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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Coluna Claquete – 17 de dezembro de 2015


Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.comwww.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

 

O que está em cartaz

Que a Força esteja com vocês – principalmente hoje, dia da estreia mundial de “Star Wars: O Despertar da Força”. A Coluna Claquete está de volta à ativa, depois de dois meses de andanças no Primeiro Mundo. A outra estreia da semana é “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”. Teremos também a pré-estreia de “Macbeth: Ambição e Guerra”, além da reexibição do clássico “Blade Runner, o Caçador de Androides”. Continuam em cartaz “Pegando Fogo”, “Olhos da Justiça”, “No Coração do Mar”, “Jogos Vorazes: A Esperança Parte 2 - O Final”, “Bem Casados”, e “Quarto de Guerra”. Nas programações exclusivas, o Cinemark exibe “O Reino Gelado 2”, enquanto o Moviecom mantém “O Reino Gelado 2”.

Estreia 1: “Star Wars: O Despertar da Força”


“Star Wars: O Despertar da Força”, sétimo filme da franquia “Star Wars”, se passa trinta anos após os acontecimentos de “Episódio VI: O Retorno de Jedi”. Os novos heróis – vividos por Daisy Ridley e John Boyega, um ex-Stormtrooper, agora renegado – encontram um sabre de luz perdido no espaço e decidem devolver a relíquia ao seu dono – que mais tarde descobrem se tratar do lendário Luke Skywalker. Eles partem numa jornada, ao lado de Han Solo e Chewbacca, para reencontrar Luke. “Star Wars: Episódio VII” é dirigido por J.J Abrams, e roteirizado por Lawrence Kasdan e Abrams. Kathleen Kennedy, Abrams e Bryan Burk são os produtores, enquanto John Williams retorna como compositor. “Star Wars: O Despertar da Força” está em exibição nas Salas 1, 4 e 6 do Moviecom, Salas 2, 6 e 7 do Cinemark, Salas 1, 2, 3 e 4 do Natal Shopping. Classificação indicativa 12 anos. Exibição em 3D. (T. O.: “Star Wars: Episode VII - The Force Awakens”)

Estreia 2: “Alvin e os Esquilos: Na Estrada”


Dave (Jason Lee) está prestes a se casar com Samantha (Kimberly Williams-Paisley), por mais que o filho dela não se dê muito bem com Alvin, Simon e Theodore. Eles decidem realizar o matrimônio em Miami, onde ficarão para a lua de mel, mas os pequenos esquilos não são convidados para a festa. É claro que o trio não ficará satisfeito e, por conta própria, resolve viajar até a cidade. A direção é de Walt Becker. “Alvin e os Esquilos: Na Estrada” está em exibição nas Salas 1 e 7 do Moviecom, Salas 4 e 7 do Cinemark, Sala 6 do Natal Shopping, e Sala 5 do Partage Norte Shopping. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas. (T. O.: “Alvin And The Chipmunks: Road Chip”)

Pré-Estreia: “Macbeth: Ambição e Guerra”


Macbeth (Michael Fassbender) é um general do exército escocês que trai seu rei após ouvir um presságio de três bruxas que dizem que ele será o novo monarca. Ele é altamente influenciado pela esposa Lady Macbeth (Marion Cotillard), uma figura manipuladora que sofre por não poder lhe dar filhos. Mais um filme inspirado na obra de William Shakespeare. A direção é de Justin Kurzel. “Macbeth: Ambição e Guerra” terá pré-estreia na Sala 3 do Natal Shopping. Classificação indicativa 16 anos. (T. O.: “Macbeth”)


Clássicos Cinemark: “Blade Runner, o Caçador de Androides”


No início do século XXI, uma grande corporação desenvolve um robô que é mais forte e ágil que o ser humano e se equiparando em inteligência. São conhecidos como replicantes e utilizados como escravos na colonização e exploração de outros planetas. Mas, quando um grupo dos robôs mais evoluídos provoca um motim, em uma colônia fora da Terra, este incidente faz os replicantes serem considerados ilegais na Terra, sob pena de morte. A partir de então, policiais de um esquadrão de elite, conhecidos como Blade Runner, têm ordem de atirar para matar em replicantes encontrados na Terra, mas tal ato não é chamado de execução e sim de remoção. Até que, em novembro de 2019, em Los Angeles, quando cinco replicantes chegam à Terra, um ex-Blade Runner (Harrison Ford) é encarregado de caçá-los. A direção é de Ridley Scott. “Blade Runner, o Caçador de Androides” será exibido no Cinemark no sábado às 23h55 (Sala 3), no domingo às 11h20 (Sala 3), e na quarta-feira às 18h40 (Sala 5). Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Blade Runner”)

  

Especial: 38 anos de Star Wars

Nos idos de 1977, quando eu ainda era um jovem universitário em João Pessoa, fiquei empolgado ao ver o cartaz do saudoso Cine Municipal, anunciando um novo filme de ficção científica, “Guerra nas Estrelas”. Como naquela época não existia internet, as informações de cinema chegavam através de jornais, revistas especializadas e alguns raros programas de televisão.
A única coisa que eu sabia era que este novo filme deixava de lado o rigor científico de “2001: Uma Odisséia no Espaço”, e trazia muitas referências aos filmes de samurais, faroeste e da Segunda Guerra Mundial, além de brilhar na questão efeitos especiais.
Nem preciso dizer que adorei o filme, embora fosse adotada a fórmula do “vamos fazer de conta que tudo isso é real”. Claro, viagens acima da velocidade da luz, explosões no espaço (com som), gravidade artificial, e até os fantásticos sabres de luz que se comportavam como coisas sólidas, tudo isso ainda é fantasia total. Mas, o que importava mesmo era a diversão.
A história era super simples, com as peripécias do trio formado por Luke Skywalker (Mark Hamill), Princesa Lea (Carrie Fisher) e Han Solo (Harrison Ford), auxiliados pelo alien Chewbacca (Peter Mayhew) e os robôs R2-D2 (Kenny Baker) e C-3PO (Anthony Daniels), além da magnífica participação de Alec Guinness, como Obi-Wan Kenobi, e do vilão mais icônico – e querido – do cinema, Darth Vader, interpretado por David Prowse, e dublado por James Earl Jones.
O filme obteve um sucesso que surpreendeu a todos, principalmente o estúdio Fox, que por não dar importância ao tema e seus efeitos em nível mundial, permitiu que o diretor George Lucas tivesse todos os direitos sobre o filme – decisão da qual devem ter se arrependido muito, tendo em vista que foi este filme que inaugurou uma novidade na indústria do cinema, toda uma gama de brinquedos, games e acessórios baseados nos personagens da grife.
O filme arrecadou 775 milhões de dólares nas bilheterias (equivalente a um bi e meio de hoje), e com toda a grana que veio do merchandising, George Lucas abriu sua própria empresa de cinema, a Lucasfilm, além da empresa de efeitos especiais, a Industrial Light & Magic.
Sobre os efeitos especiais, é bom lembrar que, em 1977, a computação gráfica ainda era um sonho remoto, e tudo era feito literalmente “no braço”. As fantásticas imagens do primeiro filme usavam as técnicas da época, com miniaturas altamente elaboradas, que hoje, com a alta resolução dos equipamentos, parece coisa grosseira.
Ao sucesso inicial de “Guerra nas Estrelas”, logo vieram as sequências, “O Império Contra-Ataca” (1980) e “O Retorno do Jedi” (1983). Depois disso, parecia que George Lucas dormiria nos louros – e ouros – de seus filmes, fazendo sucessivos lançamentos e relançamentos, que lhe valeram o apelido de George “Lucras”.
A explosão de efeitos digitais no cinema entusiasmou o cineasta a fazer uma nova trilogia, com os fatos que antecediam a trilogia anterior, e resultaram nos filmes “Star Wars Episódio I: A Ameaça Fantasma” (1999), “Star Wars Episódio II: Ataque dos Clones” (2002), e “Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith” (2005).
O sucesso da nova série levou Lucas a relançar a série original substituindo os efeitos por digitais. Só que ele enfureceu os fãs da série clássica ao modificar cenas importantes como o duelo de Han Solo no bar no primeiro filme, ou substituindo o rosto do personagem Anakyn no terceiro filme.
Além dos seis filmes, houve uma enxurrada de produtos no mercado relacionados ao universo de Star Wars, tornando-o um objeto de consumo para várias gerações de consumidores.
Embora a saga Star Wars seja um novelão sobre a família Skywalker, não há dúvidas que revolucionou a indústria do cinema, que deixou de produzir algo para exibir durante duas horas em uma sala de projeção, e criando imagens que tem uma extensa vida, não apenas como filme, mas também estampando milhares de outros produtos do dia a dia dos consumidores.
Em 2012, a Walt Disney Company comprou a Lucasfilm por 4,05 bilhões de dólares e anunciou uma nova trilogia de filmes, sendo que o primeiro capítulo dessa nova fase, sob o título de “Star Wars: O Despertar da Força”, que estreia hoje no mundo inteiro. Diferente das outras, esta nova trilogia terá um intervalo de dois anos entre um filme e outro, e durante esse intervalo, a Disney lançara filmes spin-off que se passam durante os episódios das trilogias.
  

Livros de cinema:

Cinefilia - Coleção Cinema, Teatro e Modernidade

Experiência íntima e ritual coletivo ao mesmo tempo, a cinefilia angariou muitos adeptos. Não se tratava apenas de ver os filmes, mas de discuti-los e situá-los numa história das formas artísticas. A partir de personalidades como Godard, Truffaut, Chabrol, Rivette e Bazin, e dos debates da Nouvelle Vague, Antoine Baecque refaz o percurso dos anos 1940 a 1960, abordando as principais publicações dedicadas à crítica de cinema, como os Cahiers du Cinéma e Positif. O livro mostra como a cinefilia conquistou seu lugar na história cultural do século XX ao inventar uma forma de ver e compreender o mundo através do cinema. A frequentação assídua à cinemateca dirigida por Henri Langlois e a multiplicação dos cineclubes foram alguns dos primeiros eventos que deram origem à cultura cinéfila de que o livro trata.  472 p. Editora Cosac & Naify.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray:


“Missão Impossível – Nação Secreta”

Ethan Hunt (Tom Cruise) descobre que o famoso Sindicato é real, e está tentando destruir o IMF. Mas como combater uma nação secreta, tão treinada e equipada quanto eles mesmos? O agente especial tem que contar com toda a ajuda disponível, incluindo de pessoas não muito confiáveis. Como não poderia deixar de ser, Tom Cruise interpreta o agente Ethan Hunt pela quinta oportunidade. Ele e Ving Rhames são os únicos que apareceram em todos os filmes da franquia. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Mission: Impossible - Rogue Nation”)

“A Dama Dourada”

Década de 1980. Maria Altmann (Helen Mirren) é uma judia sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que decide processar o governo austríaco para recuperar o quadro "Woman in Gold", de Gustav Klimt - retrato de sua tia que foi roubado pelos nazistas durante a ocupação. Ela conta com a ajuda de um jovem advogado, inexperiente e idealista (Ryan Reynolds). O problema é que o quadro é considerado patrimônio nacional da Austria! O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Woman in Gold”)

“O Encontro”

Nas ruas de Nova York, vive George (Richard Gere). Ele está com a saúde fragilizado e não tem para onde ir. Ele se sente sufocado pela cidade. Quando George se refugia no maior abrigo de Manhattan, o Hospital Bellevue, ainda se sente perdido, pois o ambiente é hostil e está lotado. Ele conhece Dixon (Ben Vereen). Eles tornam-se grandes amigos e agora George volta a ter esperança e deseja se aproximar da filha. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Time Out of Mind”)

“Virando a Página”

Keith Michaels (Hugh Grant) já foi um roteirista de sucesso, vencedor do Oscar, mas décadas mais tarde, a fama desapareceu e ele enfrenta graves problemas financeiros. Por isso, este homem amargo e machista aceita dar aulas de roteiro para universitários, embora despreze a profissão de professor. Durante os cursos, ele deve lidar com a sua fama, com a falta de prática no ensino e com a atração pela mãe solteira Holly Carpenter (Marisa Tomei), que decide assistir às suas aulas. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “The Rewrite”)



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Coluna Claquete – 06 de agosto de 2015

 

Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.comwww.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

 

O que está em cartaz

Chegamos em agosto, o mês dos ventos. Pena que estes mesmos ventos que ameaçam o nosso país não sejam suficientes para limpar o congresso. E, neste final de semana temos as estreias da ficção-científica “Quarteto Fantástico”, do drama “O Dançarino do Deserto” e da comédia francesa “Que Mal Eu Fiz a Deus?”. Nesta semana teremos a reexibição do clássico “Top Gun: Ases Indomáveis”, e da animação “A Bela e a Fera”. Continuam em cartaz o terror “Sobrenatural: A Origem”, o drama “Magic Mike XXL” a animação “Pixels”, “Homem-Formiga”, “Carrossel – O Filme”, “Meu Passado Me Condena 2”, e “Minions”. Nas programações exclusivas, o Natal Shopping exibe o policial “Jogada de Mestre”, e a animação “Divertida Mente”. Na seção Filme da Semana vejam a resenha do drama “A Dama Dourada”.

Estreia 1: “Quarteto Fantástico”


Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell). Este é um restart da série Quarteto Fantástico, que já esteve em outros dois filmes: “Quarteto Fantástico” (2005) e “Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado” (2007). A direção é de Josh Trank. “Quarteto Fantástico” está em exibição nas Salas 4 e 6 do Moviecom, Salas 2, 3 e 4 do Cinemark, Sala 1 do Natal Shopping, e Salas 1 e 4 do Partage Norte Shopping. Classificação indicativa dez anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “The Fantastic Four”)

Estreia 2: “O Dançarino do Deserto”


Afshin Ghaffarian (Reece Ritchie) é um iraniano rebelde que desafia as leis e ignora o clima constantemente tenso fazendo aquilo que mais gosta: dançar. Ele forma uma companhia clandestina com amigos próximos e ensaia em casa assistindo vídeos de Michael Jackson, Pina Bausch e Gene Kelly na internet. Como dançar em público é proibido no país, ele planeja uma performance do grupo no meio do deserto. Baseado em uma história real. A direção é de Richard Raymond. “O Dançarino do Deserto”  será exibido na Sala 3 do Natal Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Desert Dancer”)

Estreia 3: “Que Mal Eu Fiz a Deus?”


O casal Verneuils tem quatro filhas. Católicos, conservadores e um pouco preconceituosos, eles não ficaram muito felizes quando três de suas filhas se casaram com homens de diferentes nacionalidades e religiões. Quando a quarta anuncia o seu casamento com um católico, o casal fica nas nuvens e toda a família vai se reunir. Mas logo eles vão descobrir que nem tudo é do jeito que eles querem. A direção é de Phillippe de Chauveron. “Que Mal Eu Fiz a Deus”  será exibido na Sala 5 do Natal Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Qu'est-ce qu'on a fait au Bon Dieu?”)


Clássicos Cinemark: “Top Gun: Ases Indomáveis”


Maverick (Tom Cruise) é um jovem piloto de jato que voa mais por instinto do que por regras. Ele e seu amigo Goose (Anthony Edwards) são enviados à Top Gun, o local de treinamento da elite da Marinha para os melhores pilotos de jatos de combate do mundo. Maverick terá que superar seus próprios traumas para vencer num mundo em que não há lugar para segundo colocado. Top Gun é um dos melhores filmes de ação já feitos, com incríveis cenas de voo, levando em consideração a época em que foi filmado, com um elenco razoável e uma história pra lá de eletrizante. No elenco estão também Kelly McGillis, Val Kilmer, Tom Skerritt, Michael Ironside, Tim Robbins, e Meg Ryan. A direção é de Tony Scott. “Top Gun: Ases Indomáveis” será exibido no Cinemark no sábado às 23h55 (Sala 1), no domingo às 12h10 (Sala 5), e na quarta-feira às 19h50 (Sala 5). Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Top Gun”)


O Maravilhoso Mundo da Disney: “A Bela e a Fera”


Em uma pequena aldeia da França vive Belle, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelo moradores da localidade, e seu pai, Maurice, um inventor que é visto como um louco. Ela é cortejada por Gaston, que quer casar com ela. Mas apesar de todas as jovens do lugarejo o acharem um homem bonito, Belle não o suporta, pois vê nele uma pessoa primitiva e convencida. Quando o pai de Belle vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira quando negou abrigo a ela. Quando Belle sente que algo aconteceu ao seu pai vai à sua procura. Ela chega ao castelo e lá faz um acordo com a Fera: se seu pai fosse libertado ela ficaria no castelo para sempre. “A Bela e a Fera” será exibido no Cinemark no sábado e domingo às 11h30 na Sala 6. Classificação indicativa livre. Cópia dublada, exibição em 3D. (T. O.: “Beauty and the Beast”)

  

Filme da Semana: “A Dama Dourada”

Nesta infindável campanha eleitoral que o Brasil vivencia, muitas vezes somos surpreendidos por pessoas que parecem desconhecer fatos ocorridos vinte, trinta anos atrás, e que fazem parte da nossa história recente. Isso não é um fenômeno isolado, pois quem participa de atos condenáveis sempre tenta jogar a sujeira para baixo do tapete. Um filme que mostra isso com uma clareza impressionante é “A Dama Dourada”, baseado em fatos lamentavelmente reais.
É do conhecimento de todos que os nazistas dominaram o poder político na Alemanha, através da liderança de Adolf Hitler, invadiram países vizinhos e provocaram a Segunda Guerra Mundial. Neste percurso foram cometidas atrocidades, em especial contra os judeus, no que foi denominado Holocausto.
O que pouca gente sabe é que nem tudo foi imposição de Hitler. Muita gente participou com entusiasmo das ideias do maluco do bigodinho, não apenas dos ideais de supremacia ariana, mas também da hostilidade declarada contra judeus, ciganos, testemunhas de Jeová, homossexuais e outras minorias indesejadas. Isso aconteceu não só na Alemanha, como também na Áustria, França, Suécia e outros lugares “civilizados”, muito antes de se dar o primeiro tiro da Segunda Guerra.
Como já foi demonstrado no filme “Caçadores de Obras-Primas”, houve um programa institucional do governo de Hitler para confiscar obras de arte, quer fossem elas de museus dos países conquistados, quer fossem propriedade particular dos “indesejáveis” judeus. Entre as milhares de obras roubadas, uma delas foi o quadro que ficou conhecido mundialmente como “A Dama Dourada”, de autoria do pintor austríaco Gustav Klimt (1862-1918).
A modelo do quadro foi Adele Bloch-Bauer, uma dama da sociedade vienense casada com um magnata do açúcar, e que ajudava muitos artistas. Adele morreu jovem, em 1925, muito antes dos eventos terríveis que se sucederiam com o seu país e particularmente com a sua família. Posteriormente, este quadro e outros que haviam pertencido à família foram recuperados e exibidos em museus austríacos.
Na década de 1980 vamos encontrar a sobrinha de Adele, e última descendente da família em Los Angeles, Estados Unidos. Maria Altmann (Helen Mirren) conseguira fugir com o marido pouco antes do início da guerra, enquanto via sua família ser dilapidada pelos nazistas e seus simpatizantes austríacos.
Após a morte da irmã, Maria procura o jovem advogado Randol Schoenberg (Ryan Reynods), que era filho de uma amiga, para aconselhá-la sobre seu desejo de recuperar obras de arte da família.
Randy acabara de assumir um emprego em um grande escritório de advocacia, e consegue convencer os chefes sobre o caso. Ele e Maria viajam para Viena, onde são recebidos por todos com indiferença e frieza, principalmente porque a obra em questão era considerada a Mona Lisa da Áustria.
Uma ajuda inesperada veio da parte de Hubertus Czernin (Daniel Brühl), jornalista investigativo que procurava corrigir atos de pessoas como o próprio pai, que fora um ativista do nazismo na Áustria.
Apesar de conseguirem documentos que provavam a propriedade da família, tanto as autoridades quanto o judiciário austríaco se mostraram inacessíveis para Maria e Randy. Sentindo-se derrotados, eles retornaram para suas vidas.
Contudo, o caso tornou-se uma obsessão para Randy, que descobriu brechas jurídicas que permitiriam ingressar com uma ação nos Estados Unidos. O caso seria levado até a Suprema Corte, alcançando proporções inimagináveis.
Embora o filme foque principalmente na batalha de Maria, é mostrada em flashback sua vida ainda jovem, vivida pela atriz Tatiana Maslany, sua vida em família com a famosa tia Adele (Antje Trauer), o marido Fritz (Max Irons), e os pais Gustav (Allan Corduner) e Therese (Nina Kunzendorf). Essas memórias permitem ter um vislumbre da dor e humilhação pela qual passaram muitos cidadãos honrados, denegridos unicamente pela raça e religião.
Tecnicamente o filme é impecável, não apenas pelas ótimas atuações como também pela fantástica trilha sonora, e uma fotografia que enriquece bastante as maravilhosas locações em Viena.
Embora o título “A Dama Dourada” se refira ao quadro, não podemos deixar de imaginar que a verdadeira dama de ouro seja a própria Maria Altmann, vivida com notável brilhantismo por Helen Mirren. Maria, falecida em 2011, demonstrou com seus atos não apenas uma inquebrantável firmeza de caráter e perseverança, como também de altruísmo, como demonstram as informações fornecidas no final do filme.
  

Livros de cinema:


Cinema no Mundo – América Latina

Impulsionada pelo surgimento de novas tecnologias e pela globalização, a indústria cinematográfica apresenta particularidades e oportunidades que são analisadas na coleção Cinema no Mundo - indústria, política e mercado. O segundo volume da coleção Cinema no Mundo, de Alessandra Meleiro, aborda as cinematografias da América Latina e do Caribe, suas indústrias, produções e mercados (Octavio Getino), a política cinematográfica brasileira para o século XXI (Jom Tob Azulay), o mercado cinematográfico brasileiro (André Gatti), a circulação global e local do novo cinema argentino (Tamara L. Falicov), as iniciativas sinérgicas de coprodução, distribuição e exibição no cinema latino-americano (Libia Villazana) e a cinematografia dos países andinos (Nora de Izcue). 232 p. Editora Escrituras.




Lançamentos em DVD/Blu-Ray:


“Velozes e Furiosos 7”

Após os acontecimentos em Londres, Dom (Vin Diesel), Brian (Paul Walker), Letty (Michelle Rodriguez) e o resto da equipe tiveram a chance de voltar para os Estados Unidos e recomeçarem suas vidas. Mas a tranquilidade do grupo é destruída quando Deckard Shaw (Jason Statham), um assassino profissional, quer vingança pela morte de seu irmão. Agora, a equipe tem que se reunir para impedir este novo vilão. Mas dessa vez, não é só sobre ser veloz. A luta é pela sobrevivência. Último filme da série com Paul Walker, morto em um acidente de carro. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Furious 7”)

“Chappie”

Em um futuro próximo, a África do Sul decidiu substituir os seus policiais humanos por uma frota de robôs ultra resistentes e dotados de inteligência artificial. O criador destes modelos, o brilhante cientista Deon (Dev Patel), sonha em embutir emoções nos robôs, mas a diretora da empresa de segurança (Sigourney Weaver) desaprova a ideia. Um dia, ele rouba um modelo defeituoso e faz experiências nele, até conseguir criar Chappie (Sharlto Copley), um robô capaz de pensar e aprender por conta própria. Mas Chappie é roubado por um grupo de ladrões que precisa da ajuda para um assalto a banco. Quando Vincent (Hugh Jackman), um engenheiro rival de Deon, decide sabotar as experiências do colega de trabalho, a segurança do país e o futuro de Chappie correm riscos. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Chappie”)

“Deixa Rolar”

Um roteirista (Chris Evans) se vê em apuros quando um produtor, Bryan (Anthony Mackie), lhe encomenda o roteiro de uma comédia romântica típica. O problema é que ele acredita que filmes deste tipo idealizam o amor de uma forma que ele nunca é na vida real, mas Bryan lhe promete que, caso aceite esta tarefa, o colocará para escrever o sonhado roteiro de um filme de ação. Desta forma, ele aceita a tarefa. Entretanto, em meio a todo seu pessimismo sobre o romantismo em geral, ele conhece uma garota (Michelle Monaghan) com um senso de humor bastante sarcástico, por quem acaba se apaixonando. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Playing It Cool”)

“Quero Ser Grande”

Em um passeio num parque de diversões Josh (David Moscow) acaba barrado na montanha-russa. Revoltado, ele pede à máquina dos desejos para ser grande. No dia seguinte o pedido foi realizado e a mãe o expulsa de casa, pois não conhece aquele estranho de trinta anos (Tom Hanks). Josh, porém, continua sendo apenas uma criança e agora precisa aprender a se relacionar no mundo dos adultos. O filme teve três indicações ao Oscar de 1989, e cuja cena do piano gigante já pertence à antologia do cinema. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital. (T. O.: “Big”)