. Ela recusa o convite do namorado para que more com ele justamente para não deixar Sophie sozinha, mas a amiga não toma a mesma atitude quando surge a oportunidade de se mudar para um apartamento melhor. A partir de então tem início a peregrinação de Frances em busca de um novo lugar que se adeque às suas finanças, já que ela é apenas aluna em uma companhia de dança à espera de uma chance de integrar o grupo de bailarinos que encenará o espetáculo de Natal. Mesmo diante das dificuldades, Frances tenta manter o alto astral diante os problemas que a vida adulta traz. A direção é de Noah Baumbach. “Frances Ha” será exibido na segunda-feira (23/12) e quinta-feira (26/12), na Sala 5 do Cinemark, na sessão de 18h40. Classificação indicativa 16 anos. (T. O.: “Frances Ha”)

 

Filme da Semana: “O Hobbit: A Desolação de Smaug”

O mundo fantástico criado pelo escritor britânico J. R. R. Tolkien ganha as telas novamente, no segundo filme baseado no livro “O Hobbit”, publicado pela primeira vez em 1937. O filme atual, “O Hobbit: A Desolação de Smaug” dá sequência às aventuras mostradas em “O Hobbit: Uma Viagem Inesperada”.
Não há dúvidas que o diretor neozelandês Peter Jackson é o melhor quando se trata de transformar as palavras de Tolkien em imagens e sons. Tanto a série “Senhor dos Anéis” quanto a atual compõem-se de filmes longos, repletos de cenas de ação e efeitos especiais sofisticados, que enchem os olhos dos espectadores.
Se há um problema a ser levantado, trata-se exatamente das pessoas que nunca leram os livros de Tolkien, ou estão vendo o filme atual sem ter visto o anterior. Não há um resumo dos fatos passados, e mesmo o flashback da cena inicial não traz nenhuma novidade ou esclarecimento, parecendo mais ser um aviso aos retardatários de que o filme já começou.
No filme anterior vimos que um poderoso reino dos anões que habitavam o interior de uma montanha foi atacado e seus habitantes expulsos por Smaug, um terrível dragão que se apossou do tesouro dos anões.
Anos mais tarde, um grupo de anões remanescentes, comandados por Thorin  (Richard Armitage), com o auxílio do mago Gandalf (Ian McKellen), recrutam o hobbit Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) para a empreitada de penetrar na montanha dominada pelo dragão.
A jornada é longa e cheia de imprevistos, e o grupo tem que enfrentar os monstruosos orcs, inimigos mortais dos anões. Bilbo encontra o deformado Gollum (Andy Serkis), que enfrenta em um jogo mortal, e de quem rouba um anel dotado de poderes misteriosos.
O filme atual dá sequência às aventuras do grupo, logo que conseguem escapar do mundo subterrâneo dos orcs. Agora, além de seus monstruosos perseguidores, terão de enfrentar um ser mutante, aranhas gigantes, elfos desconfiados, e até políticos corruptos.
Quando, finalmente, conseguem chegar à montanha que é seu destino final, caberá a Bilbo procurar uma preciosa joia que pode restituir o poder de Thorin como rei dos anões. Na busca pela joia, Bilbo desperta o dragão, que mantém um interessante diálogo com ele sobre as ambições de homens e anões.
Embora os aparentes inimigos sejam os orcs e o dragão Smaug, aos poucos Gandalf descobre uma ameaça muito mais poderosa preparando-se para disseminar as trevas na Terra Média.
O final do filme acontece em um momento crucial, deixando o espectador aflito pela continuação... que só virá daqui a um ano. Mas, quem está acostumado com as produções de Jackson conhece bem isso.
Muitas pessoas estranharam que um livro fininho como “O Hobbit” tivesse sido transformado em três filmes. Mas, embora o primeiro filme tenha momentos em que parecia haver “enchimento de linguiça”, no filme atual os 241 minutos passam sem sentir, tal é o dinamismo do ritmo, e o desenvolvimento dos principais personagens. São notáveis a fuga em barris numa corredeira, e a perseguição do dragão na sala do tesouro.
Martin Freeman mostra-se totalmente à vontade na pele do hobbit Bilbo, numa mistura de inocência e malandragem, que mantém o espectador cativo. Curioso é que a voz do dragão é de Benedict Cumberbatch, seu amigo e parceiro na excelente série “Sherlock”, da BBC.
O fã de “Senhor dos Anéis” vai gostar de rever o ator Orlando Bloom na pele do elfo Legolas, que se divide entre exterminar orcs e dar em cima da elfa Tauriel (Evangeline Lilly), que também se interessa pelo anão Kili (Aidan Turner), embora este triângulo não saia do nível platônico, como convém a um filme com censura de doze anos.
Os efeitos especiais, associados às deslumbrantes paisagens da Nova Zelândia são de cair o queixo, ficando difícil saber o que é paisagem real, e o que é computação gráfica. O mesmo pode-se dizer da maquiagem, principalmente nos orcs, que muitas vezes aparecem em close-ups, numa perfeição impressionante.
“O Hobbit: A Desolação de Smaug” consegue traduzir para o espectador atual o mesmo encantamento que os livros de Tolkien conseguiram com os leitores das décadas de 1930. É um filme repleto de ação, com uma história linear, sem grandes complexidades, e personagens críveis e com os quais o espectador se identifica.
Para entrar na sala de cinema bem afinado, eu recomendo aos leitores revisitarem o primeiro filme, pois essa continuidade só aumentará o prazer de testemunhar uma obra apaixonante.


Livros de cinema:

“Uma Vida Muito Além Das Expectativas - Cartas Para A Minha Bisneta” – Sidney Poitier

A ideia deste livro surgiu quando a pequena Ayele chegou ao mundo para representar a sexta geração da família Poitier. Seu bisavô Sidney Poitier resolveu presenteá-la com um relato sobre a própria história. Resgatando lembranças e fatos marcantes - decepções, conquistas, descobertas, amores, desafios, carreira, família -, Poitier descreve o decorrer de sua vida e reflete sobre como os valores se transformam à medida que se amadurece. 304 p – Editora Larousse.

Lançamentos em DVD/Blu-Ray:

“Um Final de Semana em Hyde Park”

Em junho de 1939, o Rei George VI (Samuel West) e sua esposa, a Rainha Elizabeth (Olivia Colman), fizeram uma visita à propriedade do presidente Franklin D. Roosevelt (Bill Murray) no Hyde Park, Nova York. Enquanto isso, o chefe de estado norte-americano se apaixona cada vez mais de sua prima e amante eventual, Margaret Suckley (Laura Linney). Nenhum monarca britânico havia visitado os EUA antes e Roosevelt espera unir forças com o Reino Unido, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Hyde Park on Hudson”)

“Mundos Opostos”

Adam (Jim Sturgess) e Eden (Kirsten Dunst) se apaixonam ainda na adolescência. Um amor impossível, separado pela gravidade. Eles vivem em planetas com forças gravitacionais opostas: ele no mundo inferior, pobre; ela no superior, explorador. São brutalmente afastados quando um patrulheiro interplanetário os flagra, provocando um acidente aparentemente fatal para Eden. Dez anos se passam e Adam é apenas mais um cara normal tentando levar a vida, ainda abalado pela perda da amada. Mas eis que Adam vê Eden na televisão e descobre que ela está trabalhando num prédio que conecta os dois planetas. Ele agora fará de tudo para, finalmente, reencontrar o amor de sua vida. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Upside Down”)

“Meu Passado me Condena – O Filme”

Quando Fábio (Fábio Porchat) e Miá (Miá Mello) se encontram, é amor à primeira vista. Eles se casam um mês depois de se conhecerem e decidem viajar à Europa em um cruzeiro em lua de mel. Só que, durante a viagem, eles encontram seus antigos namorados, Beto (Alejandro Claveaux) e Laura (Juliana Didone), que hoje estão juntos e também passam sua lua de mel. Adaptação da série de televisão de mesmo nome, escrita por Tati Bernardi. Direção de Julia Rezende.  Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Meu Passado me Condena – O Filme”)


“As Irmãs Brontë”

Inglaterra, início do século XIX. Charlote Brontë relembra alguns episódios de sua vida com seu pai, o reverendo Brontë, suas duas irmãs, Emily e Anne, assim como seu irmão Branwell, um pintor. Enquanto as três irmãs escrevem seus romances e poemas, o irmão, apaixonado por uma mulher que se recusa a se casar com ele, entrega-se ao álcool e às drogas. Elas ficaram célebres por suas obras, Emily Brontë (“O morro dos ventos uivantes”), Charlotte Brontë (“Jane Eyre”) e Anne Brontë (“A moradora de Wildfell Hall”). Além do filme, o disco traz o documentário “Os Fantasmas de Haworth”, com 58 min, e o trailer de cinema. A direção é de André Téchine. Filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Les Soeurs Brontë”)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Coluna Claquete – 13 de dezembro de 2013



Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

Este final de semana promete ser emocionante para os fãs dos livros e filmes do universo de Tolkien, com a estreia de “O Hobbit: A Desolação de Smaug”, sequência das aventuras do hobbit Bilbo na Terra Média. Continuam em cartaz o delicioso drama “Última Viagem a Vegas” (vejam na seção Filme da Semana), o suspense “Carrie: A Estranha”, a comédia nacional “Crô – O Filme”, e a ficção-científica “Jogos Vorazes: Em Chamas”. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe o romance “Como Não Perder Essa Mulher”, a animação “Um Time Show de Bola”, e o nacional “Tatuagem”, na Sessão Cine Cult, enquanto o Moviecom mantém a comédia “Vovô Sem Vergonha”, e o blockbuster “Thor – O Mundo Sombrio”.

 

Estreia 1: “O Hobbit: A Desolação de Smaug


“O Hobbit: A Desolação de Smaug” é o segundo filme da trilogia de adaptação da obra-prima The Hobbit, de J.R.R. Tolkien, e dá continuidade à aventura de Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) em sua épica jornada com o Mago Gandalf (Ian McKellen) e treze Anões, liderados por Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage), para o Reino dos Anões de Erebor. Bilbo, os anões e Gandalf continuam sua jornada depois de serem salvos pelas águias nas Montanhas Sombrias e se encontram com Beorn, um troca-pele, que pode se transformar em um urso enorme. Depois disto eles continuam até a Floresta das Trevas, onde Gandalf os abandona para tratar de “assuntos pessoais” (na verdade ele e Radagast vão atrás da resposta sobre o Necromante, e acabam achando mais do que esperado). Os anões e o hobbit seguem sozinhos por dentro da floresta escura e assustadora até que são surpreendidos pelas Aranhas Gigantes, mas Bilbo com a ajuda de seu anel os salva, mas acabam sendo capturados pelos elfos da floresta. Eles precisam roubar Smaug, um dragão que há muito tempo saqueou o reino dos anões do avô de Thorin e que desde então dorme sobre o vasto tesouro. A direção é de Peter Jackson. “O Hobbit: A Desolação de Smaug” estreia nesta sexta-feira, nas Salas 2, 6 e 7 do Cinemark, e nas Salas 6 e 4 do Moviecom. Classificação indicativa 12 anos. Cópias dubladas e legendadas, 2D, 3d e HFR. (T. O.: “The Hobbit : The Desolation of Smaug”)

 

Sessão Cine Cult: “Tatuagem


Recife, 1978. Clécio Wanderley (Irandhir Santos) é o líder da trupe teatral Chão de Estrelas, que realiza shows repletos de deboche e com cenas de nudez. A principal estrela da equipe é Paulete (Rodrigo Garcia), com quem Clécio mantém um relacionamento. Um dia, Paulete recebe a visita de seu cunhado, o jovem Fininha (Jesuíta Barbosa), que é militar. Encantado com o universo criado pelo Chão de Estrelas, ele logo é seduzido por Clécio. Ao mesmo tempo em que Fininha convive cada vez mais com os integrantes da trupe, ele precisa lidar com a repressão existente no meio militar em plena ditadura. A direção é de Hilton Lacerda. “Tatuagem” será exibido na terça-feira (17/12) e quinta-feira (19/12), na Sala 3 do Cinemark, na sessão de 19h10. Classificação indicativa 16 anos. (T. O.: “Tatuagem”)

 

Filme da Semana: “Última Viagem a Vegas”

A primeira notícia que ouvi sobre “Última Viagem a Vegas” é que seria um “Se Beber Não Case” da terceira idade. Tirando o fato de se tratar de uma despedida de solteiro em Las Vegas, as semelhanças terminam aí. Enquanto “Se Beber Não Case” é um besteirol repleto de cenas inverossímeis e humor escatológico, “Última Viagem a Vegas” é um delicioso retrato de como os sentimentos e emoções continuam presentes, independentemente da idade que se tenha.
Talvez muitos brasileiros não entendam essa ligação de Las Vegas com bebedeiras e casamentos. Fundada no início do século 20, Las Vegas fica no meio do deserto de Nevada, uma região extremamente quente no verão e bastante fria no inverno. Em condições tão inóspitas, a cidade vive do entretenimento adulto, de jogos de azar, shows, e, principalmente, da fama de que lá tudo pode acontecer. Como diz o bilhete da mulher de um dos personagens, junto com um Viagra e um preservativo, “tudo o que acontece em Vegas, fica em Vegas”. É como se fosse Carnaval o ano inteiro, onde se “mete o pé na jaca” pelo menos uma vez. Claro que a realidade é bem diferente, mas considerando que se está em um país onde alguém pode ser preso por beber uma lata de cerveja em público, qualquer coisa a mais que isso é considerado liberdade extrema.
Nos anos 1950, quatro garotos do Brooklin, um dos cinco bairros de Nova York, são tão amigos que se autodenominam “Quarteto Flatbush” enfrentam até os rapazes mais velhos e barra pesada do lugar. Dois deles, Billy e Paddy disputam as atenções de Sophie (Olivia Stuck), a mascote do bando.
Cinquenta e oito anos depois, os amigos estão dispersos pelo país, cada um com uma situação bem diferente. Billy (Michael Douglas), único solteirão do grupo, vive em uma bela casa em Malibu, com uma namorada quarenta anos mais jovem. Paddy (Robert De Niro) que casara com Sophie, ficara viúvo há menos de um ano, e vivia em um apartamento em Nova York, assediado por uma vizinha e cercado de fotos da falecida mulher. Archie (Morgan Freeman), ex-militar da Força Aérea, recuperava-se de um infarto, cercado de cuidados pelo filho Ezra (Michael Ealy). Sam (Kevin Kline) vive um casamento de quarenta anos sem novidades.
O que muda na vida do grupo é a decisão de Billy de casar com a namorada – e o pedido é feito durante o velório de um amigo. Ao comunicar o fato para Sam e Archie, estes decidem fazer uma despedida de solteiro em grande estilo, em Las Vegas. O problema é que o outro membro do grupo, Paddy, está sem falar com Billy, devido a este não ter comparecido ao funeral de sua mulher.
Sam e Archie decidem fazer tudo para reunir o velho bando. Sam recebe da mulher o tal bilhete que mencionei acima, com a recomendação de que ela não queria saber de nada que ele faria. Sam resgata Archie de sua casa, onde era mantido sob a severa vigilância do filho, e os dois convencem Paddy a viajar com eles.
O encontro com Billy leva a inevitáveis discussões com Paddy, que não perdoa o outro por ter faltado ao enterro da mulher. Mas, a reunião com os amigos, o ambiente de Vegas, e o encontro com a encantadora Diana (Mary Steenburgen), uma ex-advogada que virou cantora por prazer, cria uma nova atmosfera. Também ajuda o fato de Archie ter ganhado uma pequena fortuna no cassino, o que os transforma em celebridades momentâneas.
Algumas situações fazem segredos serem revelados, principalmente quando Billy e Paddy voltam a disputar a mesma mulher, mas, o que prevalece acima de tudo é a amizade e respeito que existe entre eles.
“Ultima Viagem a Vegas” não pode ser classificado como uma comédia – pelo menos considerando-se o tipo de filme deste gênero que tem sido lançado nos últimos anos. Contudo, o desenrolar da história traz um rol de cenas divertidas, que se não arrancarão gargalhadas, deixarão o espectador com a alma um pouco mais leve. Nunca antes um grupo de adoráveis “feras” do cinema se reuniu em um só filme para fazer piada até das próprias fraquezas.
Prefiro considerar este filme um drama leve, onde as dificuldades da idade são expostas com delicadeza, mostrando que muitas situações não são diferentes das pessoas mais jovens, quando se trata de amor, sexo e desejo, apenas com uma ótica bem diferente, devido às debilidades de um corpo castigado pelos anos.
“Ultima Viagem a Vegas”, acima de tudo, é uma parábola à amizade e ao espírito imorredouro de juventude, que independe da idade. Como disse um educador brasileiro, “idoso é quem tem idade, velho é quem deixa de aprender”. Talvez muitos de nós, velhos ou jovens, tenhamos a aprender com este filme.


Livros de cinema:

“Anselmo Duarte – O Homem da Palma de Ouro”

Não contente em ter sido o maior galã de nosso cinema, Anselmo Duarte também se tornou um consagrado diretor, que fez sucesso logo na sua estreia, com “Absolutamente Certo!”. E com seu segundo filme, “O Pagador de Promessas”, conquistou a Palma de Ouro em Cannes, um feito até hoje único em nossa História – e que nunca foi aceito pelos intelectuais. Polêmico e até desbocado, Anselmo não tem meias-palavras quando revela sua trajetória na vida e na carreira, em depoimentos gravados em sua casa, no interior de São Paulo, pelo ilustre crítico e jornalista de cinema Luiz Carlos Merten. 272 p – Ed Imprensa Oficial.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray:

“O Tempo e o Vento”


Rio Grande do Sul, final do século XIX. As família Amaral e Terra-Cambará são inimigas históricas na cidade de Santa Fé. Quando o sobrado dos Terra-Cambará é cercado pelos Amaral, todos os integrantes da família são obrigados a defender o local com as armas que têm à disposição. Esta vigília dura vários dias, o que faz com que logo a comida escasseie. Entre eles está Bibiana (Fernanda Montenegro), matriarca da família que recebe a visita de seu falecido esposo, o capitão Rodrigo (Thiago Lacerda). Juntos eles relembram a história não apenas de seu amor, mas de como nasceu a própria família Terra-Cambará. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “O Tempo e o Vento”)

“2 Mais 2”

Aos 40 anos de idade, o casal Diego (Adrián Suar) e Emilia (Julieta Díaz) está bem estabelecido, com sucesso no trabalho e com um filho de 14 anos. Eles conhecem Richard (Juan Minujín) e Betina (Carla Peterson) desde crianças, mas este outro casal tem um estilo de vida muito diferente, preferindo a diversão. Um dia, Richard e Betina confessam a Diego e Emilia que praticam a troca de casais, e confessam que gostariam de experimentar o swing com eles. A proposta alimenta as fantasias eróticas de Emilia, mas não será fácil convencer Diego a entrar no jogo. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Dos Más Dos”)

“Ginger & Rosa”


Londres, 1962. Ginger (Elle Fanning) e Rosa (Alice Englert) são amigas inseparáveis. Elas sonham com uma vida melhor que as de suas próprias mães, sempre presas à rotina doméstica, mas a crescente ameaça de uma guerra nuclear as amedronta. Não demora muito para que ambas entrem em conflito com as mães, ao mesmo tempo em que passam a idolatrar Roland (Alessandro Nivola), o pai pacifista de Ginger. Ele encoraja a filha a "lutar contra a bomba", mas aos poucos Rosa demonstra ter outros interesses envolvidos.  Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Ginger & Rosa”)

“Dentro da Casa”

Um pouco cansado da rotina de professor, Germain (Fabrice Luchini) chega a atormentar sua esposa Jeanne (Kristin Scott Thomas) com suas reclamações, mas ela também tem seus problemas profissionais para resolver e nem sempre dá a atenção desejada. Até o dia em que ele descobre na redação do adolescente Claude (Ernst Umhauer) um estilo diferente de escrever, que dá início a um intrigante jogo de sedução entre pupilo e mestre, que acaba envolvendo a própria esposa e a família de um colega de classe. Tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Dans la Maison”)