quinta-feira, 17 de julho de 2014

Coluna Claquete – 18 de julho de 2014


 

Newton Ramalho

 

colunaclaquete@gmail.com – www.colunaclaquete.blogspot.com  - @colunaclaquete

 

 

O que está em cartaz

Depois do desastre do Brasil na Copa, começa a Copa de calúnias para a campanha presidencial... Enquanto isso, nos cinemas, as novidades são a animação “Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate”, e a comédia romântica “Juntos e Misturados”. Nesta semana, teremos também a reexibirão de “O Poderoso Chefão”, e a pré-estreia de “Planeta dos Macacos – O Confronto”. Continuam em cartaz a ficção “Transformers – A Era da Extinção”, “Como Treinar o Seu Dragão2”, “A Culpa É das Estrelas”, e “Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou”. Nas programações exclusivas o Moviecom exibe “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, e “Malévola”, enquanto o Cinemark mantém “O Que os Homens Falam”, na Sessão Cine Cult.

Estreia 1: “Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate”


Dusty descobre que seu motor está severamente danificado e nunca mais poderá participar de corridas. Após algumas adaptações ele acaba realocado na brigada aérea de incêndio, onde conhece o veterano helicóptero Blade Ranger e a equipe terrestre conhecida como The Smokejumpers. Enfrentando o fogo diariamente, Dusty finalmente entende o significado da palavra "herói". Inicialmente, o primeiro “Aviões” (2013) deveria ser lançado em DVD, mas como o resultado agradou à Disney, o filme estreou nos cinemas. A confiança dos produtores era tão grande que a sequência “Planes: Fire and Rescue” começou a ser preparada antes mesmo do lançamento do primeiro filme. A direção é de Roberts Gannaway. “Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate” está em exibição nas Salas 3 e 6 do Moviecom, Sala 3 do Cinemark, Salas 1, 2, 5 e 6 do Natal Shopping, e Salas 1, 2, 3 e 5 do Norte Shopping. Cópias dubladas, exibição em 2D e 3D. Classificação indicativa livre. (T. O.: “Planes: Fire and Rescue”)

 

Estreia 2: “Juntos e Misturados”


Após um primeiro encontro desastroso, Jim (Adam Sandler) e Lauren (Drew Barrymore) viajam, por coincidência, para o mesmo resort familiar durante as férias, junto com seus filhos de casamentos anteriores. Sendo obrigados a conviver, uma atração começa a surgir entre os dois. Esta é a terceira comédia romântica estrelada por Adam Sandler e Drew Barrymore, após “Afinado no Amor” (1998) e “Como Se Fosse a Primeira Vez” (2004). A direção é de Frank Coraci. “Juntos e Misturados” está em exibição na Sala 4 do Moviecom, Sala 4 do Cinemark, Salas 4 e 5 do Natal Shopping, e Sala 6 do Norte Shopping. Classificação indicativa dez anos. Cópias dubladas e legendadas – verifique o seu cinema. (T. O.: “Blended”)

Estreia 3: “O Poderoso Chefão”


A pesar da violência, “O Poderoso Chefão” é primeiramente um filme sobre o poder da lealdade e do amor na família Corleone e na comunidade em que eles vivem. A história se inicia com o casamento de Connie (Talia Share), a filha de Don Corleone (Marlon Brando). Como um senhor feudal, ele recebe os cumprimentos e promessas de lealdade da família e de clientes. Os outros filhos de Corleone estão presentes: o sangue-quente Sony (James Caan), o mais velho que irá substitui-lo, e Fredo (John Cazale), que não se adequa aos negócios da família. O preferido de Corleone é o filho mais novo, Michael (Al Pacino), que voltou como herói da II Guerra Mundial e não tem nenhum envolvimento com a máfia. Porém, devido à incapacidade do pai, se vê forçado a assumir a liderança da família, contrariando o que Don Corleone queria para seu futuro. A direção é de Francis Ford Coppola. “O Poderoso Chefão” será exibido na Sala 5 do Cinemark no sábado às 23h55m, domingo às 12h30m, e na quarta-feira, às 19h30. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Godfather”)

 

Pré-Estreia: “Planeta dos Macacos – O Confronto”


Quinze anos após a conquista da liberdade, César (Andy Serkis) e os demais macacos vivem em paz na floresta próxima a San Francisco. Lá eles desenvolveram uma comunidade própria, baseada no apoio mútuo, para que possam se manter. Enquanto isso, os humanos enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causada por um vírus criado em laboratório, chamado vírus símio. Diante disto, um grupo de sobreviventes liderado por Dreyfus (Gary Oldman) deseja atacar os macacos para usá-los como cobaias na busca por uma vacina. Só que Malcolm (Jason Clarke), que conhece bem como os macacos vivem por ter conquistado a confiança de César, deseja impedir que o confronto aconteça. A direção é de Matt Reeves. “Planeta dos Macacos – O Confronto” terá pré-estreia na Sala 3 do Cinemark (17h50), Sala 5 do Natal Shopping (20h45), e Sala 2 do Norte Shopping (20h30). Classificação indicativa 12 anos. Cópias dubladas e legendadas – verifique o seu cinema. (T. O.: “Dawn of the Planet of the Apes”)

 

Sessão Cine Cult: “O Que os Homens Falam”


Oito homens enfrentam a crise de meia-idade neste filme de episódios. E. (Eduardo Fernandez), que perde tudo o que tem e volta a morar na casa da mãe, se encontra casualmente com um amigo de longa data, J. (Eduardo Sbaraglia), que conquista tudo o que deseja, mas fica deprimido. S. (Javier Camara) tenta retomar o casamento dois anos após o divórcio. G. (Ricardo Darín) confessa a L. (Luis Tosar) que desconfia que sua esposa o trai. P. (Eduardo Noriega) tenta seduzir uma colega de trabalho. Já A. (Alberto San Juan) e M. (Jordi Mollà) têm seus segredos íntimos revelados. A direção é de Cesc Gay. “O Que os Homens Falam” será exibido na Sala 3 do Cinemark, na segunda-feira (21/07) e na terça-feira (22/07), na sessão de 20h50. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Uma Pistola em Cada Mano”)

 

Filme da Semana: “13º Distrito”

Um filme que passou de relance em nossos cinemas, mas logo sairá para o mercado doméstico trouxe como atrativos, além de ser o último filme completo do ator Paul Walker, morto em um acidente automobilístico, é de ser a refilmagem de um grande sucesso francês, “B13 – 13º Distrito”. A versão americana, cujo título original é “Brick Mansions”, recebeu aqui um título parecido com o da versão francesa, “13º Distrito”. Um ponto em comum entre as versões é a mão de Luc Besson nos roteiros.
Na versão francesa, a história se passa em Paris, no ano de 2010 (o filme é de 2004). Diante do aumento inevitável da criminalidade em alguns subúrbios, o governo autoriza a construção de um muro de isolamento ao redor dos bairros classificados como de alto risco. O pior de todos é o 13º distrito, que é controlado por um chefão do crime, Taha (Dominique Dorol).
Um jovem punk íntegro, Leïto (David Belle), está determinado em acabar com seu poder. Quando Taha retalia, sequestrando a irmã de Leito, Lola (Dany Verissimo), seu irmão tenta resgatá-la, mas é traído pelo chefe da delegacia do 13º distrito, que temia o poder de Taha. Leïto acaba sendo preso e Lola é mantida prisioneira de Taha, que colocou uma coleira nela, como se fosse uma cadela.
Após seis meses, um míssil é roubado e ao agente Damien (Cyril Raffaelli) é dada a quase impossível missão de desarmá-lo, pois está no distrito B13 e em poder de Taha. Damien tem menos de 24 horas para fazer isto, pois, segundo seu chefe, ao findar este tempo o míssil explodirá, matando milhões de pessoas. Então, Damien se passa por um preso que está sendo transferido com Leïto e ambos "escapam", mas nem toda a verdade foi revelada.
O filme fez um enorme sucesso, na época, devido principalmente à trilha sonora com o ritmo forte do rap dos subúrbios de Paris, como também às impressionantes cenas de perseguição utilizando técnicas de Parkour, esporte radical criado pelo próprio David Belle, muito influenciado por seu pai, Raymond Belle. Para se ter ideia, só foram usados efeitos especiais em 10% das acrobáticas cenas de perseguição. Outro fato curioso, para nós, foi o vislumbre de uma cena de uma novela brasileira com Antonio Fagundes e Regina Duarte.
“B13 – 13º Distrito” teve uma sequência em 2009, “B13-U – 13º Distrito – Ultimato”, com os mesmos protagonistas, envolvidos em outra história de bandidos e políticos corruptos, com muitos tiros, perseguições, e, obviamente, o Parkour.
“13º Distrito”, a versão americana, traz a ação para a cidade de Detroit, que já foi o paraíso das fábricas de automóveis, e hoje está praticamente falida. Um bairro barra-pesada foi fechado por altos muros, para tentar isolar os criminosos lá dentro – junto com a população mais pobre.
Lá dentro, tudo está sob o controle de Tremaine Alexander (RZA), que age com mão de ferro aterrorizando todos, exceto o rebelde Lino (David Belle), que tenta erradicar as drogas na sua vizinhança.
Depois de causar um grande prejuízo a Tremaine, Lino escapa nas barbas de K2 (Gouchy Boy) e Rayzah (Ayisha Issa), o que desperta furor no chefão. K2 sugere usar Lola (Catalina Denis), a ex-namorada de Lino, para atraí-lo a uma armadilha.
O plano funciona às avessas, pois Lino liberta Lola e captura Tremaine, levando-o para uma delegacia de polícia. Lá, ao invés de prender o bandido, os policiais libertam Tremaine, que leva Lola por vingança.
Nesse ínterim, o policial Damien Collier (Paul Walker) é convocado ao gabinete do prefeito, onde recebe a missão de localizar e desativar uma bomba de nêutrons que foi roubada por Tremaine, e que poderá explodir em menos de 24 horas.
Para isso, ele terá que convencer Lino a ajuda-lo a penetrar no bairro e enfrentar a quadrilha de Tremaine. O detalhe é que Lino não sabe disso, e Damien usa o estratagema de fingir que é prisioneiro e fugirá junto com o outro.
A história de “13º Distrito” é muito semelhante à do filme francês, embora tenha sofrido algumas adaptações e suavizações. A trilha sonora ainda é de rap com um ritmo forte, os argelinos foram substituídos por latinos e negros, a irmã mudou para ex-namorada, mas o coprotagonista, David Belle, foi mantido, o que garantiu a emoção dos percursos de Parkour, e quanto a Paul Walker, eu diria que foi uma das melhores atuações dele, já que ficou com a imagem muito presa ao seu secundário papel na série “Velozes e Furiosos”.
“13º Distrito” é um filme de ação, sem muito aprofundamento de qualquer natureza, mas repleto de cenas de ação que tanto agradam as gerações de espectadores atuais.
Além da homenagem a Paul Walker, em um dos seus melhores momentos, recomendo aos leitores assistirem também as versões francesas, pois são mais “cruas” e empolgantes, principalmente por suas fantásticas trilhas sonoras.

Eventos:

Cineclube Natal apresenta o documentário “A vida não basta”

O Cineclube Natal e o Teatro de Cultura Popular (TCP) trazem a Natal, em duas sessões especiais nesta sexta-feira e sábado (18 e 19), o documentário “A vida não basta”, dos realizadores Caio Tozzi e Pedro Ferrarini. O longa, inédito no circuito comercial, utiliza o depoimento de nove artistas de áreas distintas para tratar do papel transformador da arte em suas vidas e na de seu público, por meio de músicas, livros, quadros e personagens. O título do documentário é inspirado na frase “A arte existe porque a vida não basta”, do poeta maranhense Ferreira Gullar, e conta com participações de personalidades como Toquinho e Denise Fraga, além do próprio Gullar, patrono do projeto. As sessões são gratuitas e começam às 19h, no Teatro de Cultura Popular Chico Daniel, da Fundação José Augusto, localizado na Rua Jundiaí, n. 641, Tirol.

Livros de cinema:

É Tudo Cinema

Após uma década e meia de existência, o Festival Internacional de Documentários "É Tudo Verdade" se firmou como a grande vitrine para os filmes de não ficção nacionais e é referência para os fãs dessa vertente da sétima arte. O livro, escrito por seu próprio criador e realizador, o jornalista Amir Labaki, conta a origem do projeto, curiosidades dos bastidores e a história de todas as edições do festival. Traz também fotos do acervo pessoal do autor, catálogo dos filmes selecionados e lista com os vencedores de todas as edições, a partir de 1997, já que a mostra de 1996 não foi competitiva. 304 p – Editora Imprensa Oficial.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray:



“Need For Speed – O Filme”

Tobey Marshall (Aaron Paul) herdou do pai uma oficina mecânica, onde, juntamente com sua equipe, modifica carros para que se tornem o mais rápido possível. Um dia, o ex-piloto da Fórmula Indy Dino Brewster (Dominic West) o procura para que Tobey possa concluir um Mustang. Apesar das divergências entre eles, Tobey aceita a proposta por precisar muito do pagamento oferecido por Dino. Entretanto, a velha rixa entre eles faz com que disputem um último racha, que conta ainda com a participação de Pete (Harrison Gilbertson), grande amigo de Tobey. A corrida termina em tragédia devido ao falecimento de Pete. Considerado culpado pela morte, Tobey passa dois anos na prisão. Quando enfim é solto, ele organiza um plano para que possa participar de uma conhecida corrida do submundo onde Dino também correrá. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Need For Speed”)

“Yves Saint-Laurent”

Paris, 1957. Com apenas 21 anos, Yves Saint-Laurent (Pierre Niney) é chamado cuidar do futuro da prestigiosa grife de alta costura fundada por Christian Dior - falecido recentemente. Depois de seu primeiro desfile triunfal, ele vai conhecer Pierre Bergé (Guillaume Gallienne) e este encontro irá abalar sua vida. Amantes e parceiros de trabalho, os dois se associam a fim de criar a grife Yves Saint Laurent. Apesar de suas obsessões e demônios interiores, Saint Laurent vai revolucionar o mundo da moda com sua abordagem moderna e iconoclasta. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Yves Saint-Laurent”)

“O Brilho da Vida”

O casal Marie (Connie Nielsen) e Alec (Aidan Quinn) decide adotar o pequeno Tomas (John Bell), um garoto tímido e com dificuldades de inserção social. Eles levam o filho para o litoral da Inglaterra, onde ele aprende aos poucos a lidar com a natureza e com os outros garotos de sua idade. No entanto, embora Marie seja caridosa e paciente, Alec não consegue esconder a decepção de ter adotado um menino tão introspectivo. A vida de Tomas muda no momento em que ele encontra uma foca em perigo, e tem a oportunidade de salvá-la. O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “A Shine of Rainbows”)

“O Quinto Império - Ontem Como Hoje”

O monarca Dom Sebastião (Ricardo Trêpa) vive pela obsessão em expandir o império português e difundir a cristandade entre os povos. Com a batalha de Alcácer-Quibir (1578) ele ambiciona formar o Quinto Império cristão, mas Portugal é derrotado e Sebastião desaparece para sempre, dando origem ao mito que afirma que ele voltará envolto em névoa para derrotar todo o mal. Filme com formato de tela widescreen e Áudio em Dolby Digital 2.0. (T. O.: “Le Cinquième Empire”)

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Coluna Claquete – 11 de julho de 2014


 

Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

Ainda na ressaca da desclassificação, e na véspera de mais uma decisão, as estreias ainda são poucas. As novidades são a animação “Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate”, a comédia romântica “Juntos e Misturados”, e o terror “A Marca do Medo”. Continuam em cartaz a ficção “Transformers – A Era da Extinção”, a animação “Khumba”, “Como Treinar o Seu Dragão2”, “A Culpa É das Estrelas”, “Malévola”, e “Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou”. Nas programações exclusivas o Moviecom exibe “No Limite do Amanhã” e “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, enquanto o Cinemark mantém “Amazônia”, “Violetta – O Show”, e “O Que os Homens Falam”, na Sessão Cine Cult, e o Natal Shopping, a comédia “Não Aceitamos Devoluções”.

Estreia 1: “Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate”


Dusty descobre que seu motor está severamente danificado e nunca mais poderá participar de corridas. Após algumas adaptações ele acaba realocado na brigada aérea de incêndio, onde conhece o veterano helicóptero Blade Ranger e a equipe terrestre conhecida como The Smokejumpers. Enfrentando o fogo diariamente, Dusty finalmente entende o significado da palavra "herói". Inicialmente, o primeiro “Aviões” (2013) deveria ser lançado em DVD, mas como o resultado agradou à Disney, o filme estreou nos cinemas. A confiança dos produtores era tão grande que a sequência “Planes: Fire and Rescue” começou a ser preparada antes mesmo do lançamento do primeiro filme. A direção é de Roberts Gannaway. “Aviões 2 - Heróis do Fogo ao Resgate” está em exibição na Sala 6 do Moviecom, Sala 7 do Cinemark, Salas 1 e 5 do Natal Shopping, e Sala 1 do Norte Shopping. Cópias dubladas, exibição em 3D. Classificação indicativa livre. (T. O.: “Planes: Fire and Rescue”)

Estreia 2: “Juntos e Misturados”


Após um primeiro encontro desastroso, Jim (Adam Sandler) e Lauren (Drew Barrymore) viajam, por coincidência, para o mesmo resort familiar durante as férias, junto com seus filhos de casamentos anteriores. Sendo obrigados a conviver, uma atração começa a surgir entre os dois. Esta é a terceira comédia romântica estrelada por Adam Sandler e Drew Barrymore, após “Afinado no Amor” (1998) e “Como Se Fosse a Primeira Vez” (2004). A direção é de Frank Coraci. “Juntos e Misturados” está em exibição na Sala 7 do Moviecom, Salas 4 e 5 do Cinemark, e Sala 3 do Norte Shopping. Classificação indicativa dez anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “Blended”)

 

Estreia 3: “A Marca do Medo”


Durante uma aula na universidade, um professor pergunta a seus alunos o que são fenômenos sobrenaturais, e se é possível provar que eles existem. Ninguém consegue responder à pergunta. Ele decide então reunir uma equipe com mais três alunos, para investigar o estranho caso de Jane Harper, uma garota aparentemente possuída por demônios. O experimento consiste em isolar Jane dentro de um casarão, fazendo uma série de testes para que os poderes paranormais na garota se manifestem diante das câmeras. A direção é de John Pogue. “A Marca do Medo” está em exibição na Sala 5 do Norte Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “The Quiet Ones”)

 

Sessão Cine Cult: “O Que os Homens Falam”


Oito homens enfrentam a crise de meia-idade neste filme de episódios. E. (Eduardo Fernandez), que perde tudo o que tem e volta a morar na casa da mãe, se encontra casualmente com um amigo de longa data, J. (Eduardo Sbaraglia), que conquista tudo o que deseja, mas fica deprimido. S. (Javier Camara) tenta retomar o casamento dois anos após o divórcio. G. (Ricardo Darín) confessa a L. (Luis Tosar) que desconfia que sua esposa o trai. P. (Eduardo Noriega) tenta seduzir uma colega de trabalho. Já A. (Alberto San Juan) e M. (Jordi Mollà) têm seus segredos íntimos revelados. A direção é de Cesc Gay. “O Que os Homens Falam” será exibido na Sala 4 do Cinemark, na segunda-feira (14/07) e na terça-feira (15/07), na sessão de 19h10. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Uma Pistola em Cada Mano”)

 

 

Filmes da Semana: “Transcendence – A Revolução” e “After”

Com toda essa agitação da Copa do Mundo, o cinema ficou de lado, e além de um ou outro blockbuster, só se viram títulos sem muito interesse. Procurando algo fora do lugar comum, dois filmes me chamaram a atenção, exatamente por fugirem do tradicional, a ficção “Transcendence – A Revolução” e o suspense “After”.
“Transcendence – A Revolução” mostra o mundo em um futuro próximo, onde a inteligência artificial é tão pesquisada quanto combatida. Os maiores expoentes na área são o cientista Will Caster (Johnny Depp), sua mulher Evelyn (Rebecca Hall) e o melhor amigo Max Waters (Paul Bettany). Will pretende criar a inteligência artificial autônoma, enquanto a mulher sonha com um mundo perfeito.
Mas, os sonhos de ambos são desfeitos quando um membro de um grupo extremista, contrário às pesquisas, atira contra Will. Embora o ferimento tenha sido pouco profundo, o projétil estava contaminado com um material radioativo que logo se espalha pelo organismo do cientista. O prognóstico é sombrio, restando-lhe pouco mais de um mês de vida.
Desesperada, Evelyn resolve fazer a coisa mais ousada que pode: preservar as memórias de Will, e utilizar o poderoso computador de sua pesquisa para criar uma inteligência artificial a partir de uma mente humana. Com muito esforço, ela convence Max a ajudá-la, embora ele não acredite que isso seja possível. Correndo contra o tempo, eles conseguem gravar o máximo possível dos pensamentos e respostas cerebrais de Will, até que este sucumbe à doença.
 Enquanto isso, o grupo terrorista continua atuando, principalmente quando suspeitam dos planos de Evelyn. A nova inteligência começa a funcionar, para alegria de Evelyn e desconfiança de Max, que abandona o projeto, e logo é capturado pelo grupo extremista.
Conseguindo fugir antes do ataque dos terroristas, e alcançando a internet, a versão digital de Will ganha dinheiro na Bolsa de Valores, e cria uma poderosa estrutura de pesquisa em um recanto ermo do deserto.
A nova entidade começa a assustar todos os envolvidos, tanto o cientista Joseph Tagger (Morgan Freeman), um dos mentores de Will, quanto o agente do FBI Buchanan (Cillian Murphy), que são convencidos por Max da gravidade da situação. A situação fica mais curiosa quando eles veem-se obrigados a se unir ao grupo extremista comandado por Bree (Kate Mara) para combater a ameaça desconhecida.
O filme é interessante por trazer o debate sobre a questão da inteligência artificial, e até que ponto ela poderá chegar. Os extremistas do filme consideram um absurdo que uma máquina possa controlar todo o mundo. Pessoalmente não sei o que é pior, uma máquina que procurasse levar o mundo em uma direção melhor, ou continuarmos sujeitos aos homens e suas ambições.
Muita gente mais religiosa ficou de cabelo em pé com as semelhanças entre a história do filme e alguns pontos do Novo Testamento, embora não haja nenhuma referência explícita. Mas, o herói que tem a intenção de criar um mundo melhor morre e ressuscita, consegue curar os doentes, tem uma ética inabalável, e sacrifica-se ao final.
Bem, como diziam as minhas professoras da escola, a interpretação é pessoal e faz parte da prova. Convido os espectadores a formarem a sua própria opinião.
O segundo filme em análise, “After”, é bem diferente, embora não menos interessante. Dois jovens, a enfermeira Ana (Karolina Wydra) e o projecionista Freddy (Steven Strait) conhecem-se em um ônibus e conversam um pouco, descobrindo até que são vizinhos, antes que aconteça um grave acidente.
Ana acorda em sua casa, assustada por estar atrasada para o trabalho, e quando chega ao hospital, descobre que está sozinha. Não há uma única pessoa nem lá, nem nas ruas ou em nenhuma casa. O único lugar onde parece ter alguém é exatamente a casa de Freddy, que também está surpreso com a situação.
Tentando descobrir o que está acontecendo, eles percorrem a cidade, e descobrem que uma misteriosa nuvem de fumaça os está cercando. Ao tentar penetrar na fumaça, chegam a uma porta, que parece ser a saída para algum lugar, mas eles não tem a chave da mesma. Para piorar a situação, um monstro começa a persegui-los.
Alguns momentos eles encontram outras pessoas, mas, são apenas memórias do passado, que remetem a um mesmo dia em que suas vidas se entrecruzaram, mesmo que eles não se dessem conta disso.
Mais assustador que a misteriosa fumaça ou o monstro canibal foi perceberem que, em outra dimensão ou realidade paralela, eles estavam em coma, e prestes a terem os aparelhos desligados.
Eles, então, empreendem uma desesperada busca de enfrentar os seus medos e traumas, para assim poder voltar ao universo que chamam de realidade, e salvar suas próprias vidas.
“After” é uma produção simples, com jeitão de cinema independente e atores desconhecidos, mas traz uma grande dose de inovação e imaginação, fugindo ao lugar comum dos filmes cheios de efeitos especiais.
Depois da derrota e desclassificação da seleção brasileira na Copa, talvez um romance ou uma comédia fossem mais apropriados, mas, nosso cérebro precisa de um empurrão de vez em quando, então, que tal tentar com esses aí? Boa diversão.

Livros de cinema:

"O Cinema De"

Roberto de Castro Neves escreve sobre cinco grandes diretores italianos de cinema - Vittorio De Sica, Roberto Rossellini, Luchino Visconti, Michelangelo Antonioni e Federico Fellini, mergulhando na vida e na obra destes cineastas, homenageando-os pela vasta e variada produção. A obra traz informações sobre a Itália, sobre o mundo em que cada diretor viveu enquanto produzia os filmes, um resumo sobre a vida de cada um dos diretores, uma cronologia das suas principais produções, os temas e questões por eles tratadas. O autor pretende estimular o leitor a ver os filmes para que depois se questione como me foi possível desconhecê-los? 261 p – Editora Mauad.





Lançamentos em DVD/Blu-Ray:

“Sem Escalas”

Durante um voo de Nova York a Londres, o agente Neil Marks (Liam Neeson) recebe uma série de mensagens SMS enigmáticas, dizendo que um passageiro será morto a cada 20 minutos caso US$ 150 milhões não sejam transferidos para uma conta bancária. Inicialmente Beil não dá atenção à ameaça, mas quando o primeiro passageiro aparece morto ele inicia uma investigação em pleno avião sobre quem possa ser o assassino. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Non-Stop”)

“Inatividade Paranormal 2”

Malcolm (Marlon Wayans) está tentando reiniciar a vida ao lado de outra mulher, Megan (Jaime Pressly), juntamente com os dois filhos dela, Becky (Ashley Rickards) e Wyatt (Steele Stebbins). Juntos, eles se mudam para uma nova casa. Ele, para variar, permanece com a mania de filmar tudo o que acontece à sua volta, com diversas câmeras. Entretanto, não demora muito para que Malcolm volte a ser afetado por acontecimentos sobrenaturais, especialmente quando inicia um caso com uma estranha boneca. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “A Haunted House 2”)

“A Batalha do Ano”

O filme segue a história de uma equipe americana de breakdancing, ou "B-boy", formada por jovens com problemas sociais e familiares. Eles são liderados por um treinador rígido (Josh Holloway), que os leva à França para participarem da competição Battle of the Year, na qual equipes de 18 países lutam pelo título de campeões mundiais.  O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Battle of the Year: The Dream Team”)

“Cromwell, o Homem de Ferro”

Na primeira metade do século 17, a Inglaterra se encontra em plena crise econômica e ideológica, o povo está afundado em miséria e o Rei Charles I, casado com uma católica, acaba de fechar o parlamento. Descrente do Estado absolutista e revoltado com a influência da Igreja Católica sobre a Inglaterra, o puritano Oliver Cromwell (Richard Harris) irá lutar contra o Rei e seus abusos de poder, desencadeando uma sangrenta guerra civil, que desencadeará no único período ditatorial da história do país. Filme com formato de tela widescreen e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Cromwell”)


quinta-feira, 3 de julho de 2014

Coluna Claquete – 04 de julho de 2014

 

Newton Ramalho

 

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O que está em cartaz

Depois da overdose de jogos da Copa do Mundo, agora teremos outra de estreias no cinema. As novidades são a ficção “Transformers – A Era da Extinção”, a animação “Khumba”, “Violetta – O Show”, os documentários “BBC- Brasil Selvagem”, a comédia “Não Aceitamos Devoluções”, o drama “Causa e Efeito”, o terror “O Espelho”, e “O Que os Homens Falam”, na Sessão Cine Cult do Cinemark. Teremos também a re-exibição de “Bonequinha de Luxo”. Continuam em cartaz “Como Treinar o Seu Dragão2”, “A Culpa É das Estrelas”, “Malévola”, e “Os Homens São de Marte... E É Pra Lá Que Eu Vou”. Nas programações exclusivas o Cinemark mantém “Amazônia”, e “Muppets 2 – Procurados e Amados”, o Moviecom, “No Limite do Amanhã” e “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”, e o Natal Shopping, “Transcendence – A Revolução”.

Estreia 1: “Transformers: A Era da Extinção”


Alguns anos após o grande confronto entre Autobots e Decepticons em Chicago, os gigantescos robôs alienígenas desapareceram. Eles são atualmente caçados pelos humanos, que não desejam passar por apuros novamente. Quando Cade (Mark Wahlberg) encontra um caminhão abandonado, ele jamais poderia imaginar que o veículo é na verdade Optimus Prime, o líder dos Autobots. Muito menos que, ao ajudar a trazê-lo de volta à vida, Cade e sua filha Tessa (Nicola Peltz) entrariam na mira das autoridades americanas. A direção é de Michael Bay. “Transformers: A Era da Extinção” está em exibição na Sala 6 do Moviecom, Salas 3 e 7 do Cinemark, Salas 1, 2 e 5 do Natal Shopping, e Salas 1, 2 e 4 do Norte Shopping. Cópias dubladas e legendadas, exibição em 3D. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Transformers: Age Of Extinction”)

Estreia 2: “Khumba”


Khumba, uma zebra com apenas metade das listras, aventura-se numa viagem iniciática para conquistar as listras que lhe faltam, quando a sua tribo o culpa pela falta de chuva. Na busca da lendária fonte onde as primeiras zebras obtiveram as listras, Khumba (Rodrigo Faro) cruza com um estranho grupo de personagens e alia-se a uma dupla bem estranha: uma gnu superprotetora (Sabrina Sato) e um avestruz auto-obcecado (Marco Luque). Mas, antes de poder reintegrar a tribo, Khumba terá de defrontar o feroz leopardo que controla a fonte e aterroriza os demais animais. Nem tudo é preto e branco nesta colorida e diferente aventura! A direção é de Anthony Silverston. “Khumba” está em exibição na Sala 7 do Cinemark, Salas 3 e 4 do Natal Shopping, e Sala 4 do Norte Shopping. Classificação indicativa livre. Cópias dubladas, exibição em 3D. (T. O.: “Khumba”)

 

Estreia 3: “Violetta – O Show”


O filme acompanha a turnê mundial liderada pela protagonista da série ´Violetta´ e todo seu elenco, com cenas dos bastidores e entrevistas exclusivas. O início dos shows foi em Buenos Aires, seguindo para outros países da América Latina e Europa, contado com 200 apresentações no total. O registro do dia-a-dia das viagens faz um registro dos cenários, figurinos e coreografia, reunindo todas as emoções ao vivo de uma turnê. A direção é de Matthew Amos. “Violetta – O Show” será exibido na Sala 1 do Cinemark, e na Sala 3 do Natal Shopping. Classificação indicativa livre. (T. O.: “Violetta: La Emoción del Concierto”)

 

Estreia 4: “BBC Brasil Selvagem”


Venha desfrutar do fascinante mundo em que vivemos. Ser testemunha do ciclo da vida, dos segredos da natureza e maravilhosas histórias, através de imagens surpreendentes do nosso planeta. Nesta semana acontece a exibição de três documentários da BBC de Londres, da série Brasil Selvagem: “Um Mundo Perigoso” (10h50), “Resistência à Seca” (14h20), e “Enfrentando a Inundação” (18h00). Cada documentário tem cerca de uma hora de duração, é dublado em português, e será exibido individualmente. Todas as sessões serão na Sala 5 do Cinemark. Classificação indicativa livre. (T. O.: “BBC Wild Brazil”)

 

Estreia 5: “Bonequinha de Luxo”


Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany`s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica. A direção é de Blake Edwards. “Bonequinha de Luxo” será exibido na Sala 1 do Cinemark, no sábado às 23h55m, e domingo às 12h30m, e na Sala 5, na quarta-feira, às 19h30. Classificação indicativa livre. (T. O.: “Breakfast at Tiffany’s”)

 

Estreia 6: “Não Aceitamos Devoluções”


Valentin sempre levou uma vida despreocupada no México, saindo com várias mulheres e alternando entre pequenos trabalhos. Um dia, uma mulher bate à sua porta e lhe deixa um bebê, dizendo ser sua filha. Apesar da surpresa inicial, Valentin se muda para os Estados Unidos e cria a pequena Maggie durante vários anos, tornando-se um homem responsável e encontrando um emprego fixo como dublê em filmes de ação. Seis anos mais tarde, a mãe de Maggie reaparece, com a intenção de levar a filha de volta com ela. A direção é de Eugenio Derbez. “Não Aceitamos Devoluções” está em cartaz na Sala 4 do Natal Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “No Se Aceptan Devoluciones”)

 

Estreia 7: “Causa e Efeito”


O policial Paulo (Matheus Prestes) enfrenta um grande trauma, após perder a esposa e o filho em um acidente de carro. Ele não consegue aceitar o fato de que o responsável pelo crime não tenha sido punido, e acaba decidindo fazer justiça com as próprias mãos. Paulo passa a matar outras pessoas, mas não consegue assassinar Madalena, quando descobre a sua triste história de vida. Os dois se apaixonam e fogem juntos, usando as palavras de um padre, um pastor e um espírita para reconstruir as suas vidas. A direção é de André Farouço. “Causa e Efeito” está em cartaz na Sala 5 do Norte Shopping. Classificação indicativa 14 anos. (T. O.: “Causa e Efeito”)

 

Estreia 8: “O Espelho”


Tim (Brenton Thwaites) e Kaylie (Karen Gillan) são dois irmãos traumatizados pela morte inexplicada dos pais. Quando Tim sai de um hospital psiquiátrico, após anos internado, ele tem certeza de que a causa da tragédia familiar é um grande espelho que acompanha a família há séculos. Cercados por fenômenos paranormais, os dois tentam provar que o objeto é o verdadeiro responsável pela sangrenta história de seus ascendentes. A direção é de Mike Flanagan. “O Espelho” está em cartaz na Sala 6 do Norte Shopping. Classificação indicativa 14 anos. Cópias dubladas e legendadas. (T. O.: “Oculus”)

 

Sessão Cine Cult: “O Que os Homens Falam”


Oito homens enfrentam a crise de meia-idade neste filme de episódios. E. (Eduardo Fernandez), que perde tudo o que tem e volta a morar na casa da mãe, se encontra casualmente com um amigo de longa data, J. (Eduardo Sbaraglia), que conquista tudo o que deseja, mas fica deprimido. S. (Javier Camara) tenta retomar o casamento dois anos após o divórcio. G. (Ricardo Darín) confessa a L. (Luis Tosar) que desconfia que sua esposa o trai. P. (Eduardo Noriega) tenta seduzir uma colega de trabalho. Já A. (Alberto San Juan) e M. (Jordi Mollà) têm seus segredos íntimos revelados. A direção é de Cesc Gay. “O Que os Homens Falam” será exibido na Sala 3 do Cinemark, na segunda-feira (07/07) e na terça-feira (08/07), na sessão de 18h30. Classificação indicativa 12 anos. (T. O.: “Uma Pistola em Cada Mano”)

 

 

Especial: Inovações no mundo da imagem

Durante muito tempo o mercado do cinema doméstico seguia o mandamento maior da bíblia do consumismo: vamos criar o paraíso, e depois vender os meios para os consumidores poderem chegar até ele. Isso funcionou bem enquanto a tecnologia avançava em ritmo de valsa, mas, nos últimos anos, chegou-se a um paradoxo, quando o produto ofertado oferece muito mais do que o usuário tem para usufruir.
Reza a lenda que quando Assis Chateubriand foi aos Estados Unidos fechar a compra dos aparelhos para a primeira emissora no Brasil, cometeram o erro de mostrarem-lhe uma demonstração da TV colorida – o que o deixou extremamente irritado, a ponto de rasgar os contratos, já que a que comprava era preto e branco!
Na verdade, mesmo nos Estados Unidos a cor só chegou às emissoras em meados da década de 1960, pois embora houvesse a tecnologia para a geração e transmissão, foi necessário criar toda uma estrutura para que a imagem chegasse aos lares americanos.
Durante muito tempo – muito mesmo – a evolução em termos de imagem ocorreu de forma lenta, e nós, brasileiros, morríamos de inveja ao ver, através do cinema, um gringo ligar e mudar os canais de sua tv colorida somente com um controle remoto, parecendo até coisa de ficção-científica!
No início dos anos 1970 tivemos acesso a caríssimos televisores coloridos – sem controle remoto, pois com ele o preço quase dobrava, e mesmo com a melhoria das transmissões, agora em nível nacional, a resolução continuava a mesma, cerca de 240 linhas de vídeo. A coisa era tão ruim que muitas pessoas – eu mesmo – trocaram aparelhos por tamanhos menores, para ter a sensação de que a imagem ficava melhor.
A chegada dos videocassetes, nos anos 1980, despertou a avidez dos espectadores: você podia assistir um filme na hora que quisesse, sem propagandas, e com uma imagem limpa, sem as interferências ainda comuns na transmissão das tvs abertas.
Enquanto muitos ainda estavam comprando o primeiro videocassete, foi lançado o fantástico DVD, primo rico do CD e mais bem sucedido que o finado videolaser. O novo produto, além de fornecer uma imagem com 525 linhas de definição, ainda prometia múltiplos canais de áudio e de legendas em vários idiomas, que poderiam ser alterados com um botão!
O problema é que mesmo as TVs mais modernas, de tela plana e tudo, não tinham a capacidade de mostrar essa resolução para o espectador, já que elas só dispunham das tais 240 linhas da época do Chateubriand! Algumas soluções foram apresentadas, como compressão de imagem, e entradas exclusivas para imagem. Eu mesmo cheguei a possuir uma TV enooorme da LG, que pesava 80 quilos, tinha formato de tela widescreen, e com muita mágica chegava nas 525 linhas que o DVD oferecia.
Nesta mesma época começaram a chegar as tvs de plasma, objetos de veneração e desejo, mas que, no início, custavam o preço de um apartamento! E mesmo os primeiros modelos eram o que hoje chamamos de HD, ou seja, a resolução suficiente para um DVD.
Bem, enquanto os sofridos early-adopters espremiam o orçamento para comprar seus primeiros televisores de tela fina, logo sai uma novidade que espanta meio mundo: o lançamento de um novo disco, o Blu-Ray, que prometia uma resolução seis vezes maior que o DVD – mas que também exigia um televisor melhor, que oferecesse uma resolução Full-HD!
O ânimo do mercado, porém, não foi tão receptivo a estes novos produtos. Embora as telas planas tenham caído de preço a ponto de um modelo Full-HD de 32 polegadas poder ser comprado por cerca de mil reais (aquele tubo “monstruoso” que mencionei antes tinha esse mesmo tamanho e custou na época três vezes mais), a necessidade do público não era a mesma.
Qualquer tv de plasma, LCD ou LED do mercado é capaz de oferecer uma boa imagem gerada por um DVD player, pela nova TV Digital aberta, ou mesmo pelos canais de assinatura em alta definição. Para uma boa imagem de Blu-Ray, basta que seja Full-HD.
Assim, causa uma certa surpresa a ênfase que está se dando aos novos televisores 4K e até 8K. Considerando que um Full-HD seja o padrão básico, esses novos padrões são capazes de oferecer uma resolução quatro ou oito vezes maior. A dúvida que fica é: para que vão servir estes aparelhos?
Embora a NHK do Japão esteja investindo bastante no padrão 8k ou Super High Vision, a verdade é que não existe conteúdo para estas resoluções. Para o Blu-Ray é suficiente uma tv Full-HD, então para que uma resolução oito vezes maior?
 É possível que estes novos aparelhos sejam destinados a uso industrial ou científico, em aplicações muito especializadas, pois para uma escala de entretenimento, como a que temos atualmente, é muito difícil que se consiga esta abrangência.
É bom lembrar que, pelo menos em nosso país, a imensa maioria dos espectadores contenta-se em assistir a tv aberta ou um DVD pirata ligado direto na tv. Melhor seria se a energia da indústria fosse direcionada para melhorar a qualidade do conteúdo, pois assistir novela ou notícias sensacionalistas em alta definição definitivamente não agrega nada para ninguém.

Livros de cinema:

Os Cinco Cs da Cinematografia - Técnicas de Filmagem

Ilustrada com mais de 500 imagens, esta obra clássica apresenta os conceitos e as técnicas consagradas da cinematografica. Os cinco cs detalhados aqui são: corte, composição, close-ups, continuidade e câmera: ângulos. Pioneiro do cinema nos Estados Unidos, Joseph V. Mascelli fala também dos problemas mais comuns durante as filmagens e dá dicas fundamentais para a edição. Entre os temas abordados estão: tempo e espaço cinematográfico; regras de composição; ponto de vista; altura e ângulo de câmera; cenas master; tipos de edição, direção da imagem etc. Fundamental para os estudantes de cinema, tem revisão técnica do cineasta Francisco Ramalho Jr. 288 p – Editora Summus.


Lançamentos em DVD/Blu-Ray:

“Robocop”

Em um futuro não muito distante, no ano de 2028, a empresa OmniCorp fabrica robôs de combate, que são usados em guerras ao redor do mundo. Querendo conquistar a população americana, o dono da companhia Raymond Sellars (Michael Keaton) decide criar um robô que tenha consciência humana e a oportunidade aparece quando o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) sofre um atentado, e ele é utilizado para comandar um corpo mecânico imbatível. O disco traz o filme com tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Robocop”)

“Pompéia”

Alguns dias antes da lendária erupção do monte Vesúvio, o escravo Milo (Kit Harrington) está preso dentro de um navio, em direção à Nápoles. Ele vai fazer de tudo para escapar e salvar a mulher que ama, além de ajudar o seu melhor amigo, um gladiador que está em dificuldades no interior do Coliseu. Filme com formato de tela widescreen anamórfico e áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Pompeii”)

“Lições de Vida”

Ben Marshall (Rupert Grint) é um tímido garoto londrino de 17 anos que tenta a todo custo se libertar dos domínios de sua mãe (Laura Linney). Ele tem essa chance quando vai trabalhar em uma casa de repouso e conhece Evie (Julie Walters), uma excêntrica e veterana atriz de cinema e teatro. Ela o convence a levá-la a um festival em Edinburgh, onde irá participar de um recital de poesia. Este é o início de uma transformação em sua vida, em que se liberta de todos os dogmas de sua educação conservadora.  O disco traz o filme com formato de tela widescreen anamórfico e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Driving Lessons”)

“Triângulo Amoroso”

Com direção de Tom Tykwer, o filme alemão “Triângulo Amoroso” acompanha um casal na faixa dos 40 anos de idade que vive em Berlim. Sem um saber o que acontece com o outro, ambos começam a se relacionar com o mesmo homem. Ela conhece o rapaz em um encontro de trabalho, enquanto seu marido é seduzido pelo desconhecido em uma piscina. A inusitada situação é abalada com a gravidez da protagonista, fazendo com que todos experimentem sentimentos controversos. Filme com formato de tela widescreen e Áudio em Dolby Digital 5.1. (T. O.: “Drei”)